sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meu cão e seu espírito zombeteiro!

Essa semana na produtora gravamos um CD de orações, muito bonito por sinal. O homem que gravou é um médium, aliás, eu adoro quando ele vem aqui. Parece que ele trás uma energia boa, uma paz, algo assim. Além da espiritualidade humana, ele acredita que os animais também possuem alma, só que ainda estão em um processo de evolução inferior ao nosso. Falando sobre isso, ele me disse que também tem um golden, o Shiva. Disse que o cão é acompanhando por espírito muito bom e que tem o poder da cura.
Fui pra casa pensando nisso. Se o cão dele tem um espírito que o acompanha, por que o Zé também não pode ter? Logicamente que para todas suas loucuras deve se tratar de um espírito zombeteiro, de bom coração, mas zombeteiro.
Faz muito tempo que não levo Zé para mergulhar no Arpoador. A última vez que estivemos lá não foi muito legal.
O dia estava lindo, típico sábado de sol carioca. Depois de muita luta, consegui colocar a coleira no Zé e lá foi ele me levar pra passear.
Quando chegamos à pedra avistei duas conhecidas minhas que estavam dentro da água com seus respectivos cães. O local onde elas estavam era exatamente o lugar que Zé costuma cair. Então fiquei segurando o côco na mão, esperando que elas saíssem da água. Zé começou a ficar nervoso, rodava em volta de mim, babava, latia e olhava fixo pro côco. Ele parecia falar com olhos: Joga logo esse côco, vamos estou com calor!!! Mas eu o olhei mais fixamente ainda e disse: Calma! Não vou jogar agora, não ta vendo que tem gente ali?!
Foi tudo tão rápido que nem tive tempo de reagir. Ele me olhou com uma cara do tipo: Ah é, não vai jogar? Beleza, eu pulo mesmo assim. E lá foi ele, fazendo jus ao apelido de Bode Louco.
Se quem sabe ele pulasse no mar como os outros cães não teria problema. Os cães normais descem até o finzinho da pedra e calmamente entram na água. Já o Zé... Ele saí correndo, da um salto de mais de um metro e caí feito um jaca explodindo água pra todos os lados.
E foi exatamente isso que ele fez. Como tem 40 kg com o salto que deu deve ter caído na água com 80 kg. Milagre, a moça que estava de costas para pedra afundou bem na hora que Zé cairia em cima da sua cabeça. Deus foi bom pra mim e pra ela naquele momento. Ela perderia a cabeça e eu a liberdade. Mas mesmo que ela tenha abaixado, não escapou de levar uma patada em cima do olho, que ficou um pouco inchado.
O que eu fiz? E eu lá tinha alguma coisa pra fazer? Só pude gritar e lamentar pelo olho dela. A minha sorte é que ela me conhece e conhece o Zé também. Sabia mais ou menos do que ele era capaz, então só me olhou com uma cara do tipo quero afogar você e seu cachorro, fora isso ficou tudo bem.
Zé saiu da água e já peguei a coleira pra levá-lo embora. Não tinha mais cara, nem pressão arterial pra ficar ali. Quando estou tentando colocar a coleira no Zé fui distraída por uma moça que chegou com uma linda Yorkshire na coleira. A moça estava procurando outra moça que também leva sua Golden para mergulhar ali. Mas a moça não estava lá.
Enquanto eu conversava com a mulher, Zé subiu as pedras. Quando eu o avistei dei um grito: Zé volta já aqui. Bom garoto, na mesma hora ele voltou. Mas voltou novamente como um Bode Louco. Possuído pelo seu espírito zombeteiro, que com certeza joga na cara dele um pano preto, que faz com ele corra sem nada ver a sua frente. O grande problema é que entre mim e ele havia a moça e sua pequena cadelinha. E no meio delas havia a guia de metro da cadela que estava toda esticada. Foi ali, exatamente ali, no meio da guia de metro que meu cachorro passou.
O que eu fiz? O que eu poderia fazer? Gritei, ou melhor, gritamos. A dona da cachorra, eu, a cachorra e os presentes.
Tadinha! Ficou toda enrolada na guia de metro. Sua coleirinha peitoral subiu para os olhos e ela por alguns instantes ficou cega. A dona pegou a cadelinha no colo numa atitude desesperada de sair dali. Eu muito sem graça, segurando o Zé, pedindo desculpas. E ela só repetia: Tudo bem não foi nada, preciso ir embora.
O problema é que a cadelinha continuava cega, então eu perguntei para moça me fazendo de boba: Essa coleira se usa assim mesmo, tampando os olhos dela?
Segundo grito: Ahh meu Deus!!!
Ela foi embora arrumando a coleira da cachorrinha.
Olhei para os presentes que olhavam para mim e para o Zé. Coloquei a coleira nele e disse em tom de brincadeira: Vamos embora, duas tentativas de assassinato está de bom tamanho para um dia só!
E lá fomos nós: Zé e eu, e mais atrás trazendo o côco, o seu espírito zombeteiro!

9 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Muito bom!!!!!!
    Exceto é claro pra moça e pra cadelinha!

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  2. geeente, já ouviu falar que os cachorros têm o mesmo espírito dos donos? hahaha muito bom!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. OLÁ VIVI, NOSSA COMO EU RI DA HISTÓRIA DO SEU ZÉ....ELE É FANTÁSTICO.....O PEPÊ É MEIO ASSIM TB...ESTRAMBELHADO....CONTUDO ATENDE DIREITINHO QUANDO CHAMO...PARECE QUE ELE SABE QUE Ñ TENHO MUITA SAÚDE PARA CORRER ATRÁS DELE....ENTÃO ELE FAZ SUAS ARTES MAS TB SE COMPORATA.
    ELE AINDA ESTÁ COMIGO.....ESTOU A PROCURA DE UM DONO PARA ELE, COMO FOI ESCLARECIDO NA COMUNIDADE.
    ELE ESTÁ BEM...MEU CORAÇÃO DÓI...MAS NÃO POSSO FICAR COM ELE.....DEUS SABE DE TODAS AS COISA NÃO É MESMO...Ñ PARTICIPO MAIS DA COMUNIDADE, FUI MAL INTERPRETADA.
    MESMO ASSIM MUITO OBRIGADA POR SUA PREOCUPAÇÃO.
    UM GRANDE BJU CARINHOSO NO SEU CORAÇÃO.

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  5. Oi, estou fazendo um artigo sobre animais no plano espiritual com foco no amigo cão e como por acaso acabei em seu blog gostaria de utilizar a foto ai desse seu artigo que mostra o Zé pulando na água! É claro se me autorizar a usar essa foto...

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  6. Claudio! Na verdade essa foto foi tirada por um homem que estava na Pedra do Arpoador neste dia. Ele me enviou as fotos por email, mas não sei nada dele, acho que o nome era Eduardo! Por mim pode usar! Bjos

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  7. Bem, demorou... mas saiu o artigo:

    http://joanadarc.wordpress.com/2011/01/21/animais-de-estimacao-no-plano-espiritual/

    Valeu !

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