Hoje me lembrei de minhas brincadeiras de infância com o João Felipe e tive a certeza que dentro de alguma das minhas caixinhas de lembranças se escondia um dos episódios da Série (que nos dois inventamos) “Os anéis dos Batedores Secretos”. Não me perguntem o porquê desse nome, tudo pura criatividade infantil!
Brincávamos na piscina de casa e resolvemos passar para o papel uma de nossas aventuras. Reproduzirei abaixo, na integra, com erros de português e viagens alucinantes de criança, a primeira grande besteira que escrevi na vida!
Valença, 06 de abril de 1993.
Anéis dos batedores secretos.
Esquema Coringa.
João Felipe e Vivianne foram a mais um grande combate. Se despediram dos pais e foram a casa da Tia China. Ela falou para eles, que o Dragão 2 queria o seus anéis dos batedores secretos. E eles foram.
E lá lembraram que tinhão dados o desquete que tinham todas as pessoas do esquema Coringa para uma baleia chamada Xisca.
Então Vivianne falou:
- Então vamos lá!
E João Felipe respondeu:
- Está bem!
Então eles foram procurar a baleia Xisca e ela falou:
- O Dragão 2 robou o desquete e levou para sua base.
Eles foram até la e pegaram o disquete errado quando estava saindo vários dragõeszinhos os atacaram eles, João Felipe e Vivianne juntaram os anéis e mataram os dragõezinhos.
Eles foram a sua base e ezaminaram o disquete mas ele pegaram um outro disquete.
João Felipe foi lá de novo e pegaram o disquete esaminaram e viram que era o que eles queriam.
Saindo de sua base o Dragão 2 jogou um grande fogo e João Felipe e Vivianne estavam perdendo a força.
João Felipe estava com o disquete na mão e a baleia Xisca deu uma rabada no disquete e ele quebrou matou todos os animais, eles continuavam perdendo a força.
Numa coisa muito milagrosa o disquete se juntou e a forsa deles voltaram. Com um pequeno desmaio quando acordaram viram que estava preso na base do Dragão 2.
João Felipe estava com o disquete na mão ele quebrou o disquete no meio o chão abril eles viram todos os caras que estava no esquema leão, deu uma ventania muito forte e todos os caras do esquema Coringa voltaram para embaixo da terra.
João Felipe estava quaze caindo também só estava segurando em Vivianne e ela falou:
- Não vá! Não vá!
Quando João Felipe caiu o chão fechou e ai ficou tudo bem!
Todos do esquema Coringa morreram!!!
Fim
Agradeço a minha mãe por ter me mantido na escola e a todas as minhas professoras de português pela minha evolução na escrita!
João e eu tínhamos a certeza que nossas aventuras fariam um grande sucesso, mas de certa forma fizeram. Toda vez que brincávamos dentro daquela piscina era um grande sucesso. Um era o super herói do outro!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Carta ao Papai Noel!
Querido Papai Noel!
Queria te fazer alguns humildes pedidos de Natal, mas para isso lhe darei argumentos que irão defender meu merecimento!
Esse ano fui uma boa menina!
Me dediquei ao trabalho, cheguei mais cedo, saí mais tarde! Teve dias que trabalhei até 21h, outros até 22h. Houve dias de eu ver o sol nascer no Leblon pelo vidro do estúdio.
Passei a ser mais organizada. Ta certo que não virei exemplo de nada ainda, mas limpei mais vezes minha casa, meu quarto passou a ser um lugar habitável.
Não perdi nada esse ano, a não ser o cabo do meu MP4, mas isso até a Isabel perdeu.
Não perdi nenhuma blusa oficial do Vasco, como fiz com a blusa do Tio Carlão há uns anos atrás.
Não perdi nenhuma bolsa, com todos meus documentos, cheque e cartão, em uma danceteria Brega & Night de Valença.
Perdi uma chave, mas foi por uma boa causa. Fui passear com o Zé com a chave na mão. Andávamos pela Feirinha de Ipanema quando Zé resolveu espiar dentro de um carrinho de bebê. Não percebi o acontecimento por estar entretida com as bolsas de uma barraca, quando me toquei do que acontecia já era tarde. A japinha de mais ou menos 1 ano de idade, tomou uma super lambida, que foi do queixo ao cabelo. Cabelo este que ficou grudado na cabeça, devido a enorme quantidade de baba do meu cachorro louco!
No momento que fui puxar a cabeça do Zé e me preparar para apanhar da mãe da criança, eu perdi minha chave! Menos mal, não apanhei, a mãe gostava de cães e a japinha também! Acho que eu preferia ter apanhado, a ter que ter desembolsado 70 reais para o chaveiro. Sendo que ele levou dois segundos para abrir a porta do meu apartamento. Pensei até em seguir a profissão de chaveira.
Esse ano também não quebrei nada!!! Nenhuma tampa vidro de mesa com 5 cm de espessura e mais de 1 metro de comprimento, nenhuma geladeira, nenhuma televisão!
Quase quebrei o ventilador de teto do meu quarto no primeiro dia na minha casa nova, mas foi quase. Não percebi que não poderia abrir uma das portas de cima do guarda-roupa com ventilador ligado. Quando abri escutei um enorme barulho, rapidamente eu fechei! O ventilador bambeou, mas não caiu, ufa!
Esse ano tentei falar menos, mas não sei se consegui. Pelo menos acho que pensei mais antes de falar, o que tem me gerado benefícios. Estou tentando controlar minha sinceridade, mesmo que me contorça por dentro.
Fui menos critica também, Anna Claudia poderia falar sobre isso com mais propriedade. Mas acho que tenho evoluído muito! Ta certo que há dias que não me controlo, mas no geral tenho me segurado.
Respeitei minha mãe. Há alguns ruídos nessa afirmação, mas nada de tão relevante, ela já me perdoou!
Fui legal com meus amigos, exceto com um que comecei uma amizade as nove da noite e ela se acabou às 4 da manhã. Meus amigos também foram legais comigo. Principalmente aqueles que me escutaram falar sobre o mesmo assunto milhões de vezes.
O ano de 2009 foi o trem fantasma pra mim. E sinceramente? Não tinha muitas perspectivas para 2010. Ledo engano, 2010 foi meu ano 1, de um recomeço mais que especial, com toda certeza o que de mais importante fiz esse ano foi amadurecer.
Este amadurecimento foi mais importante do que ajudar Joice, uma menina de 10 anos que se perdeu na praia, a encontrar sua tia.
Agora Papai Noel, depois de tantas coisas boas, quero pedir algumas outras:
Um aumento substancial de salário seria uma boa pedida, pra começo de conversa.
Depois, a volta do Zé pro Rio, que seria mais legal ainda se fosse acompanhado da Flora.
A vinda de Anna Claudia, Fernando e Cris não seria nada mal, talvez eu passe a beber um pouco mais com eles aqui, mas vou beber de qualquer forma, então melhor se eles estiverem por perto.
Fora isso, saúde e paz pra todas as pessoas que amo e pras que eu não amo também!
Mas se eu ainda tiver na idade de pedir um presente, desses que vem embrulhado na caixa:
Quero um patins!
Obrigada.
Feliz Natal!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Os Sóis da Minha Vida!
Dois momentos sublimes da natureza (pra mim): o nascer e o pôr-do-sol.
É fantástico observar os primeiros e os últimos raios solares de um dia. Me da energia, revigora. Todo nascer ou pôr-do-sol que paro para observar fica marcado pra sempre.
Lembro do Réveillon em Copacabana. Estávamos Isabel, Bruna, Anna Claudia e eu. Conhecemos uns garotos de BH que estavam com violão, sentamos na praia e ali ficamos até amanhecer, espantando até os pombos com nossos agudos desafinados.
Havia chovido. Uma manhã um pouco nublada, os raios do sol esforçavam-se para aparecer entre as nuvens, e por uma “ultra” coincidência, começamos a cantar Tempo Perdido (Legião Urbana), a estrofe que diz: Veja o sol. Dessa manhã tão cinza. A tempestade que chega..., foi de arrepiar! Todos compenetrados quando de repente, escutamos Anna Claudia gritar com uma euforia descomunal: “Eaí Brother!!!!”. Todos começaram a procurar quem era seu tão intimo brother que havia chegado e atrapalhado nosso sublime momento de reverência a Renato Russo e ao Sol.
Avistei um “maluquinho” com cabelos compridos que olhava para Anna Claudia com cara de interrogação (?). Mas sua euforia não cessava, e assim ela continuou: “Que você ta fazendo perdido aí brother???”
O maluquinho-brother manteve sua cara de interrogação e se aproximou para ver quem era a pessoa que estava tão feliz em te encontrar. E Anna Claudia disparou: “Pow de Valença, né?” Ela estava levantando para falar com seu mais novo melhor amigo, quando veio a decepcionante resposta: “Quem é você? Valença? Que você ta falando?”
E lá se foi o maluquinho não mais brother, sem dar a mínima atenção para minha amiga eufórica. Tenho certeza que se ela soubesse que uma simples confusão iriam te render tantos anos de deboche, sim estimulados pela minha pessoa, ela não teria atrapalhado nossa cantoria.
Um momento de pôr-do-sol que marcou, foi num lugar chamado Horto Florestal, mas especificamente em Reserva do Iguaçu. Um lugar lindo, o sol se põe beijando o rio Iguaçu.
Fiz um piquenique lá uma vez com Rafa e João. Da segunda vez assisti ao pôr-do-sol com meu saudoso amigo Khristian Ratier, que ainda deu um lindo fundo musical para aquela paisagem deslumbrante! É um lugar lindo, mas muito calmo. Mas é calmo até demais. Você anda pelas ruas e escuta só o barulho do vento. Vez ou outra passa um carro, ou então um andarilho que grita: TarrrdE!
Eu tenho problemas com lugares muito calmos, me dá nervoso, meio que um pânico! Acho que é sintoma da minha hiperatividade. Não consigo ficar muito tempo em bibliotecas, salas de espera ou então lojas de armarinho! Nossa! Essa última é realmente terrível! Lá paira uma tranqüilidade muito irritante, as pessoas cochicham sobre lã e aviamentos, ai para!
Voltemos ao Sol!
Vez ou outra ia com Zé até o arpoador para assistirmos ao pôr-do-sol. Não podia subir nas pedras, ele achava que iria mergulhar e não parava de me puxar. Então pegava um coco do chão, sentava em um banquinho e ele fica deitado, numa boa, desfiando todo o coco. Mas com o Zé, um pôr-do-sol no Arpoador nunca pode ser tranqüilo. Não por ele, porque depois que ele ganhava o coco tudo parecia mais calmo. O problema que Zé, modéstia a parte, é lindo demais. Então sempre aparecia alguém para perguntar sue nome, idade, raça e todas essas perguntas que a gente faz sobre um cão.
Eram duas mulheres com duas crianças, se aproximaram e taparam toda a vista para o pôr-do-sol:
Mulher: Qual o nome dele?
Eu: Zé
Mulher: hahaha, Zé! Que engraçado (reação de 10 entre 10 pessoas)Ele parece o cachorro da novela!
Eu: É mesmo, é a mesma raça.
Mulher: Ahhh! Já te falaram que você parece com a Mirela?
Eu: Que Mirela? (Será que é alguma Mirela da novela também?)
Mulher: A Mirela ué, namorada do Latino.
Eu: Fiquei só pensando se aquilo seria um elogio ou xingamento, e sorri.
Sempre que paro para assistir seja o nascer ou pôr-do-sol, tenho pessoas especiais ao meu lado. Deve ser por isso que gosto tanto e que os momentos se eternizam em mim!
Lembro do Réveillon em Copacabana. Estávamos Isabel, Bruna, Anna Claudia e eu. Conhecemos uns garotos de BH que estavam com violão, sentamos na praia e ali ficamos até amanhecer, espantando até os pombos com nossos agudos desafinados.
Havia chovido. Uma manhã um pouco nublada, os raios do sol esforçavam-se para aparecer entre as nuvens, e por uma “ultra” coincidência, começamos a cantar Tempo Perdido (Legião Urbana), a estrofe que diz: Veja o sol. Dessa manhã tão cinza. A tempestade que chega..., foi de arrepiar! Todos compenetrados quando de repente, escutamos Anna Claudia gritar com uma euforia descomunal: “Eaí Brother!!!!”. Todos começaram a procurar quem era seu tão intimo brother que havia chegado e atrapalhado nosso sublime momento de reverência a Renato Russo e ao Sol.
Avistei um “maluquinho” com cabelos compridos que olhava para Anna Claudia com cara de interrogação (?). Mas sua euforia não cessava, e assim ela continuou: “Que você ta fazendo perdido aí brother???”
O maluquinho-brother manteve sua cara de interrogação e se aproximou para ver quem era a pessoa que estava tão feliz em te encontrar. E Anna Claudia disparou: “Pow de Valença, né?” Ela estava levantando para falar com seu mais novo melhor amigo, quando veio a decepcionante resposta: “Quem é você? Valença? Que você ta falando?”
E lá se foi o maluquinho não mais brother, sem dar a mínima atenção para minha amiga eufórica. Tenho certeza que se ela soubesse que uma simples confusão iriam te render tantos anos de deboche, sim estimulados pela minha pessoa, ela não teria atrapalhado nossa cantoria.
Um momento de pôr-do-sol que marcou, foi num lugar chamado Horto Florestal, mas especificamente em Reserva do Iguaçu. Um lugar lindo, o sol se põe beijando o rio Iguaçu.
Fiz um piquenique lá uma vez com Rafa e João. Da segunda vez assisti ao pôr-do-sol com meu saudoso amigo Khristian Ratier, que ainda deu um lindo fundo musical para aquela paisagem deslumbrante! É um lugar lindo, mas muito calmo. Mas é calmo até demais. Você anda pelas ruas e escuta só o barulho do vento. Vez ou outra passa um carro, ou então um andarilho que grita: TarrrdE!
Eu tenho problemas com lugares muito calmos, me dá nervoso, meio que um pânico! Acho que é sintoma da minha hiperatividade. Não consigo ficar muito tempo em bibliotecas, salas de espera ou então lojas de armarinho! Nossa! Essa última é realmente terrível! Lá paira uma tranqüilidade muito irritante, as pessoas cochicham sobre lã e aviamentos, ai para!
Voltemos ao Sol!
Vez ou outra ia com Zé até o arpoador para assistirmos ao pôr-do-sol. Não podia subir nas pedras, ele achava que iria mergulhar e não parava de me puxar. Então pegava um coco do chão, sentava em um banquinho e ele fica deitado, numa boa, desfiando todo o coco. Mas com o Zé, um pôr-do-sol no Arpoador nunca pode ser tranqüilo. Não por ele, porque depois que ele ganhava o coco tudo parecia mais calmo. O problema que Zé, modéstia a parte, é lindo demais. Então sempre aparecia alguém para perguntar sue nome, idade, raça e todas essas perguntas que a gente faz sobre um cão.
Eram duas mulheres com duas crianças, se aproximaram e taparam toda a vista para o pôr-do-sol:
Mulher: Qual o nome dele?
Eu: Zé
Mulher: hahaha, Zé! Que engraçado (reação de 10 entre 10 pessoas)Ele parece o cachorro da novela!
Eu: É mesmo, é a mesma raça.
Mulher: Ahhh! Já te falaram que você parece com a Mirela?
Eu: Que Mirela? (Será que é alguma Mirela da novela também?)
Mulher: A Mirela ué, namorada do Latino.
Eu: Fiquei só pensando se aquilo seria um elogio ou xingamento, e sorri.
Sempre que paro para assistir seja o nascer ou pôr-do-sol, tenho pessoas especiais ao meu lado. Deve ser por isso que gosto tanto e que os momentos se eternizam em mim!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Os sobrinhos do Tio Patinhas!

Acabei de me lembrar de uma passagem de meu carnaval deste ano. Achei que seria interessante registrá-la aqui na minha coleção de besteiras.
Estava em Ipanema com um grupo de amigos, que acreditem, não há no mundo companhia melhor que a deles, principalmente quando se trata de festa.
Depois de muitas e muitas térmicas vazias, minha bexiga implorava por uma válvula de escape. Anna Claudia e eu fomos ao banheiro. Na volta, não me pergunte o porquê, fomos andar na areia da praia. No meio deste passeio, conheci 3 meninos, deviam ter uns 10, 11 anos no máximo. Moradores do bairro de Olaria estavam sozinhos em Ipanema. Pegaram um ônibus entrando sem pagar pela porta de trás e foram brincar na praia, em um de dia de calor do carnaval.
Vou chamá-los aqui de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Não! Na Verdade não se trata de sigilo de identidade, eu não me lembro mesmo o nome deles, meu teor alcoólico era extremamente alto para lembrar uma informação tão complexa.
Eles se aproximaram de mim para pedir alguma coisa, não sei se era um lanche, acho que era uma pipoca. Por exaustão ou por embriaguez, acho que as duas coisas, Anna Claudia e eu sentamos na areia e eles nos acompanharam. Comecei então a fazer mil perguntas sobre a vida daqueles meninos: Quantos anos vocês tem? Quem estuda? Cadê seu pai? E sua mãe? Por que estão aqui sozinhos?
As repostas eram praticamente as mesmas: 10, 11 anos; só um deles freqüentava o colégio; o pai morreu ou era alcoólatra; mãe idem ao pai; dois deles moravam com a avó; estavam sozinhos porque não devem satisfação a ninguém.
Depois de todas as perguntas e respostas, comecei um longo, e pra eles, chato discurso sobre a diferença que a escola faria na vida deles. Pedi que prometessem que voltariam a estudar, que não roubariam, que não sairiam de casa sem avisar seus responsáveis. Os alertei sobre os perigos de 3 meninos pequenos sozinhos em uma cidade grande... Huguinho e Zezinho prestavam a maior atenção em tudo que era dito, ainda mais depois que Tia Anna Claudia gastou seus últimos 2 reais pagando uma pipoca para os dois. Mas Luizinho corria a nossa volta, espantava pombos e me olhava com uma cara de desprezo, como se nada que eu falasse tivesse sentido. Então o chamei e pedi que sentasse que eu queria contar uma história. Contei a ele a história de algum garoto pobre que através dos estudos conseguiu muitas coisas na vida. Assim que falei isso Huguinho grita: Até um vídeo game tia? E eu respondi: Muito mais que um vídeo game! Zezinho abaixou a cabeça e triste falou: Eu não tenho vídeo game!
Os olhos de Anna Claudia lacrimejaram e escorreram lagrimas, ela me olhou fixamente e falou fungando: Eu também nunca tive um vídeo game!
Era pra ser um momento comovente, mas minha amiga tem o dom de arrancar gargalhadas de mim até quando deveria chorar.
Ela prometeu dar aos meninos um Nintendo que ela tinha em casa. Fiquei meio intrigada, porque ela tinha acabado de falar que não tinha vídeo game, mas quando ia esclarecer minha dúvida, fui surpreendida pela mão do arrisco Luizinho tocando meu ombro. Ele disse: Tia vem ver o que eu fiz!
Foi tão lindo de ver! Luizinho pegou diversos punhados de areia, levou para ciclovia e lá escreveu VIVIANNE, ele escreveu com um N só, mas tudo bem!
Dei um beijo neles, desejei sorte, pedi que pensassem em tudo que havíamos conversado e falei: Agora é melhor irem pra casa, já está tarde!
Eles ficaram gritando tchau pra gente, até sumirmos no meio das pessoas.
De repente, me veio na cabeça a dúvida do vídeo game, e logo perguntei pra Anna Claudia: Amiga não entendi nada. Primeiro você disse que nunca teve vídeo game, e em seguida promete dar um Nintendo que você tem em casa?
Anna Claudia me olhou e começou a rir: Nossa amiga como pude fazer isso!Iludi os meninos e prometi dar o vídeo game que a Bruna me emprestou! Hahaha
Infelizmente não é só um vídeo game que falta pra eles! É muito mais que isso, eles só precisam de atenção e carinho, que falta dentro de casa! Peço a Deus que cuide deles, e ao Estado que cumpra o direito que toda criança tem: A Educação!
Estava em Ipanema com um grupo de amigos, que acreditem, não há no mundo companhia melhor que a deles, principalmente quando se trata de festa.
Depois de muitas e muitas térmicas vazias, minha bexiga implorava por uma válvula de escape. Anna Claudia e eu fomos ao banheiro. Na volta, não me pergunte o porquê, fomos andar na areia da praia. No meio deste passeio, conheci 3 meninos, deviam ter uns 10, 11 anos no máximo. Moradores do bairro de Olaria estavam sozinhos em Ipanema. Pegaram um ônibus entrando sem pagar pela porta de trás e foram brincar na praia, em um de dia de calor do carnaval.
Vou chamá-los aqui de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Não! Na Verdade não se trata de sigilo de identidade, eu não me lembro mesmo o nome deles, meu teor alcoólico era extremamente alto para lembrar uma informação tão complexa.
Eles se aproximaram de mim para pedir alguma coisa, não sei se era um lanche, acho que era uma pipoca. Por exaustão ou por embriaguez, acho que as duas coisas, Anna Claudia e eu sentamos na areia e eles nos acompanharam. Comecei então a fazer mil perguntas sobre a vida daqueles meninos: Quantos anos vocês tem? Quem estuda? Cadê seu pai? E sua mãe? Por que estão aqui sozinhos?
As repostas eram praticamente as mesmas: 10, 11 anos; só um deles freqüentava o colégio; o pai morreu ou era alcoólatra; mãe idem ao pai; dois deles moravam com a avó; estavam sozinhos porque não devem satisfação a ninguém.
Depois de todas as perguntas e respostas, comecei um longo, e pra eles, chato discurso sobre a diferença que a escola faria na vida deles. Pedi que prometessem que voltariam a estudar, que não roubariam, que não sairiam de casa sem avisar seus responsáveis. Os alertei sobre os perigos de 3 meninos pequenos sozinhos em uma cidade grande... Huguinho e Zezinho prestavam a maior atenção em tudo que era dito, ainda mais depois que Tia Anna Claudia gastou seus últimos 2 reais pagando uma pipoca para os dois. Mas Luizinho corria a nossa volta, espantava pombos e me olhava com uma cara de desprezo, como se nada que eu falasse tivesse sentido. Então o chamei e pedi que sentasse que eu queria contar uma história. Contei a ele a história de algum garoto pobre que através dos estudos conseguiu muitas coisas na vida. Assim que falei isso Huguinho grita: Até um vídeo game tia? E eu respondi: Muito mais que um vídeo game! Zezinho abaixou a cabeça e triste falou: Eu não tenho vídeo game!
Os olhos de Anna Claudia lacrimejaram e escorreram lagrimas, ela me olhou fixamente e falou fungando: Eu também nunca tive um vídeo game!
Era pra ser um momento comovente, mas minha amiga tem o dom de arrancar gargalhadas de mim até quando deveria chorar.
Ela prometeu dar aos meninos um Nintendo que ela tinha em casa. Fiquei meio intrigada, porque ela tinha acabado de falar que não tinha vídeo game, mas quando ia esclarecer minha dúvida, fui surpreendida pela mão do arrisco Luizinho tocando meu ombro. Ele disse: Tia vem ver o que eu fiz!
Foi tão lindo de ver! Luizinho pegou diversos punhados de areia, levou para ciclovia e lá escreveu VIVIANNE, ele escreveu com um N só, mas tudo bem!
Dei um beijo neles, desejei sorte, pedi que pensassem em tudo que havíamos conversado e falei: Agora é melhor irem pra casa, já está tarde!
Eles ficaram gritando tchau pra gente, até sumirmos no meio das pessoas.
De repente, me veio na cabeça a dúvida do vídeo game, e logo perguntei pra Anna Claudia: Amiga não entendi nada. Primeiro você disse que nunca teve vídeo game, e em seguida promete dar um Nintendo que você tem em casa?
Anna Claudia me olhou e começou a rir: Nossa amiga como pude fazer isso!Iludi os meninos e prometi dar o vídeo game que a Bruna me emprestou! Hahaha
Infelizmente não é só um vídeo game que falta pra eles! É muito mais que isso, eles só precisam de atenção e carinho, que falta dentro de casa! Peço a Deus que cuide deles, e ao Estado que cumpra o direito que toda criança tem: A Educação!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Uma roda viva...
Sinceramente acho um saco escrever sobre temas sérios. Ainda mais aqueles temas que estão em pauta e todo mundo tem um comentário fazer. Mesmo que seja um comentário totalmente sem critério.
Ainda não disparei em qualquer rede social, nenhuma vírgula que seja de tudo que tenho visto acontecer nessa cidade. Confesso que tenho assistido a tudo com uma ponta de decepção. Ver uma cidade tão linda, com pessoas felizes, acolhedoras, que gostam de trabalho e de festa, ser consumida por tiros, bombas de coquetel molotov, chamas, tráfico e corrupção, é no mínimo triste.
O que acontece agora é um reflexo de anos de descaso, má administração, roubalheira... Tiram dinheiro da educação para pagar viagens, festas e altos cargos e agora são obrigados a retirar quantias absurdas para transferência de presos para presídios de segurança máxima!
Chega a ser irônico! Gasta-se mais para manter um indivíduo preso, sendo que, para educá-lo saíria muito mais barato.
Tenho escutado e lido muitas frases que incentivam a morte de bandidos. Não vou discutir aqui o “sexo dos anjos”. Sei que há muitas pessoas pobres e sem oportunidade que correm atrás e conseguem um caminho melhor que o crime. Mas ter o crime tão próximo, te chamando, te seduzindo, te dando chance de ganhar todo o dinheiro que a sociedade em que vivemos nos estimula a conquistar, te dando status, te fazendo ser visto e ouvido... Todos esses fatores não favorecem que um menino pobre, sem estudo, sem orientação, com fome, comece a vender droga pra sobreviver? E depois disso o gosto pelo dinheiro e pelo poder só aumenta...
Se não morrem cedo, como muitos, eles serão presos, ainda crianças. Seria ideal que essas crianças fossem encaminhadas a um Centro de Recuperação. Um lugar onde teriam estudo, acompanhamento psicológico, amor, alimentação, saúde, higiene e acima de tudo Educação. Que a elas fosse dada a oportunidade de ler, de sonhar, de aprender.
Mas nossa realidade é tão diferente! Elas são encaminhadas a centros de Formação de Bandidos. Lá apanham, sofrem abuso sexual, passam fome, tem condições mínimas de higiene, e única oportunidade oferecida a elas é em algum comando, seja ele vermelho, roxo ou rosa.
Sei que muitos dirão: “é porque um vagabundo desses não matou ninguém da sua família”.
Opa, concordo! Acho que qualquer um que fizer mal a qualquer pessoa que eu amo, será foco de toda a minha raiva. Então que matem!
Mas me digam o que fazer com os outros milhares de meninos que estão sendo formados para o crime? Matamos também? Promoveremos então uma chacina em massa?!
Se permitem a minha opinião: incluam nessa chacina os políticos que roubam o dinheiro da educação, também os empresários que demitem um pobre coitado que tem 6 filhos pra criar. Incluam ainda alguns policiais que matam inocentes pelo simples prazer de sangue, incluam as pessoas que votam em políticos corruptos, incluam todos os que gostam de tirar vantagem, incluam os pobres de espírito que não ligam para o sofrimento alheio, incluam, incluam e incluam.
O problema é muito maior que matar bandidos. Trata-se de um problema enraizado, crônico.
Então punam os culpados, dirão outros!
A solução?
Montar um mega coquetel molotov explodir essa P#@$% toda e começar tudo outra vez...
Sei que muitos dirão: “é porque um vagabundo desses não matou ninguém da sua família”.
Opa, concordo! Acho que qualquer um que fizer mal a qualquer pessoa que eu amo, será foco de toda a minha raiva. Então que matem!
Mas me digam o que fazer com os outros milhares de meninos que estão sendo formados para o crime? Matamos também? Promoveremos então uma chacina em massa?!
Se permitem a minha opinião: incluam nessa chacina os políticos que roubam o dinheiro da educação, também os empresários que demitem um pobre coitado que tem 6 filhos pra criar. Incluam ainda alguns policiais que matam inocentes pelo simples prazer de sangue, incluam as pessoas que votam em políticos corruptos, incluam todos os que gostam de tirar vantagem, incluam os pobres de espírito que não ligam para o sofrimento alheio, incluam, incluam e incluam.
O problema é muito maior que matar bandidos. Trata-se de um problema enraizado, crônico.
Então punam os culpados, dirão outros!
A solução?
Montar um mega coquetel molotov explodir essa P#@$% toda e começar tudo outra vez...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O amor sozinho não constrói...
Outro dia estava conversando com um colega no MSN e ele me disse que seus pais ainda são casados, o que hoje em dia é um verdadeiro milagre. Depois que Claudia Raia se separou não acredito mais em amor eterno.
Ta certo que um relacionamento para dar certo é preciso mais que amor, e sim muita, muita paciência.
No início uma toalhinha em cima da cama é charme, uma pasta de dentes abertas também. Molhar o banheiro todo depois que toma banho e deixar vestígios de barba por toda a pia é fofinho. Mas com o tempo até um “bom dia” torna-se motivo para morte. Talvez o amor não tenha acabado, mas a convivência diária faz com que você não suporte mais ficar ao lado daquela pessoa, e aí que entra a paciência. Entender que as pessoas têm diferenças, que pensam de formas opostas... E que a melhor forma de manter um bom relacionamento é ser flexível.
Mas há quem ache que as relações atuais são muito efêmeras. Eu acho. As pessoas se cansam muito rápido, querem opções, querem sempre novidade. E aí o tempo passa e quando se dão conta estão sozinhas.
Sou freqüentadora esporádica (juro que é esporádico) de alguns botequins que tem entre seus clientes assíduos, velhos casados ou não, barrigudos, fumantes e sem saúde.
Quando olho para os casados fico tentando imaginar a esposa. E quando a imagino sinto uma pena. Ela em casa, sozinha, vendo TV ou fazendo o jantar. Enquanto o velho bêbado está ali, jogando, fumando e cantando as ninfetinhas que passam pela calçada. Mas aí uma luz me ilumina e eu repenso a pena que sinto. Ela quer mais que ele fique no bar, e que volte bem tarde, de preferência quando ela já estiver nos braços de Morfeu. Imagina ter que aturar aquele velho chato, fedendo a pinga e falando varias merdas. Melhor aturar o Toto e a Dona Gema, com aquele sotaque mal acabado que eles inventaram! Falta pouco para o fígado dele estourar e ela colocar a mão em sua pensão, então ela aguarda.
Opa! Mas não falei o que penso quando olho para os velhos solteiros solitários. A maioria deles gosta de menininhas, os que têm grana conseguem, os que não têm ficam na solidão mesmo. Mas deles eu realmente sinto pena. Chegam em casa sozinhos todos os dias, bebem mais, colocam algo no microondas, partem para seus lençóis e roncam a noite toda.
Não sei como conseguem viver tão sozinhos. Eles dizem que adoram, que mulher só trás problema, mas acho que no fundo sofrem. Viver sozinho é chato. Sempre é bom ter alguém para você compartilhar seu dia, sua vida, seus sonhos. O problema é quando você deposita seus sonhos e sua vida nas mãos de outra pessoa, achando que ela lhe guiará sempre, e lhe dará a felicidade constante.
É difícil dizer o que se espera de um futuro relacionamento. Diversas vezes você idealiza a pessoa perfeita, e de repente, se apaixona pelo primeiro imbecil que aparece.
Mas temos que manter pelo menos um nível de seleção, até porque, é com essa pessoa que você dividirá sua vida, ou pelos menos alguns meses.
Uma vez ouvi que as pessoas deveriam se casar com a pessoa que elas gostem de conversar, porque depois de um tempo é somente isso que farão.
Mas quando você começa a imaginar um companheiro ou companheira, no que você pensa?
Um pouco de beleza né?! Se não for bonito (a) que tenha pelo menos uma química muito forte entre os dois, porque isso ajuda muito.
Inteligente! Pra muitas pessoas esse quesito não é importante, mas pra mim é o primeiro deles. Não quero conversar sobre Sócrates, Einstein, Marx e Rousseau, o dia todo. Mas não vem com “concertesa” pra cima de mim não! Por favor!!!!
Senso de humor é necessário também, de preferência que entenda ironias.
Mas há virtudes que faltam em todas as pessoas, inclusive em mim, para se conseguir um relacionamento duradouro. Falta companheirismo, falta ouvir mais, falta “vestir a camisa” de equipe e não ser tão egoísta.
Pensamos tanto em nós mesmos, nas nossas necessidades, desejos e realizações, que nos esquecemos de pensar se a pessoa ao nosso lado, aquela que nos ama, também está satisfeita, também concorda....
O amor pode ser o maior do mundo, mas ele sozinho não constrói.
Ta certo que um relacionamento para dar certo é preciso mais que amor, e sim muita, muita paciência.
No início uma toalhinha em cima da cama é charme, uma pasta de dentes abertas também. Molhar o banheiro todo depois que toma banho e deixar vestígios de barba por toda a pia é fofinho. Mas com o tempo até um “bom dia” torna-se motivo para morte. Talvez o amor não tenha acabado, mas a convivência diária faz com que você não suporte mais ficar ao lado daquela pessoa, e aí que entra a paciência. Entender que as pessoas têm diferenças, que pensam de formas opostas... E que a melhor forma de manter um bom relacionamento é ser flexível.
Mas há quem ache que as relações atuais são muito efêmeras. Eu acho. As pessoas se cansam muito rápido, querem opções, querem sempre novidade. E aí o tempo passa e quando se dão conta estão sozinhas.
Sou freqüentadora esporádica (juro que é esporádico) de alguns botequins que tem entre seus clientes assíduos, velhos casados ou não, barrigudos, fumantes e sem saúde.
Quando olho para os casados fico tentando imaginar a esposa. E quando a imagino sinto uma pena. Ela em casa, sozinha, vendo TV ou fazendo o jantar. Enquanto o velho bêbado está ali, jogando, fumando e cantando as ninfetinhas que passam pela calçada. Mas aí uma luz me ilumina e eu repenso a pena que sinto. Ela quer mais que ele fique no bar, e que volte bem tarde, de preferência quando ela já estiver nos braços de Morfeu. Imagina ter que aturar aquele velho chato, fedendo a pinga e falando varias merdas. Melhor aturar o Toto e a Dona Gema, com aquele sotaque mal acabado que eles inventaram! Falta pouco para o fígado dele estourar e ela colocar a mão em sua pensão, então ela aguarda.
Opa! Mas não falei o que penso quando olho para os velhos solteiros solitários. A maioria deles gosta de menininhas, os que têm grana conseguem, os que não têm ficam na solidão mesmo. Mas deles eu realmente sinto pena. Chegam em casa sozinhos todos os dias, bebem mais, colocam algo no microondas, partem para seus lençóis e roncam a noite toda.
Não sei como conseguem viver tão sozinhos. Eles dizem que adoram, que mulher só trás problema, mas acho que no fundo sofrem. Viver sozinho é chato. Sempre é bom ter alguém para você compartilhar seu dia, sua vida, seus sonhos. O problema é quando você deposita seus sonhos e sua vida nas mãos de outra pessoa, achando que ela lhe guiará sempre, e lhe dará a felicidade constante.
É difícil dizer o que se espera de um futuro relacionamento. Diversas vezes você idealiza a pessoa perfeita, e de repente, se apaixona pelo primeiro imbecil que aparece.
Mas temos que manter pelo menos um nível de seleção, até porque, é com essa pessoa que você dividirá sua vida, ou pelos menos alguns meses.
Uma vez ouvi que as pessoas deveriam se casar com a pessoa que elas gostem de conversar, porque depois de um tempo é somente isso que farão.
Mas quando você começa a imaginar um companheiro ou companheira, no que você pensa?
Um pouco de beleza né?! Se não for bonito (a) que tenha pelo menos uma química muito forte entre os dois, porque isso ajuda muito.
Inteligente! Pra muitas pessoas esse quesito não é importante, mas pra mim é o primeiro deles. Não quero conversar sobre Sócrates, Einstein, Marx e Rousseau, o dia todo. Mas não vem com “concertesa” pra cima de mim não! Por favor!!!!
Senso de humor é necessário também, de preferência que entenda ironias.
Mas há virtudes que faltam em todas as pessoas, inclusive em mim, para se conseguir um relacionamento duradouro. Falta companheirismo, falta ouvir mais, falta “vestir a camisa” de equipe e não ser tão egoísta.
Pensamos tanto em nós mesmos, nas nossas necessidades, desejos e realizações, que nos esquecemos de pensar se a pessoa ao nosso lado, aquela que nos ama, também está satisfeita, também concorda....
O amor pode ser o maior do mundo, mas ele sozinho não constrói.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A saudade bateu forte...

Para quem ainda não sabe, acabo de mudar de apartamento. Minha proximidade com as coisas que já deveriam estar no passado eram constantes, e ao invés de passado, estavam sendo meu presente e meu futuro. Enfim, a questão é que me mudei. Levando de lá muitas lindas lembranças e imensas saudades.
A saudade é ainda mais forte por conta do Zé. Tive que deixá-lo em Valença. Não pude levá-lo comigo. Minha mãe está com ele agora, mas espero ser por pouco tempo...
Então, já que a saudade bateu apertada resolvi escrever sobre ele, digo, escrever mais sobre ele né. Já que o início desse blog deu-se por conta dele.
Olhando seus filhotes, lembro-me de quando ele era somente uma bolinha de pelo. Nosso primeiro apartamento tinha uma cama de viúva, sim era bem desconfortável dormir um casal naquela cama. A cama era muito baixa e o espaço dela para o chão era mínimo, mas o Zé conseguia se enfiar lá dentro quando tomava uma bronca e não havia braço que o tirasse de lá.
Lembro-me de quando minha amiga Karen foi nos visitar e na hora de ir embora escondeu Zé dentro da sua jaqueta. Ta certo que a Karen é grande, mas nesse caso, ele que era um pequeno ursinho.
Estava há um mês com meu celular novo, arrumei minha bolsa e saí para o trabalho. Quando cheguei, procurei meu celular e não encontrei, em seguida liguei para ele para verificar se não estava escondido em algum lugar dentro de minha bolsa, resultado? Fora de área ou desligado! Na mesma hora me veio a imagem de meu ursinho destruidor partindo meu celular novo em centenas de pedaços. Zé desfiou a bateria do celular e com certeza comeu o chip, porque nunca o encontramos.
Ele tinha algum problema com tecnologia, porque também detestava o controle remoto. Quando teve oportunidade o partiu em pedacinhos, mastigou uma das pilhas e a outra desapareceu misteriosamente. Saímos então, como “pais” desesperados com o Zé no colo para tirar um raio-x do estomago. Tinha a possibilidade dele ter engolido uma das pilhas, e o veterinário foi claro: “Caso tenha engolido vai ter que abrir, se não a pilha estoura lá dentro e ele morre”. Uma luta para tirar o raixo-x, Zé não parava quieto, ele herdou um pouco da minha hiperatividade. Nada em seu estomago, Graças a Deus! Quando mudamos de apartamento achamos a pilha mastigada no canto do estrado da nossa cama de viúva. A pergunta é: Como ele conseguiu colocar aquela pilha naquele lugar?
Quando mudamos Zé já tinha um ano, não destruía mais móveis e como o apartamento tinha uma área grande, as vítimas passaram a ser as plantas. Durante seis meses não pude plantar nada, pois ele comia. Depois acho que enjoou. Mas não só de plantas vive o Zé, as frutas são seu ponto fraco. Banana com casca, tomate, morango, abacaxi, casca de melancia. Dos legumes o que ele mais curte é jiló e tem que ser cru, se for direto do pé da casa da vó da Isabel, melhor ainda!
A maneira que ele recepciona as pessoas que conhece é deveras calorosa. Ele late, chora, baba, pula, morde, e às vezes atenta ao pudor. Não posso falar o nome, mas quase estuprou uma amiga minha uma vez. Foi muito constrangedor.
Ele é ansioso e hiperativo, qualquer semelhança não é mera coincidência. Acha que tem tamanho de Pincher e tem atitudes de vira-lata. Não se mistura com goldens, a não ser que seja uma fêmea no cio. Caso o contrário ele gosta mesmo é de brincar com vira-latas. Tenho certeza que ele acha os goldens muito playdogs.
Quando sente medo parece uma criança, já perdi as contas das vezes que tive que tirá-lo de dentro do chuveiro ou das vezes que ele pulou em cima da cama com medo do barulho de fogos ou de tiros. Pra isso ele é muito cagão. Já para enfrentar outro cachorro, ixi, aí é complicado. Nenhum macho pode olhar torto pra ele, a não ser um São Bernardo que vai à Praia do Diabo e tem o dobro do tamanho dele. Um dia ele foi todo cheio de si pra cima do cachorro, que só levantou as orelhas. Mais rápido do que tudo, Zé colocou o rabo entre as pernas, literalmente, e veio correndo pra trás de mim, do tipo: “Mãeee me protege”.
Quero que a semana passe depressa para que eu possa curtir o meu Bode Louco, a saudade bateu forte!
"Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?"
Marley e eu
Zé!Será por pouco tempo! Te amo!
A saudade é ainda mais forte por conta do Zé. Tive que deixá-lo em Valença. Não pude levá-lo comigo. Minha mãe está com ele agora, mas espero ser por pouco tempo...
Então, já que a saudade bateu apertada resolvi escrever sobre ele, digo, escrever mais sobre ele né. Já que o início desse blog deu-se por conta dele.
Olhando seus filhotes, lembro-me de quando ele era somente uma bolinha de pelo. Nosso primeiro apartamento tinha uma cama de viúva, sim era bem desconfortável dormir um casal naquela cama. A cama era muito baixa e o espaço dela para o chão era mínimo, mas o Zé conseguia se enfiar lá dentro quando tomava uma bronca e não havia braço que o tirasse de lá.
Lembro-me de quando minha amiga Karen foi nos visitar e na hora de ir embora escondeu Zé dentro da sua jaqueta. Ta certo que a Karen é grande, mas nesse caso, ele que era um pequeno ursinho.
Estava há um mês com meu celular novo, arrumei minha bolsa e saí para o trabalho. Quando cheguei, procurei meu celular e não encontrei, em seguida liguei para ele para verificar se não estava escondido em algum lugar dentro de minha bolsa, resultado? Fora de área ou desligado! Na mesma hora me veio a imagem de meu ursinho destruidor partindo meu celular novo em centenas de pedaços. Zé desfiou a bateria do celular e com certeza comeu o chip, porque nunca o encontramos.
Ele tinha algum problema com tecnologia, porque também detestava o controle remoto. Quando teve oportunidade o partiu em pedacinhos, mastigou uma das pilhas e a outra desapareceu misteriosamente. Saímos então, como “pais” desesperados com o Zé no colo para tirar um raio-x do estomago. Tinha a possibilidade dele ter engolido uma das pilhas, e o veterinário foi claro: “Caso tenha engolido vai ter que abrir, se não a pilha estoura lá dentro e ele morre”. Uma luta para tirar o raixo-x, Zé não parava quieto, ele herdou um pouco da minha hiperatividade. Nada em seu estomago, Graças a Deus! Quando mudamos de apartamento achamos a pilha mastigada no canto do estrado da nossa cama de viúva. A pergunta é: Como ele conseguiu colocar aquela pilha naquele lugar?
Quando mudamos Zé já tinha um ano, não destruía mais móveis e como o apartamento tinha uma área grande, as vítimas passaram a ser as plantas. Durante seis meses não pude plantar nada, pois ele comia. Depois acho que enjoou. Mas não só de plantas vive o Zé, as frutas são seu ponto fraco. Banana com casca, tomate, morango, abacaxi, casca de melancia. Dos legumes o que ele mais curte é jiló e tem que ser cru, se for direto do pé da casa da vó da Isabel, melhor ainda!
A maneira que ele recepciona as pessoas que conhece é deveras calorosa. Ele late, chora, baba, pula, morde, e às vezes atenta ao pudor. Não posso falar o nome, mas quase estuprou uma amiga minha uma vez. Foi muito constrangedor.
Ele é ansioso e hiperativo, qualquer semelhança não é mera coincidência. Acha que tem tamanho de Pincher e tem atitudes de vira-lata. Não se mistura com goldens, a não ser que seja uma fêmea no cio. Caso o contrário ele gosta mesmo é de brincar com vira-latas. Tenho certeza que ele acha os goldens muito playdogs.
Quando sente medo parece uma criança, já perdi as contas das vezes que tive que tirá-lo de dentro do chuveiro ou das vezes que ele pulou em cima da cama com medo do barulho de fogos ou de tiros. Pra isso ele é muito cagão. Já para enfrentar outro cachorro, ixi, aí é complicado. Nenhum macho pode olhar torto pra ele, a não ser um São Bernardo que vai à Praia do Diabo e tem o dobro do tamanho dele. Um dia ele foi todo cheio de si pra cima do cachorro, que só levantou as orelhas. Mais rápido do que tudo, Zé colocou o rabo entre as pernas, literalmente, e veio correndo pra trás de mim, do tipo: “Mãeee me protege”.
Quero que a semana passe depressa para que eu possa curtir o meu Bode Louco, a saudade bateu forte!
"Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?"
Marley e eu
Zé!Será por pouco tempo! Te amo!
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