quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vigiado por vizinhos fofoqueiros!

Segundo o dicionário a palavra vizinho significa: “Indivíduo que reside perto de nós”, mas na minha humilde opinião alguns vizinhos significam: “Vigilantes por 24 horas”!

Da minha fase de criança até meus 16 anos minha vizinha sempre foi a vovó. E não que ela seja fofoqueira, longe disso, mas ela estava sempre zelando pelo bem estar dos netos. Logo, qualquer berro mais elevado ou grito de dor o telefone tocava e era ela querendo saber o que estava acontecendo. Com certeza era Rafael batendo em João Felipe ou João Felipe batendo em mim ou Rafael batendo em nós dois!
Às vezes o problema esquentava tanto que eu mesma ia até a casa dela pedir ajuda: “Vovó me ajuda, o Rafael quer me bater!!!”, e como uma boa avó e vizinha, minha mãe ficava sabendo de tudo quando chegava do trabalho.

Quando mamãe e eu mudamos para o apartamento depois que todos se mudaram para o Paraná, tive vizinhos estudantes. Não me lembro o nome deles, sei que faziam Medicina. Um dia, em um carnaval, chegando as 7 da manhã de um Bloco do Pijama em Rio preto, fui tentar, educadamente, ajudar meu vizinho a abrir a porta do apartamento, porque ele não conseguia! Infelizmente eu também não consegui, não acertava o buraco da fechadura de jeito nenhum, éramos dois bêbados no corredor rindo um da cara do outro.

Mas vizinhos, desses que honram o cargo de vizinhos, ah esses só tive no saudoso e pacato bairro da Vila Carli, na cidade de Guarapuava – PR. Tenho certeza que ninguém teve ou terá vizinhos como os meus!

As casas tinham muros baixos, logo podíamos ver todo o quintal de nossos vizinhos e eles o nosso. Muitas vezes eles enxergavam dentro de nossa casa. Como era o caso da minha vizinha de fundos, que não podia me ver na cozinha e corria pra bater papo.

Na primeira semana morando lá escuto palmas no portão, era Felipe, um dos 4 filhos do Sr. Odilon da casa da frente.
“Tarrrdeee”, disse o garoto com seu sotaque paranaense, “Tem 3 ovo pra emprestar?”. Sim ele disse 3 ovo!

Me perguntei, por um momento, quem era aquela criança ali parada me pedindo ovos e antes que eu pudesse perguntar ele disse que morava na casa da frente e a mãe dele estava precisando “dos ovo” para um bolo. Como política de boa vizinhança dei os ovos a ele. Mas gente!!! Como aquela mulher fazia bolo, toda semana Marcelo (o filho caçula) e Felipe batiam  lá em casa atrás de 3 ovos, tava quase criando uma galinha!

Marcelo também é muito inesquecível! Ele adorava falar meu nome, gritava o dia todo VIVIANEEEEE e quando estava com seus amiguinhos obrigava a todos a gritar meu nome, quem não falasse comigo tomava cascudo dele: “Fala oi com a ViviannEEE”, dizia ele irritado.

Quando lançaram as figurinhas de cachorro da Elma Chips, tive a infeliz idéia de dar ao Marcelo algumas, ah se eu pudesse voltar atrás, parece que estou escutando aquela  voz fininha gritando no portão:

ViviannEEEEE, tem figurinha do cachoRo pra dá???


Pior foi ele espalhar para as crianças da rua que eu ViviannEEEE, tinha muitas figurinhas de cachoRo pra dar!

Eu chegava da faculdade tensa e logo vinham 4 ou 5 crianças junto com o Marcelo gritando atrás de mim.

Um dia ele estava lá em casa brincando com Hera e Gioconda (cachorras do Rafa) e perguntou se elas tinham PURGA, porque o cachorro dele estava com PURGA.

Fiz aquela cara de Meu Deus, o que esse menino está falando?! É cachoRo, é Purga...
“Marcelo querido, por favor, não é purga que se fala, é pulga! Repete comigo PULGA!”

E Marcelo com muita propriedade respondeu: “Você está errada ViviannEEE, Pulga é uma coisa, Purga é outra”

Vivendo e aprendendo com Marcelinho, purga para eles é bicho-de-pé!

Sr. Odilon (que Deus o tenha) chefe daquela engraçada família, passava o dia todo sentando em um sofá na varanda olhando pra minha casa. Acompanhava quem entrava e quem saia, todas as brigas que tínhamos etc.
Numa tarde, bate a nossa porta um vendedor de panelas. Rafa se interessa por uma delas e resolve comprar. Sr. Odilon se aproxima, observa o ato da escolha e da compra da panela e mantém os olhos fixos em Rafael, que acaba perguntando: “O que você quer?”

Sr. Odilon sem titubear solta:

“Por que ao invés de comprar panelas, você não compra blusas e para de pegar as roupas de seu irmão?”

Gente, só uma coisa a dizer: Vigiados por vizinhos fofoqueiros!

Para fechar com chave de ouro não poderia faltar a loura da esquina, ela trabalhava numa casa noturna, dessas de mulheres de família, sabe?

Eu estava colocando o lixo para fora e ela estava passando. Ela ficou parada me olhando e começou a acompanhar meus movimentos, abaixei para colocar o lixo no chão e ela abaixou junto, não queria, mas tive que perguntar: “A senhora precisa de alguma coisa?”

Ela deu uma risada sem graça e disse: “Minha amiga disse que um dia você ainda me bate”.

Jesus! Que droga havia tomado aquela mulher? Ou será que fazer muito sexo em uma noite só da algum tipo de onda?

“Desculpe, não estou te entendo”, disse eu já abrindo o portão para entrar em casa.

“Eu acho o seu marido muito bonito e as vezes olho pra ele, mas é só amizade. Aí minha amiga disse que qualquer dia você vai me bater”, disse a loura de família.

“Marido? Eu? A qual dos meus irmãos você está se referindo: João Felipe ou Rafael?”

“O Rafa é seu irmão? Oba!!!” saiu a loura saltitante.

“Boa Tarde para você também vizinha e boa sorte com o Rafa” disse eu fechando o portão!

Saudosa Vila Carli!

Hoje em dia posso parafrasear Zezé Di Camargo e dizer:

“Meus vizinhos eu nem sei quem são”! Sorte ou azar???

Acho que é sorte, os porteiros já cumprem o papel de vizinhos com muita competência!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nada é tão ruim, que não possa piorar...

Outro dia indo para o trabalho presenciei uma cena de dar pena. Um homem pedalava sua bicicleta, que estava pesada, cheia de mercadorias, embaixo de um sol de (embora fosse manhã) de uns 30°. De repente, ele perde o equilíbrio e caí da bicicleta e por conseqüência toda sua mercadoria também. O problema é que ele estava no meio de uma pista de mão dupla e a maioria dos carros não pararam pra esperar o pobre homem recolher suas coisas.
Assim é a vida! Nada é tão ruim, que não possa piorar...

Uma vez João Felipe e eu combinamos uma festinha, minha mãe ia para uma festa e a casa seria nossa. Todos os convidados tinham idade entre 14 e 16 anos, com hormônios em ebulição e nada na cabeça.
Compramos comidas, vodkas, cervejas, vinhos e tudo mais que tivesse álcool, juro que por minha “sorte” não bebi aquele dia!
Já citei aqui sobre o babalorixá da minha mãe não é? Ela nos disse que chegaria de madrugada e surpreendentemente retornou às 23:30h. A primeira coisa que ela viu quando abriu a porta da sala foi um casal se beijando no canto da estante, mas ufa, deu tempo do João Felipe isolar todas as garrafas de bebida para o terreno baldio que ficava ao lado da nossa casa. Pronto! Era uma festinha de adolescentes com comidas e refrigerantes, todo mundo disfarçando: “Oi Tia, tudo bem?”, “Pois é mamãe, resolvemos reunir o pessoal pra comer alguma coisa aqui em casa”.

Embora minha mãe tivesse com a maior cara de desconfiada, tipo policial quando ta dando uma “dura”, tudo corria bem, até... Até uma das minhas amigas começar a vomitar no banheiro de empregada! Ainda estaria tudo certo, uma pessoa passar mal é absolutamente normal, até... Até outra amiga minha vomitar na varanda... A coisa estava piorando, mas quem sabe poderíamos dizer a mamãe que elas haviam bebido na rua, antes de chegarem a minha casa, até... Até outra amiga desmaiar no meu banheiro de tanto vomitar, ela teve que ser retirada no colo de dentro do box , era praticamente um coma alcoólico.
Tudo já estava péssimo, o frio corria pela espinha, a cara da minha mãe já dava vontade de sair correndo, mas ela entenderia aquilo tudo até... Até acabar a água da minha casa... Todos os banheiros vomitados, varandas vomitadas, João Felipe e eu enchendo baldes de água na piscina para tentar limpar um pouco do caos, até... Até que minha mãe acha uma garrafa de vodka embaixo da mesa. Sua fisionomia ficou tão estranha, odiava ver aquela cara, do tipo seu castigo será eterno, tudo bem que nunca foi. Minha mãe nunca nos castigou, como pedagoga sempre achou melhor conversar, mas a cara que ela fazia já era um castigo. Aquela cara do tipo decepção eterna... No dia seguinte acordamos cedo para recolher a bagunça, João Felipe foi para o terreno baldio recolher as garrafas de bebida que foram, sem exceção, direto pro lixo!

Um dia peguei com carona com meu ex-namorado pra ir a Valença, pegamos carona, porque fomos Zé e eu. Ele estava com um carro cheio de problemas, que havia comprado para revender em Valença. Quando nos encontramos ele havia acabado de trocar o pneu do carro e disse: “Tomara que não fure outro porque estou sem macaco”.

Como carona a gente não questiona, entrei no carro com Zé e lá fomos nós. Pegamos um engarrafamento monstro da Lagoa até Nova Iguaçu, mas pelo menos o carro andava. Estávamos na Dutra na altura de Queimados quando a lei de Murphy agiu, outro pneu furou... Queimados, nove da noite, breu total, ligamos uma, duas, três vezes para o socorro da Nova Dutra e eis que chegam ao mesmo tempo 3 carros para nos socorrer.
Enquanto 4 homens faziam uma força descomunal para tentar arrancar o pneu do carro que pra piorar estava agarrado, eu fazia uma força descomunal para segurar o Zé que estava querendo correr nos canteiros da Dutra.
Sem sucesso na retirada do pneu fomos rebocados para borracharia mais próxima. Já eram onze da noite, frio de julho, fome de retirante e cansaço de escravo. Feita a troca do pneu seguimos viagem, agora é só subir a serra e casa!
Ledo engano, na subida da serra o carro ferve, ficamos parados em uma curva. Meu já amigo Felipe, telefonista da Nova Dutra nos aconselhou a sair do carro por segurança. Saímos e fomos andando até uma daquelas vendinhas para conseguir água, Zé foi me puxando Serra abaixo e graças a Deus fomos atendidos por um senhor simpático que nos cedeu algumas garrafas de água. Quando conseguimos fazer o carro funcionar chegou nosso já conhecido socorrista da Nova Dutra, que deve ter pesando: “Que peleja vivem esses dois”!
Pensamentos a parte seguimos viagem, quase uma da manhã chegamos a Piraí quando o carro: ferve outra vez e não liga mais.
Um frio desesperador, fome, cansaço, madrugada e ainda mais com o cachorro louco.
Paramos o carro perto de um bar, e como de médico e mecânico todo cachaceiro tem um pouco, saíram vários homens de lá para diagnosticar o problema do veículo.
Ouvi muitas vezes a palavra ventuinha e confesso já estava odiando essa peça, sem ao menos saber pra que serve. Não havia mecânico, não havia táxi, não havia hotel que abrigasse um cachorro, e não havia casaco, já tinha congelado.
Até que um dos bêbedos se oferece para nos levar até Valença: “Eu levo vocês e a criança em Valença, fiquem tranqüilos!” A criança a qual ele se referia era Zé, que dormia no banco de trás.
Aceitamos sua proposta, até porque era única coisa que nos restava. Quando tirei Zé do carro o olho do homem esbugalhou, parecia que tinha hipertireoidismo, dei um sorriso amarelo e disse: “Ele é quase uma criança mesmo!”

Além da máxima que tudo pode piorar, meu professor de matemática Bororó também profetizava algumas sábias palavras: “Tudo da certo no final, se não deu certo é porque ainda não é fim”

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quando o dia tem cheiro de festa!!!!

Para quem não sabe, no dia 15 de janeiro de 2011 às 14:55h da tarde completo 26 anos (Gsuis que velha)! Segundo o site Personare sou capricorniana com ascendente em gêmeos. Me identifico muito com os dois signos, tenho a chatice de capricórnio e a espontaneidade de gêmeos.
Minha chegada não foi inconveniente, nasci a tarde, depois do almoço. Meus pais sempre disseram que eu fui um presente, na verdade todo o filho é, mas no meu caso foi diferente. Antes deu nascer minha mãe teve uma gravidez de gêmeos, da qual nasceram João Felipe e Ana Paula. Infelizmente ela morreu 9 dias depois, então eu vim como a menina que faltava, uma coisa assim...  Por isso, tantas vezes citei aqui, que eu não sou gêmea do João, mas é como se fosse. Nasci 1 ano e dois meses depois dele, já comentei também como papai gosta de fazer filhos, não é?

Sempre gostei de fazer aniversário. Não só pela festa e pelos presentes, mas por tudo. Gostava quando o João colocava a música do Balão Mágico com participação mais que especial do Fofão, que dizia: “Quando o dia tem cheiro de festa, ser feliz é muito bom, sonhos brilham no meio da testa, bate forte o coração. Quando chega a hora do bolo, todo mundo dá as mãos, enche o peito e sopra as velas, feito um furacão: Fuuuuuuuuuuuuuu”.
Ta certo que esse “Fuuuuuuuuuuuu” final era o efeito sonoro que a gente vazia. Nossa!!! Consigo ver o João Felipe me puxando para sala da frente, colocando o disco no vinil e me dando de presente a pipoquinha Kroquero, sabe aquele rosa? Na mercearia no Tio Luis devia custar uns R$ 00,20, na época eu acho que ainda era cruzeiro, não me lembro mais. O fato é que ele me dava o presente e ele mesmo comia, deitávamos os dois na minha cama e devorávamos o pacote em minutos. Pode-se dizer que de todos os presentes que ganhei na infância, a tradicional pipoquinha foi a mais inesquecível. Na verdade o tapa que o Rafael me deu quando eu fiz 10 anos também marcou. Adolescente malvado, ainda disse assim: Olha seu primeiro tapa de 10 anos, chorei muito.

Nessa mesma época eu ficava imaginando como seria quando eu tivesse mais de 20 anos. Confesso que me imaginava completamente diferente de como estou hoje. Me via casada, até fiz uma tentativa, mas falhou; Com grana, com 4 anos de formada me vejo muito distante disso; Com filhos, filhos?; com um lindo e encantador Golden Retriever, esse até consegui, mas há 3 meses ele mora com a minha mãe!

Sabe o que aprendi no alto dos meus 26 anos? Não faça planos! Tudo sai sempre ao contrário do que a gente planeja, bem pelo menos comigo!

Quando criança sempre achei que eu faria a diferença. Sei lá, seria uma ativista social, ajudaria as pessoas. Seria veterinária, teria uma Fiorino e recolheria os cachorros de rua, os levaria para o meu sítio (sim eu teria um sítio) e cuidaria de todos eles! Enquanto isso a única coisa que eu faço é defender um cachorrinho que estava sendo arrastado pelas patas por um dono bêbado. Que raiva daquele velho! Ainda bem que um homem grandão apareceu bem na hora que o bêbado queria me enfrentar! E o pior que depois de tudo, o cachorrinho ainda partiu em disparada atrás de seu dono carrasco. Eles são moradores de Abraão na Ilha Grande, depois do acontecido encontrei com os dois todos os dias que estive lá. O velho bêbado quase apanha de todo mundo, porque provoca as pessoas e o único que está sempre com ele é seu cachorro, coisas que só um animal faz por você.

Me sinto muito estátua perante aos problemas que me rodeiam, pra quem pensava em ser uma ativista social e ajudar pessoas, estou demasiadamente acomodada.
Como ontem mesmo, no ponto de ônibus perto do meu trabalho no Leblon, lá fica sempre uma velhinha mendiga. Ela é branca, tem os cabelos grisalhos no ombro, bem magra e bem suja também. Ela tem pontos de sujeira por todo o corpo, é horrível falar isso, mas o cheiro dela da ânsia de vomito. E ontem ela evacuou sentada na cadeira do ponto, era só água, foi triste de ver. Ouvi uma garota dizendo pra outra: Chega pra cá, não agüento o cheiro dessa velhinha!
Ela não disse nenhuma mentira, ela fede mesmo e talvez a gente feda mais que ela, de tanto que ficamos estacionados no mesmo lugar, de braços cruzados sem nada fazer pelo nosso próximo.

Ora perdi o foco, se fosse uma redação de vestibular talvez tivesse sido reprovada! Falei lá em cima sobre não fazer mais planos não é? Acho que vou esquecer isso e planejar daqui pra frente me doar mais... Assim quem sabe daqui a 26 anos eu possa celebrar não só um casamento, filhos e dinheiro, mas celebrar por ter feito a diferença na  vida de alguém, nem que seja só um pouquinho!

Obs: Fofão tinha toda razão quando dizia "o dia tem cheiro de festa", mas no caso lá de casa o dia tinha cheiro de cachorro-quente!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Anéis dos Batedores Secretos!!!

Hoje me lembrei de minhas brincadeiras de infância com o João Felipe e tive a certeza que dentro de alguma das minhas caixinhas de lembranças se escondia um dos episódios da Série (que nos dois inventamos) “Os anéis dos Batedores Secretos”. Não me perguntem o porquê desse nome, tudo pura criatividade infantil!


Brincávamos na piscina de casa e resolvemos passar para o papel uma de nossas aventuras. Reproduzirei abaixo, na integra, com erros de português e viagens alucinantes de criança, a primeira grande besteira que escrevi na vida!

Valença, 06 de abril de 1993.

Anéis dos batedores secretos.

Esquema Coringa.

João Felipe e Vivianne foram a mais um grande combate. Se despediram dos pais e foram a casa da Tia China. Ela falou para eles, que o Dragão 2 queria o seus anéis dos batedores secretos. E eles foram.

E lá lembraram que tinhão dados o desquete que tinham todas as pessoas do esquema Coringa para uma baleia chamada Xisca.

Então Vivianne falou:

- Então vamos lá!

E João Felipe respondeu:

- Está bem!

Então eles foram procurar a baleia Xisca e ela falou:

- O Dragão 2 robou o desquete e levou para sua base.

Eles foram até la e pegaram o disquete errado quando estava saindo vários dragõeszinhos os atacaram eles, João Felipe e Vivianne juntaram os anéis e mataram os dragõezinhos.

Eles foram a sua base e ezaminaram o disquete mas ele pegaram um outro disquete.

João Felipe foi lá de novo e pegaram o disquete esaminaram e viram que era o que eles queriam.

Saindo de sua base o Dragão 2 jogou um grande fogo e João Felipe e Vivianne estavam perdendo a força.

João Felipe estava com o disquete na mão e a baleia Xisca deu uma rabada no disquete e ele quebrou matou todos os animais, eles continuavam perdendo a força.

Numa coisa muito milagrosa o disquete se juntou e a forsa deles voltaram. Com um pequeno desmaio quando acordaram viram que estava preso na base do Dragão 2.

João Felipe estava com o disquete na mão ele quebrou o disquete no meio o chão abril eles viram todos os caras que estava no esquema leão, deu uma ventania muito forte e todos os caras do esquema Coringa voltaram para embaixo da terra.

João Felipe estava quaze caindo também só estava segurando em Vivianne e ela falou:

- Não vá! Não vá!

Quando João Felipe caiu o chão fechou e ai ficou tudo bem!

Todos do esquema Coringa morreram!!!



Fim



Agradeço a minha mãe por ter me mantido na escola e a todas as minhas professoras de português pela minha evolução na escrita!

João e eu tínhamos a certeza que nossas aventuras fariam um grande sucesso, mas de certa forma fizeram. Toda vez que brincávamos dentro daquela piscina era um grande sucesso. Um era o super herói do outro!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carta ao Papai Noel!

Querido Papai Noel!

Queria te fazer alguns humildes pedidos de Natal, mas para isso lhe darei argumentos que irão defender meu merecimento!

Esse ano fui uma boa menina!

Me dediquei ao trabalho, cheguei mais cedo, saí mais tarde! Teve dias que trabalhei até 21h, outros até 22h. Houve dias de eu ver o sol nascer no Leblon pelo vidro do estúdio.

Passei a ser mais organizada. Ta certo que não virei exemplo de nada ainda, mas limpei mais vezes minha casa, meu quarto passou a ser um lugar habitável.

Não perdi nada esse ano, a não ser o cabo do meu MP4, mas isso até a Isabel perdeu.
Não perdi nenhuma blusa oficial do Vasco, como fiz com a blusa do Tio Carlão há uns anos atrás.
Não perdi nenhuma bolsa, com todos meus documentos, cheque e cartão, em uma danceteria Brega & Night de Valença.
Perdi uma chave, mas foi por uma boa causa. Fui passear com o Zé com a chave na mão. Andávamos pela Feirinha de Ipanema quando Zé resolveu espiar dentro de um carrinho de bebê. Não percebi o acontecimento por estar entretida com as bolsas de uma barraca, quando me toquei do que acontecia já era tarde. A japinha de mais ou menos 1 ano de idade, tomou uma super lambida, que foi do queixo ao cabelo. Cabelo este que ficou grudado na cabeça, devido a enorme quantidade de baba do meu cachorro louco!
No momento que fui puxar a cabeça do Zé e me preparar para apanhar da mãe da criança, eu perdi minha chave! Menos mal, não apanhei, a mãe gostava de cães e a japinha também! Acho que eu preferia ter apanhado, a ter que ter desembolsado 70 reais para o chaveiro. Sendo que ele levou dois segundos para abrir a porta do meu apartamento. Pensei até em seguir a profissão de chaveira.

Esse ano também não quebrei nada!!! Nenhuma tampa vidro de mesa com 5 cm de espessura e mais de 1 metro de comprimento, nenhuma geladeira, nenhuma televisão!
Quase quebrei o ventilador de teto do meu quarto no primeiro dia na minha casa nova, mas foi quase. Não percebi que não poderia abrir uma das portas de cima do guarda-roupa com ventilador ligado. Quando abri escutei um enorme barulho, rapidamente eu fechei! O ventilador bambeou, mas não caiu, ufa!

Esse ano tentei falar menos, mas não sei se consegui. Pelo menos acho que pensei mais antes de falar, o que tem me gerado benefícios. Estou tentando controlar minha sinceridade, mesmo que me contorça por dentro.

Fui menos critica também, Anna Claudia poderia falar sobre isso com mais propriedade. Mas acho que tenho evoluído muito! Ta certo que há dias que não me controlo, mas no geral tenho me segurado.

Respeitei minha mãe. Há alguns ruídos nessa afirmação, mas nada de tão relevante, ela já me perdoou!

Fui legal com meus amigos, exceto com um que comecei uma amizade as nove da noite e ela se acabou às 4 da manhã. Meus amigos também foram legais comigo. Principalmente aqueles que me escutaram falar sobre o mesmo assunto milhões de vezes.

O ano de 2009 foi o trem fantasma pra mim. E sinceramente? Não tinha muitas perspectivas para 2010. Ledo engano, 2010 foi meu ano 1, de um recomeço mais que especial, com toda certeza o que de mais importante fiz esse ano foi amadurecer.

Este amadurecimento foi mais importante do que ajudar Joice, uma menina de 10 anos que se perdeu na praia, a encontrar sua tia.

Agora Papai Noel, depois de tantas coisas boas, quero pedir algumas outras:

Um aumento substancial de salário seria uma boa pedida, pra começo de conversa.
Depois, a volta do Zé pro Rio, que seria mais legal ainda se fosse acompanhado da Flora.
A vinda de Anna Claudia, Fernando e Cris não seria nada mal, talvez eu passe a beber um pouco mais com eles aqui, mas vou beber de qualquer forma, então melhor se eles estiverem por perto.
Fora isso, saúde e paz pra todas as pessoas que amo e pras que eu não amo também!

Mas se eu ainda tiver na idade de pedir um presente, desses que vem embrulhado na caixa:

Quero um patins!

Obrigada.

Feliz Natal!


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Sóis da Minha Vida!

Dois momentos sublimes da natureza (pra mim): o nascer e o pôr-do-sol.
É fantástico observar os primeiros e os últimos raios solares de um dia. Me da energia, revigora. Todo nascer ou pôr-do-sol que paro para observar fica marcado pra sempre.
Lembro do Réveillon em Copacabana. Estávamos Isabel, Bruna, Anna Claudia e eu. Conhecemos uns garotos de BH que estavam com violão, sentamos na praia e ali ficamos até amanhecer, espantando até os pombos com nossos agudos desafinados.
Havia chovido. Uma manhã um pouco nublada, os raios do sol esforçavam-se para aparecer entre as nuvens, e por uma “ultra” coincidência, começamos a cantar Tempo Perdido (Legião Urbana), a estrofe que diz: Veja o sol. Dessa manhã tão cinza. A tempestade que chega..., foi de arrepiar! Todos compenetrados quando de repente, escutamos Anna Claudia gritar com uma euforia descomunal: “Eaí Brother!!!!”. Todos começaram a procurar quem era seu tão intimo brother que havia chegado e atrapalhado nosso sublime momento de reverência a Renato Russo e ao Sol.
Avistei um “maluquinho” com cabelos compridos que olhava para Anna Claudia com cara de interrogação (?). Mas sua euforia não cessava, e assim ela continuou: “Que você ta fazendo perdido aí brother???”
O maluquinho-brother manteve sua cara de interrogação e se aproximou para ver quem era a pessoa que estava tão feliz em te encontrar. E Anna Claudia disparou: “Pow de Valença, né?” Ela estava levantando para falar com seu mais novo melhor amigo, quando veio a decepcionante resposta: “Quem é você? Valença? Que você ta falando?”
E lá se foi o maluquinho não mais brother, sem dar a mínima atenção para minha amiga eufórica. Tenho certeza que se ela soubesse que uma simples confusão iriam te render tantos anos de deboche, sim estimulados pela minha pessoa, ela não teria atrapalhado nossa cantoria.

Um momento de pôr-do-sol que marcou, foi num lugar chamado Horto Florestal, mas especificamente em Reserva do Iguaçu. Um lugar lindo, o sol se põe beijando o rio Iguaçu.
Fiz um piquenique lá uma vez com Rafa e João. Da segunda vez assisti ao pôr-do-sol com meu saudoso amigo Khristian Ratier, que ainda deu um lindo fundo musical para aquela paisagem deslumbrante! É um lugar lindo, mas muito calmo. Mas é calmo até demais. Você anda pelas ruas e escuta só o barulho do vento. Vez ou outra passa um carro, ou então um andarilho que grita: TarrrdE!
Eu tenho problemas com lugares muito calmos, me dá nervoso, meio que um pânico! Acho que é sintoma da minha hiperatividade. Não consigo ficar muito tempo em bibliotecas, salas de espera ou então lojas de armarinho! Nossa! Essa última é realmente terrível! Lá paira uma tranqüilidade muito irritante, as pessoas cochicham sobre lã e aviamentos, ai para!

Voltemos ao Sol!
Vez ou outra ia com Zé até o arpoador para assistirmos ao pôr-do-sol. Não podia subir nas pedras, ele achava que iria mergulhar e não parava de me puxar. Então pegava um coco do chão, sentava em um banquinho e ele fica deitado, numa boa, desfiando todo o coco. Mas com o Zé, um pôr-do-sol no Arpoador nunca pode ser tranqüilo. Não por ele, porque depois que ele ganhava o coco tudo parecia mais calmo. O problema que Zé, modéstia a parte, é lindo demais. Então sempre aparecia alguém para perguntar sue nome, idade, raça e todas essas perguntas que a gente faz sobre um cão.

Eram duas mulheres com duas crianças, se aproximaram e taparam toda a vista para o pôr-do-sol:
Mulher: Qual o nome dele?
Eu: Zé
Mulher: hahaha, Zé! Que engraçado (reação de 10 entre 10 pessoas)Ele parece o cachorro da novela!
Eu: É mesmo, é a mesma raça.
Mulher: Ahhh! Já te falaram que você parece com a Mirela?
Eu: Que Mirela? (Será que é alguma Mirela da novela também?)
Mulher: A Mirela ué, namorada do Latino.
Eu: Fiquei só pensando se aquilo seria um elogio ou xingamento, e sorri.

Sempre que paro para assistir seja o nascer ou pôr-do-sol, tenho pessoas especiais ao meu lado. Deve ser por isso que gosto tanto e que os momentos se eternizam em mim!




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Os sobrinhos do Tio Patinhas!


Acabei de me lembrar de uma passagem de meu carnaval deste ano. Achei que seria interessante registrá-la aqui na minha coleção de besteiras.
Estava em Ipanema com um grupo de amigos, que acreditem, não há no mundo companhia melhor que a deles, principalmente quando se trata de festa.

Depois de muitas e muitas térmicas vazias, minha bexiga implorava por uma válvula de escape. Anna Claudia e eu fomos ao banheiro. Na volta, não me pergunte o porquê, fomos andar na areia da praia. No meio deste passeio, conheci 3 meninos, deviam ter uns 10, 11 anos no máximo. Moradores do bairro de Olaria estavam sozinhos em Ipanema. Pegaram um ônibus entrando sem pagar pela porta de trás e foram brincar na praia, em um de dia de calor do carnaval.

Vou chamá-los aqui de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Não! Na Verdade não se trata de sigilo de identidade, eu não me lembro mesmo o nome deles, meu teor alcoólico era extremamente alto para lembrar uma informação tão complexa.
Eles se aproximaram de mim para pedir alguma coisa, não sei se era um lanche, acho que era uma pipoca. Por exaustão ou por embriaguez, acho que as duas coisas, Anna Claudia e eu sentamos na areia e eles nos acompanharam. Comecei então a fazer mil perguntas sobre a vida daqueles meninos: Quantos anos vocês tem? Quem estuda? Cadê seu pai? E sua mãe? Por que estão aqui sozinhos?
As repostas eram praticamente as mesmas: 10, 11 anos; só um deles freqüentava o colégio; o pai morreu ou era alcoólatra; mãe idem ao pai; dois deles moravam com a avó; estavam sozinhos porque não devem satisfação a ninguém.

Depois de todas as perguntas e respostas, comecei um longo, e pra eles, chato discurso sobre a diferença que a escola faria na vida deles. Pedi que prometessem que voltariam a estudar, que não roubariam, que não sairiam de casa sem avisar seus responsáveis. Os alertei sobre os perigos de 3 meninos pequenos sozinhos em uma cidade grande... Huguinho e Zezinho prestavam a maior atenção em tudo que era dito, ainda mais depois que Tia Anna Claudia gastou seus últimos 2 reais pagando uma pipoca para os dois. Mas Luizinho corria a nossa volta, espantava pombos e me olhava com uma cara de desprezo, como se nada que eu falasse tivesse sentido. Então o chamei e pedi que sentasse que eu queria contar uma história. Contei a ele a história de algum garoto pobre que através dos estudos conseguiu muitas coisas na vida. Assim que falei isso Huguinho grita: Até um vídeo game tia? E eu respondi: Muito mais que um vídeo game! Zezinho abaixou a cabeça e triste falou: Eu não tenho vídeo game!

Os olhos de Anna Claudia lacrimejaram e escorreram lagrimas, ela me olhou fixamente e falou fungando: Eu também nunca tive um vídeo game!

Era pra ser um momento comovente, mas minha amiga tem o dom de arrancar gargalhadas de mim até quando deveria chorar.

Ela prometeu dar aos meninos um Nintendo que ela tinha em casa. Fiquei meio intrigada, porque ela tinha acabado de falar que não tinha vídeo game, mas quando ia esclarecer minha dúvida, fui surpreendida pela mão do arrisco Luizinho tocando meu ombro. Ele disse: Tia vem ver o que eu fiz!

Foi tão lindo de ver! Luizinho pegou diversos punhados de areia, levou para ciclovia e lá escreveu VIVIANNE, ele escreveu com um N só, mas tudo bem!

Dei um beijo neles, desejei sorte, pedi que pensassem em tudo que havíamos conversado e falei: Agora é melhor irem pra casa, já está tarde!

Eles ficaram gritando tchau pra gente, até sumirmos no meio das pessoas.

De repente, me veio na cabeça a dúvida do vídeo game, e logo perguntei pra Anna Claudia: Amiga não entendi nada. Primeiro você disse que nunca teve vídeo game, e em seguida promete dar um Nintendo que você tem em casa?

Anna Claudia me olhou e começou a rir: Nossa amiga como pude fazer isso!Iludi os meninos e prometi dar o vídeo game que a Bruna me emprestou! Hahaha

Infelizmente não é só um vídeo game que falta pra eles! É muito mais que isso, eles só precisam de atenção e carinho, que falta dentro de casa! Peço a Deus que cuide deles, e ao Estado que cumpra o direito que toda criança tem: A Educação!