sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Minha alma evoluída!

Essa semana ouvi minha sobrinha emprestada, Giovanna, falar: Tia Vivianne, vou fazer um passeio na escola. Vamos para uma fazendinha: conhecer boi, galinha, dar mamadeira pro bezerro.
Aí me lembrei da minha infância, da verdadeira chácara que tínhamos em casa.
Vou tentar falar todos os animais que habitavam o terreno atrás do nosso muro, vamos lá: cães, coelhos, codornas, porquinho da índia, minhocas (sim tínhamos um minhocário), galinhas, gansos, patos, cabras, bodes, sem esquecer as geladas e escorregadias rãs.
Cada bicho desse era especial pra mim, cada nova cria uma felicidade!
Dos cães eu não preciso falar não é?

Tinha um coelho que era o meu preferido, acho que ele nasceu lá em casa mesmo. O nome dele era Cenourinha, será porque né? A gente brincava muito, na verdade eu brincava muito com ele. Ele me arranhava, parecia não gostar. Meu pai tinha razão quando dizia que o coelho qualquer dia fugiria de mim. De certa forma ele fugiu, “pro andar de cima”, mas fugiu. O achei morto na gaiola. Foi triste, me sinto culpada pela morte dele até hoje, talvez se eu não tivesse apertado tanto.

Das codornas o que mais gostava eram os ovinhos!!! Ah quando nasciam bebês codornas, tão pequenos! E os bebês gansos??? Ah que coisa mais fofa! Ficavam dentro de uma caixa com uma lâmpada acessa 24 horas para esquentá-los bastante. Eram pequenos, mas bravinhos. Gansos são cães de guarda com penas e dentes de serra; as pernas da minha mãe que o digam... Elas foram atacadas por um bando de gansos sedentos por suas varizes!
Também já tomei muita corrida de gansos, mas jogava ração de coelho para distraí-los e assim conseguia passar. Um dia quando me debrucei dentro daquele enorme balde para pegar ração, junto vieram 3 ratinhos pretos de brinde. Joguei tudo pro alto e fui aos berros chamar meu avô. Quando ele chegou os ratos já tinham ido embora. E com certeza foram embora me odiando por eu ter os tirado do lugar mais perfeito que eles conseguiram em toda a vida de rato: um balde lotado de ração aonde ainda poderiam cochilar!

Gostava de pegar as minhocas na mão para assustar a Tia Diva, e ninguém conseguia acreditar como eu não tinha nojo das pobres ranzinhas!

Adorava as galinhas, uma em especial, a Urubuzinha. Ela era meio redonda, pretinha pretinha. Gostava de ensiná-la a voar! Eu sei o que vocês estão pensando! Nossa que Felícia essa garota! Eu era mesmo. Ficava de um lado do muro e arremessava a Urubuzinha pro outro lado. Ela caia direto dentro do galinheiro, e eu corria até ela gritando: Muito bem Urubuzinha, quase um passarinho!
Tenho que certeza que se ela conseguisse voar seu destino seria o Japão ou quem sabe Plutão, o mais distante de mim melhor para sua integridade física!

Meu pai vendia leite de cabra! A cidade toda comprava com ele, e eu me sentia orgulhosa de ajudar na ordenha. Todo sábado e domingo eu acordava cedo junto com ele! Depois de quase não conseguir tomar o café com leite fervendo que ele me dava, íamos até os bichos e alimentávamos todos. Depois ele moía o capim, confesso que sempre fiquei tensa nessa hora, porque meu pai sempre contava a história de um homem que havia moído o braço junto com o capim. Ficava com meus olhos presos nos braços deles e super aliviada depois que acabava o processo. Enfim moído, era só misturar o capim ao farelo e servir o banquete às cabras. Prendíamos suas cabeças no coxo e começávamos a ordenha! Era a parte mais legal do fim de semana, pelo menos para uma criança de sete anos completamente apaixonada por bichos!
Um dia presenciei meu pai matar uma cabra, foi muito triste pra mim. Você comer carne é completamente diferente do que ver matarem um animal e depois você o comer, deu pra entender?

Quando era adolescente tive um peixe, o Fulano. Ele era muito solitário, então compramos a Ciclana. Fulano bateu em Ciclana até ela morrer. Depois disso se suicidou, acho que foi arrependimento ou então ele tinha algum distúrbio. Só sei que ele pulou do aquário direto pra morte!

Ganhei uma maritaca uma vez, o Brother, meu pai o achou caído perto de um barranco e o levou pra casa. Era muito bom dar mingau de fubá pra ele e ver seu papo crescendo com se fosse um balão! Ele sabia mandar beijo, e...e...e mais nada! Nem “curupaco meu loro” ele sabia falar!

Acho que as pessoas que amam animais já nascem com esse sentimento, mas com certeza meu pai sempre facilitou meu contato com eles. Embora minha mãe preferisse que eu brincasse de boneca no meu quarto ao invés de passar o dia inteiro tentando que as galinhas comessem urucum* e pegando 5 bernes na cabeça!

Um dia eu li que pessoas que amam os animais têm a alma evoluída, e falando sério se isso não for verdade deveria passar a ser!



*Arvoreta de até 10 metros de altura, dá floresce e dá frutos espinhudos de até 3 cms em janeiro/fevereiro e junho/agosto. Dentro dos frutos se encontram as sementes que podem ser verdes ou vermelhas. Para cultivo, semear em sacos e transplantar após 4 a 6 meses da germinação, à distância de 5 metros. Frutifica após 3 anos. Gosta de sol pleno, clima úmido, solos férteis e ricos em matéria orgânica; E NÃO SERVE DE ALIMENTO PARA GALINHAS!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meu cão e seu espírito zombeteiro!

Essa semana na produtora gravamos um CD de orações, muito bonito por sinal. O homem que gravou é um médium, aliás, eu adoro quando ele vem aqui. Parece que ele trás uma energia boa, uma paz, algo assim. Além da espiritualidade humana, ele acredita que os animais também possuem alma, só que ainda estão em um processo de evolução inferior ao nosso. Falando sobre isso, ele me disse que também tem um golden, o Shiva. Disse que o cão é acompanhando por espírito muito bom e que tem o poder da cura.
Fui pra casa pensando nisso. Se o cão dele tem um espírito que o acompanha, por que o Zé também não pode ter? Logicamente que para todas suas loucuras deve se tratar de um espírito zombeteiro, de bom coração, mas zombeteiro.
Faz muito tempo que não levo Zé para mergulhar no Arpoador. A última vez que estivemos lá não foi muito legal.
O dia estava lindo, típico sábado de sol carioca. Depois de muita luta, consegui colocar a coleira no Zé e lá foi ele me levar pra passear.
Quando chegamos à pedra avistei duas conhecidas minhas que estavam dentro da água com seus respectivos cães. O local onde elas estavam era exatamente o lugar que Zé costuma cair. Então fiquei segurando o côco na mão, esperando que elas saíssem da água. Zé começou a ficar nervoso, rodava em volta de mim, babava, latia e olhava fixo pro côco. Ele parecia falar com olhos: Joga logo esse côco, vamos estou com calor!!! Mas eu o olhei mais fixamente ainda e disse: Calma! Não vou jogar agora, não ta vendo que tem gente ali?!
Foi tudo tão rápido que nem tive tempo de reagir. Ele me olhou com uma cara do tipo: Ah é, não vai jogar? Beleza, eu pulo mesmo assim. E lá foi ele, fazendo jus ao apelido de Bode Louco.
Se quem sabe ele pulasse no mar como os outros cães não teria problema. Os cães normais descem até o finzinho da pedra e calmamente entram na água. Já o Zé... Ele saí correndo, da um salto de mais de um metro e caí feito um jaca explodindo água pra todos os lados.
E foi exatamente isso que ele fez. Como tem 40 kg com o salto que deu deve ter caído na água com 80 kg. Milagre, a moça que estava de costas para pedra afundou bem na hora que Zé cairia em cima da sua cabeça. Deus foi bom pra mim e pra ela naquele momento. Ela perderia a cabeça e eu a liberdade. Mas mesmo que ela tenha abaixado, não escapou de levar uma patada em cima do olho, que ficou um pouco inchado.
O que eu fiz? E eu lá tinha alguma coisa pra fazer? Só pude gritar e lamentar pelo olho dela. A minha sorte é que ela me conhece e conhece o Zé também. Sabia mais ou menos do que ele era capaz, então só me olhou com uma cara do tipo quero afogar você e seu cachorro, fora isso ficou tudo bem.
Zé saiu da água e já peguei a coleira pra levá-lo embora. Não tinha mais cara, nem pressão arterial pra ficar ali. Quando estou tentando colocar a coleira no Zé fui distraída por uma moça que chegou com uma linda Yorkshire na coleira. A moça estava procurando outra moça que também leva sua Golden para mergulhar ali. Mas a moça não estava lá.
Enquanto eu conversava com a mulher, Zé subiu as pedras. Quando eu o avistei dei um grito: Zé volta já aqui. Bom garoto, na mesma hora ele voltou. Mas voltou novamente como um Bode Louco. Possuído pelo seu espírito zombeteiro, que com certeza joga na cara dele um pano preto, que faz com ele corra sem nada ver a sua frente. O grande problema é que entre mim e ele havia a moça e sua pequena cadelinha. E no meio delas havia a guia de metro da cadela que estava toda esticada. Foi ali, exatamente ali, no meio da guia de metro que meu cachorro passou.
O que eu fiz? O que eu poderia fazer? Gritei, ou melhor, gritamos. A dona da cachorra, eu, a cachorra e os presentes.
Tadinha! Ficou toda enrolada na guia de metro. Sua coleirinha peitoral subiu para os olhos e ela por alguns instantes ficou cega. A dona pegou a cadelinha no colo numa atitude desesperada de sair dali. Eu muito sem graça, segurando o Zé, pedindo desculpas. E ela só repetia: Tudo bem não foi nada, preciso ir embora.
O problema é que a cadelinha continuava cega, então eu perguntei para moça me fazendo de boba: Essa coleira se usa assim mesmo, tampando os olhos dela?
Segundo grito: Ahh meu Deus!!!
Ela foi embora arrumando a coleira da cachorrinha.
Olhei para os presentes que olhavam para mim e para o Zé. Coloquei a coleira nele e disse em tom de brincadeira: Vamos embora, duas tentativas de assassinato está de bom tamanho para um dia só!
E lá fomos nós: Zé e eu, e mais atrás trazendo o côco, o seu espírito zombeteiro!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O valor da dor!

Dor! Palavrinha pequena, mas de grande efeito! E coloca efeito nisso!
Uma dor de barriga, por exemplo, tem efeitos catastróficos. Ela sempre tende a piorar quando o banheiro vai chegando mais perto.
Dor de garganta! Putz essa é ruim! E eu tenho gabarito pra falar, já que bati o record da garganta inflamada. Uma infecção a cada 15 dias.
Dor de ouvido! Putz e grila (que expressão bizarra), dor no ouvido é de matar! E o pior é que ela é mais comum em bebês e crianças! Dor malvada!
Acho que minhas inflamações de garganta foram responsáveis por 40% das dores que senti na vida! Depois da operação ainda doeu mais ainda!
Minhas queimaduras no acidente da igreja... Acho que 10%.
Minha queda na piscina mais 5%, nem me lembro se doeu.
Em geral minhas dores físicas sempre foram suportáveis, o ruim mesmo é quando dói o coração! Sim, ta bem, não exatamente o coração, mas dói dentro do corpo, sei lá parece que a alma dói.
Minha primeira grande e relevante dor no coração foi quando, covardemente, mataram minha cachorrinha a Lady. Eu tinha 10 anos, fiquei tão arrasada! Ela era a paixão da minha vida! Na época acho que ela andou matando algumas galinhas e então a mataram.
Lembro até hoje do meu pai me contando, doeu muito!
Minha segunda grande dor foi quando meu pai saiu de casa. Pareciam que estavam arrancando um pedaço de mim. E olha que ele não estava indo embora pra sempre, como foi o caso da Lady, só estava mudando de cidade. Foi o suficiente para doer como se junto com ele tivessem levado meu braço direito.
Anos mais tarde, João Felipe decidiu seguir o mesmo caminho do meu pai e leva embora meu braço esquerdo.
Depois chegou a minha vez de sair de casa, a saudade que eu sentia da minha mãe corroía minhas pernas! Com o tempo você passa a administrar a dor, e aos poucos seus membros vão se regenerando. Até porque mais na frente você vai enfrentar outro tipo de dor e vão levar o que de você? Seu fígado? Seus rins? Não pode né!
Se bem que há um ano e meio levaram meu coração, e o quebraram todinho. A pior coisa é que quando to colando o último pedaço a pessoa volta e faz questão de quebrar novamente! Mas desistir de deixá-lo inteiro jamé!
As dores fazem parte da vida, as físicas e as da alma. E ao mesmo tempo em que doem ensinam! A gente valoriza mais! Seja a amídala ou seu braço direito. Você se valoriza e valoriza as pessoas.
Aí que mora a beleza da vida, tirar da dor o aprendizado e capacidade de se regenerar!
Uaulll linda frase!!! Vou anotar e colocar no site pensador rsrs.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Babalorixá da minha mãe!!!

Será que as mães têm pacto com Pai Ogum Babalorixá ou talvez com a Mãe Dina?!
Parece que tudo dá errado quando fazemos ao contrário do que elas mandam. Ou então experimente mentir para elas! E vá vê o resultado catastrófico!
Eu nunca consegui mentir pra minha mãe, embora tenha tentando com afinco, ela sempre me pegava!
Um dos exemplos foi quando comecei a fumar, na verdade brincar de fumar. Tinha 13 anos e estava em casa com mais duas amigas que já fumavam, e como minha mãe trabalhava à tarde, elas foram lá pra casa para fumar, já que fumavam escondidas. Uma delas estava com o cigarro no fim e eu disse: Deixa eu jogar fora!!! Com todo o “sem jeito” coloquei aquela bituca de cigarro na boca, traguei e disse: “E aí Meni...”
Não deu tempo de perguntar para as meninas se havia feito certo, porque interrompi a palavra “meninas” para dizer MAMÃE!!! Sim, ela havia chegado, misteriosamente, sorrateiramente! Ela chegava em casa SEMPRE as 17:30h, mas aquele dia, o dia do meu primeiro inocente traguinho ela chega as 15:00h! Falei Mamãe com a fumaça saindo da minha boca, me gelei toda, aquele tipo de momento que você desejaria estar em qualquer outro lugar menos ali, com sua mãe fazendo a maior cara de decepção, por ter te criado tão bem, te dado tudo, pra depois te ver fumando com 13 anos de idade! Neste dia chorei, jurei, me descabelei, mas não aprendi, continuei fumando, e minha mãe pegou mais uma dezena de vezes. Lembro de uma final de algum campeonato, haviam colocado um telão na Rua dos Mineiros, em Valença. Acendi um cigarro e uma colega me disse: Ué Vivianne, sua mãe já sabe que você fuma? Eu disse: Lógico que não, mas não tem perigo dela passar por aqui, ela está no trabalho e este não é o caminho dela! Sim, não seria o caminho dela se ela não tivesse o tal pacto com o Babalorixá, porque ao dizer isso, senti uma pequena mãozinha bater em minhas costas, e uma voz dura que eu odiava escutar naquele tom zangado: Para casa agora! Era ela! Minha mãe atrás de mim e eu com a maior cara de cagona do mundo, joguei o cigarro fora e fui jurando que estava só segurando para uma amiga! Acho que não colou! Ela achava meus isqueiros, meus cigarros, me achava nos lugares, até interpretar meus códigos do diário a danada conseguia, cara como ela fazia isso?
Quando eu matava aula ela descobria, quando o João Felipe assinava minha caderneta se fazendo passar pelo meu pai para eu poder sair mais cedo da escola, ela também descobria! Que coisa!
Acho que do alto dos meus 25 anos se tentar mentir pra ela não vou conseguir, posso ter êxito por um tempo mínimo, mas ela sempre descobre a verdade!
Nenhuma vez que a desobedeci aconteceram coisas boas, por exemplo, na minha fatídica queda na piscina, ela havia pedido segundos antes para eu ir tomar banho, mas eu desobedeci e em seguida não preciso contar o que me aconteceu! Ou quando eu tive... Ai que constrangedor contar isso, mas quando eu tive 5 bernes na cabeça foi, com certeza, porque eu não a escutava quando ela mandava eu sair do meio dos bichos, e pior que depois foi ela quem mais sofreu, porque a cada berne arrancado da minha cabeça um desmaio a acometia. A pediatra tinha que parar todo o procedimento para poder acordá-la.
Foram tantas outras conseqüências ruins quando tentei desobedecer a uma ordem dela, e tem aquele famoso exemplo: Filha leva o casaco que vai esfriar! Que isso mãe 30 graus lá fora! Horas depois e você virando picolé na rua! Como acontece isso? Por que pragas de mãe pegam tanto? Sem resposta até o momento, o melhor mesmo é não contrariar!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Unha, Carne e um pouco de sangue!!!


Ontem à noite falei pelo MSN com meu irmão de 26 anos mais lindo do mundo, João Felipe. Ele é o mais lindo de 26, Rafa o mais lindo de 30, Gui o mais lindo de 7 e Gustavo o mais lindo de 1 ano, pronto, assim eu não me comprometo! Aliás, Papai pare de fazer filho! rs

Mas voltando a falar do João Felipe, não creio que até hoje não escrevi nada sobre ele ou sobre nossas mil e uma aventuras!

João Felipe nasceu gêmeo da Ana Paula, que infelizmente faleceu com 9 dias. Um ano e dois meses após eu nasci (mamãe e papai não deviam gostar de TV). Enfim, não nascemos na mesma “barrigada”, mas somos ligados por algo muito maior!

Vovó dizia: “Lipe e Vivi são unha e carne!”
E éramos mesmo, uma vez arranquei a unha e a carne dele.
Devíamos ter uns 9 anos, estávamos assistindo ao filme “Deby e Loydi”, diga-se de passagem, um dos meus favoritos até hoje. Quando acabou o filme corremos para o quartinho de empregada, onde minha mãe estava. Eu queria contar o filme pra ela e João Felipe também. Então começamos a brigar e eu o empurrei para fora do quarto batendo a porta.
A porta era de quadrados de vidro e ele segurou justo no quadrado que estava frouxo. O vidro espatifou em seu braço, cortando-o os braços, os dedos, um pedaço da unha... Acho que senti mais dor que ele. Fiquei me sentindo tão responsável.
Ele foi para o hospital com meus pais, tomou ponto e eu em casa me penalizando, mas acho que depois de um tempo ele me perdoou. Até porque, anos depois ele se vingou.

Morávamos ao lado de uma Igreja, estávamos chegando em casa e havia um fogo no portão da Igreja. Alguém tinha acendido velas ali. As velas derreteram e o fogo continuou em cima da poça de cera.
“É a nossa chance de virarmos os heróis da rua, apagando o fogo e salvando a Santa Luzia”, disse João Felipe imaginando nossas brincadeiras de super-heróis.

Eu como aceitava e concordava com tudo que ele dizia, sugeri que jogássemos água para apagar o fogo. Ele me chamou de burra e disse que tínhamos que jogar um pedregulho para o fogo acabar.

Uma escuridão se formou diante de meus olhos, só consegui ver pequenas fagulhas de luz. O pedregulho do João Felipe acabou provocando certo tipo de explosão, fazendo com que toda aquela cera, quente e derretida, viesse parar em cima de mim.

 Tive queimaduras em quase toda a perna e algumas nos braços. João Felipe ficou arrasado, mas acho que ao mesmo tempo ficamos empatados. Fiquei com algumas bolhas nojentas nas pernas e ele ficava brincando com elas!!! Hahaha, porco!

Ta certo que apanhei muito dele. Já levei a culpa por ele e também era a válvula de escape de todas as suas frustrações.
Quando por exemplo: o dia que ele estava pronto para sair e Rafael o jogou dentro da piscina. Eu estava quietinha, sentada na varanda olhando aquela cena estúpida. Ele saiu raivoso de dentro da piscina e disse: “Ta olhando o quê?”
 Me pegou pelos braços e me tacou na piscina. Lembrar disso hoje me da uma enorme vontade de rir, mas no dia eu chorei muito.

Mesmo com todos os tapas, socos, empurrões e pisadas na cara, éramos grudados, amigos mesmo!
O destino nos separou, nos juntou novamente e tornou a nos separar, mas aqui dentro de mim, no meu canto esquerdo o João Felipe, meu Fefe, ta sempre presente! Te amo!

domingo, 18 de julho de 2010

Voluntária

Falarei hoje em algumas linhas de uma das melhores experiências que já vivi!
Não, não consegui uma super promoção, nem conheci Gianecchini! Eu simplesmente me tornei VOLUNTÁRIA!
Ontem foi a minha primeira visita a ONG Solar Meninos de Luz, pra quem interessar possa: http://www.meninosdeluz.org.br/, sou mais um membro voluntário do berçário, tomo conta de bebes de 0 a 3 anos!
Não é novidade para ninguém que me conhece minha paixão por criança. Seja a idade que for elas me fascinam. Suas bochechas, seus olinhos curiosos, seu sorriso inocente, ah que vontade de morder!
Quando cheguei, o primeiro rostinho que vi foi o do Tico, um pequeno, lindo e bochechudo bebe de um ano e meio, em quanto eu tirava os sapatos ele correu pra perto de mim, sorriu e me abraçou! Que maravilhoso esse trabalho, eu nem havia começado e já tinha recebido o pagamento!
Ontem por conta da chuva havia poucas crianças. Além do Tico, mais dois de dois anos: Jaiminho e Antonia Isabele, ele com um sorriso cheio de covinhas e ela uma bonequinha que anda.
Brinquei de bola, pintei, dei comida, fiz cosquinha, e saí de lá com uma enorme vontade de voltar na semana que vem!
Então fica aqui meu conselho, minha dica:
Doem-se mais, seja para uma criança, um idoso ou para os animais! A vida fica muito mais colorida, com todos aqueles sorrisos iluminados me sinto andando em um arco-íris!!!


Obs: Aproveito este post para pedir aos amigos que têm crianças em casa e que possam doar roupinhas que não usem mais, ou então pra quem quiser doar sabonetes, fraldas, etc. Falem comigo, por favor, as crianças agradecem!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Desabafo de um dedo podre!

Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho!

Baseado nesta afirmativa musical de Tom Jobim ficamos loucos a procurar alguém que complete nossa outra metade!

Minhas relações amorosas não foram muito bem sucedidas, diga-se de passagem, até porque do início até o final da minha adolescência fui movida por um dos mais loucos dos sentimentos: O amor platônico!

Não vou citar nomes para não expor ninguém e também não expor exageradamente minha vida pessoal!

Quando tinha 12 anos me apaixonei por um garoto um pouco mais velho que eu, ele devia ter uns 15. Mas pra mim ele era absurdamente velho! Nos conhecemos na escola em um dia que cheguei a atrasada ao colégio e ele também, ele sentou ao meu lado e começamos a conversar, ele disse que conhecia meu irmão e perguntou se eu iria na festa na casa da XYZ, eu disse que não sabia (não podia contar pra ele que eu não saia porque minha mãe não deixava), ele disse se você quiser eu te levo!!! BUMMM!!! Foi aí que me apaixonei, as borboletas voaram no meu estomago e meus olhos vibraram de felicidade! Ele acabou sendo o primeiro garoto que eu beijei, que eu beijei e que as meninas da cidade de Valença inteira beijaram, já que ele era o maior galinha do mundo inteiro! Sofri por meses e meses o vendo ficar cada dia com uma menina diferente, hoje em dia nem me lembro mais quando o esqueci, mas acho que demorou bastante!

Depois dele só quando eu tinha 16 anos, o garoto não era de Valença, nos conhecemos na finada boate Barcelona, ele pediu que saíssemos lá de dentro, pois tinha uma ex-namorada muito barraqueira que estava lá dentro e queria me preservar! Depois de 2 meses ficando com ele e completamente apaixonada, com borboletas até na garganta eu descobri que ele ainda tinha namorada, que tinha mentido pra mim, que golpe, que filho da mãe... Mas até aí morreu Neves, porque eu já estava na dele, ele terminou com a namorada, fiquei mais uns meses com ele até que ele ficou com minha ex-melhor amiga que quis se vingar de mim e achou um babaca para tal feito! Também não lembro quanto tempo levou para esquecer, mas com certeza mais tempo do que eles mereciam!

Já na faculdade com meus 18 anos e tentando parecer menos criança possível, me apaixono no primeiro dia de aula, por um cara que me disse: Fiquei sabendo que seu irmão é ciumento! BUMM!!! Não sei o que aconteceu, eu não tinha mais 12 anos de idade, mas não é que me apaixonei! Ficamos algumas vezes, um mês depois ele voltou para ex-namorada! Nossa sofri horrores, sem ele saber lógico, até porque continuamos bons amigos, eu fingia que não sentia nada! E não é que ele virou um grande amigo? Adoro ele até hoje, mesmo longe e sem contato, ele é um cara muito bacana, safado, mas bacana!

Vou pular a parte de mais uns rolos, casos e namoros, porque por nenhum deles fui apaixonada!

Meu ultimo relacionamento foi uma explosão de sentimentos! O conheci e com 4 meses já estávamos morando juntos, eu estava certa que era a decisão mais sábia que eu tomaria! E por dois anos realmente foi à decisão mais sábia, até acontecer a outra certeza da vida, que não a morte: o chifre! rs
Como em todos os casos sofri horrores, ainda não esqueci completamente, mas como todas as paixões um dia a gente esquece.

Agora com 25 anos espero ter um relacionamento mais maduro, sem paixões platônicas e alucinógenas, e se tiver que eu consiga manter as borboletas voando mais baixo e fazendo peso para que meus pés continuem no chão!

O amor é fundamental, mas Tom se esqueceu de falar o quanto de estrago ele faz!