quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A sorrir eu pretendo levar a vida!

Manter um blog atualizado não é tão fácil quanto eu pensei que fosse. Só publico histórias que eu mesma goste de ler várias vezes e ache graça várias vezes. Apesar de que as coisas não precisam ter muita graça para que eu ache engraçado.
Certa frase diz que: “rir de tudo é desespero”. Bem, não no meu caso. Ok, ok, Nelson Rubens, quando estou nervosa e desesperada não paro de rir. Mas rir, sorrir, manter a boca arreganhada e mostrando todos os dentes é pra mim um: hábito, mania, vício. Sou dependente de sorrisos e gargalhadas, mesmo que sejam nas horas mais impróprias.

Meus ataques de riso são constantes. Nos lugares onde no máximo sorrisos seriam bem-vindos, minhas gargalhadas já ecoaram! Exemplos? Missa, reuniões, palestras, salas de aula...

Lembro de um debate entre candidatos a reitoria da faculdade que fui com uma amiga, a Fish. Não éramos obrigadas a estar ali, não pertencíamos a nenhum lado, nem chapa. Aliás, nem havia muitos alunos, a maioria eram partidários e interesseiros. Estávamos ali pela simples vontade de estar. Entramos, ocupamos as ultimas cadeiras, e cinco minutos depois do inicio do debate, inclinei minha cabeça para direita, a fim de perguntar para Fish se ela estava sentindo o mesmo cheiro que eu. Juro que não me lembro agora qual cheiro era exatamente, mas não era de peido, acho que era de tinta. Não sei o que houve naquele momento, se tinha um gnomo invisível fazendo cócegas em nossos pés, mas o fato é que, antes que eu falasse qualquer coisa explodimos numa gargalhada sem fim! Estávamos sóbrias e não tinha nem vestígios de THC em nosso organismo. Não sei explicar porque foi preciso a gente se retirar do local para parar de rir. Foi vergonhoso eu sei!

João Felipe e eu tínhamos muitos ataques de riso. Passávamos o dia todo inventando besteiras para rir. O mais estranho é que a maior parte dessas besteiras fazia muita gente rir!
Poderia citar alguns exemplos, mas acho que poucas pessoas irão entender e me julgarão demente.
Muitas coisas na vida só são engraçadas pra quem viveu, quando você conta e o espectador fica te olhando com cara de “já acabou?”, “ah tá, legal”. Eu sou do tipo que conto rindo e quando termino de contar continuo rindo e geralmente a pessoa que ouviu acaba rindo também, mesmo não tendo a mínima graça!

Existem situações que não são engraçadas quando acontecem, mas depois que o tempo passa da até pra rir! Geralmente naqueles momentos desesperados, em que você está prestes a cortar os pulsos, vem aquela voz do além, que deveria ser gravada por uma locutora especialista em alta ajuda, que diz: Calma querida, você ainda vai rir disso tudo! Aí você pensa: E você vai rir junto comigo, mas banguela, porque vou te dar uma sapatada na boca se continuar falando essas merdas confortantes pra mim!
Mas a voz tem razão, as coisas passam, passam, e você acaba rindo mesmo!

Já tentei me tornar uma pessoa mais séria, mas não consigo! As pessoas confundem muito o fato deu gostar de sorrir com “forçação de barra”. Mas creiam em mim, sempre é espontâneo! Até porque sou muito sincera para conseguir fingir qualquer coisa. A não ser que eu esteja PÉSSIMAMENTE MAL, aí sim, meu sorriso apaga completamente!

Posso concluir que não tenho vocação para tristeza! Pessoas que levam a vida muito a sério e que cultivam infelicidades me cansam!
Exagero nas piadas tentando achar graça em tudo, porque tenho a certeza de que é sempre melhor rir da vida, do que ela rir de você!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Podres sentimentos cultivados!

O ser humano possui sentimentos e atitudes que pra mim são insuportáveis. A começar pela inveja. Não há no mundo um sentimento tão desprezível quanto esse. Gostaria de poder não sentir a inveja das pessoas, mas sinto. Estranho, né? Não que eu seja uma pessoa muito invejada, mas eu reconheço com facilidade um invejoso. Seus olhares perdidos, seu incomodo por ver o próximo conquistar algo que ela não consegue conquistar, ou que, na maioria das vezes, nem tentou.
A inveja corrói, apodrece, você passa a vida toda cobiçando tudo dos outros, e você mesmo não conquista nada. Logicamente há a invejinha inocente! Como aquelas do tipo: quem me dera tivesse o corpo da Cléo Pires, ou então, como eu queria ser completamente desprendida de coisas materiais como Chico Xavier. Mas há aquela inveja corrosiva, que quando a pessoa te lança um olhar chega a dar medo! Dá aquele arrepio, misturado com um tremelique, que chamo erroneamente de descarga do corpo!

Para ilustrar, uma das mais sábias citações sobre a inveja: “A inveja mata os impuros de coração” (KEY, Kelly/2001)

Outra coisinha que repudio no ser humano é a tal da injustiça, seja ela cometida a qualquer espécie, raça, idade, cor, etc. Chego a tremer de raiva quando presencio uma injustiça.
Há algum tempo atrás saindo do trabalho, presenciei uma triste cena, protagonizada por uma atriz de quinta categoria. Uma velha feia que acha que só porque possui um pouco de dinheiro, pode tratar os outros como lixo. Ela é proprietária de alguma sala do prédio onde trabalho e estava simplesmente humilhando o porteiro. Lógico que o problema dela não devia ser com ele, mas pessoas frustradas agem assim... Não consegui ficar calada diante daquela cena, então quando eu estava quase saindo do prédio, olhei pra trás e exatamente na mesma hora, ela me olhou. Foi a minha chance, não hesitei e soltei: Velha Louca! E fui embora bem rapidinho, não riam, sei que não tenho talento para brigas, então soltei uma ofensa e corri. Sou como aquelas crianças que falam: Boba! E em seguida dão língua.

Domingo passado eu interferi em uma situação que parecia uma injustiça, mas quem quase foi injusta fui eu mesma. Estava em Valença, chegando em casa com minha mãe, quando no meio da rua surgiu o bezerrinho muito fofo. Atrás dele 3 meninos que aparentavam ter de 6 a 8 anos. Um com uma corda e os outros dois com pedaço de pau. Ao passarmos de carro pelo bezerro, notei que ele estava com um machucado no alto na coxa traseira. O ferimento sangrava... Em questão de segundos associei o ferimento aos pedaços de pau que os garotos seguravam e dei um grito: MÃE PARA O CARRO!!!
Minha mãe freou e eu desci como um furacão. Fui pra cima do bezerrinho tentando pará-lo, fazendo sons de beijo (pra quem não sabe, bois atendem por sons de beijo), e ao mesmo tempo comecei a gritar com os meninos!
O que vocês pensam que estão fazendo com esse bezerrinho??? Podem parar de machucá-lo!
Um dos garotos com uma cara apavorada respondeu rapidamente com tons de súplica:
Calma tia! Calma! Foi o morcego!
Eu não tava entendo e continuei falando: parem de machucá-lo já!!! E o garotinho: Não tia, não foi a gente, o morcego mordeu ele! A gente só ta tocando ele de volta pro dono!
Neste momento, a sanidade reapareceu a minha frente e retirou o pano preto que a injustiça jogara em meus olhos. Lembrei então que morcegos são uma triste constante em currais. Lá em casa eles já fizeram várias cabras como vítimas. Pedi desculpas, os aconselhei a cuidar bem dos bichinhos e fui embora...

Dia desses a injustiça aconteceu comigo! Mas como ainda não terminei meu curso de como Não Engolir Sapos em 20 capítulos deixei passar. Entrei no supermercado para comprar um suco, fui para o caixa que estava vazio, paguei e quando estava colocando meu suco na sacola escutei uma voz em tom grosseiro: Ah, olha aí a apressadinha! Rapidamente procurei quem estava falando com quem, e percebi que era pra mim. A velha continuou: Ta com pressa? Eu fiz cara de interrogação?! E ela continuou: Você furou fila! Na mesma hora pedi desculpas, mas realmente vi a fila vazia, e ela sutil como um elefante soltou: Eu devo estar invisível! Eu com toda minha paciência e educação que mamãe me deu respondi: Senhora, mil desculpas, não a vi na fila, se tivesse visto nunca furaria! Minha frase foi acompanhada pela afirmação positiva da Caixa, que também deve ter achado a senhora invisível, porque também não a viu na fila.
Tomara mesmo garota, que você não tenha me visto! Porque eu já desejei muito mal pra você! Berrou a senhora.
Se eu respondi? O que você acha? Lógico que não! Engoli seco, meu olho encheu d’água e fui pra casa pensando como o mundo está precisando de mais amor, ao invés destes sentimentos tão pequenos que os seres humanos cultivam.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fiquei pra Titia!

Essa semana recebi por email uma linda notícia: Vou ser titia!
Meu irmão Rafael será um lindo e jovem papai, digo, nem tão jovem assim já que já chegou aos 30! Fiquei tão radiante, não só por nossa família crescer, mas também porque tenho certeza que serei a madrinha do bebê! Mas também fiquei pensativa com a notícia, o tempo passou, Rafa é papai, João Felipe é casado, será mesmo que vou ficar pra titia?
No auge dos meus 25 poucos anos de vida, já posso dizer: Deus como passa rápido!
Outro dia mesmo estávamos nós três brigando por um espaço maior no sofá, voavam vários pés para todos os lados. Eu lógico sempre caia no chão.

Num acesso de fúria enlouquecedora, minha mãe cortou o fio da TV com uma tesoura. A briga desta vez era pelo canal, ela não agüentava mais gritos, devia estar na TPM. O único agravante é que a TV estava ligada na tomada, o que gerou uma pequena explosão e uma tesoura derretida. Quem disse que ter três filhos é mole? Mas com certeza não é pior que ser a caçula de dois irmãos sanguinários.

Mais uma vez a briga começava na sala, Rafael decidiu que João e eu não poderíamos mais conversar durante o Globo Esporte. Falamos até ele se irritar bastante e nos tirar da sala. Fomos para meu quarto, eu já estava na porta, quando João resolveu fazer a última provocação. Rafael arremessou seu chinelo Kenner, que é macio só para os pés, em cima do João. Pegaria na cabeça dele, se ele não tivesse abaixado, sobrou para minha pequena e frágil orelha. Não agüentei e caí no chão, aparentemente eles pensaram que minha orelha também não agüentaria. Ela se tornara uma bola de fogo. Meus pais? Não estavam! A empregada? Em algum lugar longe da gente! Se meus pais souberam disso? Acho que saberão agora.

O chinelo foi pouco perto da pisada que João Felipe me deu por eu não emprestar meu cobertor pra ele. Uma tarde fria, estávamos assistindo TV. Ele decidiu que ele ficaria com o sofá todo e que eu me viraria pelo chão. Peguei um colchão e um cobertor e fui pra sala. Ele determinou: Me da esse cobertor e pega outro pra você! Eu disse: Não! Ele quis puxar, eu deitada segurei firme no cobertor e em sua camiseta! De repente um som de rasgo, ele olhou para camiseta e olhou pra mim, estava rasgada. Ele soltou o cobertor e eu me encolhi como um bicho quando sabe que chegou a sua hora, ele levantou e passou por mim, como se nada fosse fazer. Quando eu relaxei e pensei: Acho que ele viu a bobeira que estava fazendo! Ele voltou e me pisou! No pé? Antes fosse! Foi na cara mesmo! Por isso eu disse que preferia o chinelo!

Eu tinha aquele jogo o War. Aquele viciante jogo que nos mantinha em casa durante as tardes de chuva. Não gostávamos de jogar com o Rafael, mas minha mãe nos obrigava.
Vão achar que ele ganhava todas e por isso não gostávamos de jogar com ele não é?! Muito pelo contrário! Ele perdia todas, nunca conseguia definir uma estratégia para seus objetivos. O problema é que quando alguém ganhava, ele jogava o tabuleiro pro alto, voavam todas as pecinhas pelo chão da sala e eu ficava mais de meia hora pegando uma por uma.

Jogar peteca com ele também era difícil! Sempre João e eu contra ele, já que ele tinha o dobro do nosso tamanho ficava justo. Mas ele roubava muito e quando se irritava dava uma “petecada” na nossa cabeça, na maioria das vezes a “petecada” era em mim.

Mas nada disso fez com que a gente se gostasse menos...

Um dia, Rafael brigou com a minha mãe e me falou que ia fugir de casa. Se enrolou em seu cobertor vermelho e foi embora. Eu entrei correndo, chorando, gritando, e minha mãe nem me deu bola. Eu super preocupada... O achei uma hora depois escondido no quartinho de empregada. Até hoje acho que ele fez aquilo só pra me sacanear!

Este quartinho já foi cenário de muitas histórias, uma vez João e eu nos trancamos lá dentro, jogamos a chave pela janela e depois ficamos gritando a mamãe! Quem apareceu foi o meu pai, que achou que já que havíamos nos trancado lá, deveríamos ficar um pouco mais. Não me lembro bem, mas passamos pelo menos uma duas horas lá dentro. Tivemos a fabulosa idéia de cortar umas batatas e “fritá-las” no ferro de passar... Não deu certo, só fez o castigo aumentar!

É tanta coisa, tanta história, que às vezes parece impossível que tenha acontecido em uma simples infância! Tomara que esse meu sobrinho tenha irmãos e muitos primos! E se nos tempos de hoje, ele tiver metade da infância que nós tivemos, ah com certeza será uma criança muito feliz!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Minha alma evoluída!

Essa semana ouvi minha sobrinha emprestada, Giovanna, falar: Tia Vivianne, vou fazer um passeio na escola. Vamos para uma fazendinha: conhecer boi, galinha, dar mamadeira pro bezerro.
Aí me lembrei da minha infância, da verdadeira chácara que tínhamos em casa.
Vou tentar falar todos os animais que habitavam o terreno atrás do nosso muro, vamos lá: cães, coelhos, codornas, porquinho da índia, minhocas (sim tínhamos um minhocário), galinhas, gansos, patos, cabras, bodes, sem esquecer as geladas e escorregadias rãs.
Cada bicho desse era especial pra mim, cada nova cria uma felicidade!
Dos cães eu não preciso falar não é?

Tinha um coelho que era o meu preferido, acho que ele nasceu lá em casa mesmo. O nome dele era Cenourinha, será porque né? A gente brincava muito, na verdade eu brincava muito com ele. Ele me arranhava, parecia não gostar. Meu pai tinha razão quando dizia que o coelho qualquer dia fugiria de mim. De certa forma ele fugiu, “pro andar de cima”, mas fugiu. O achei morto na gaiola. Foi triste, me sinto culpada pela morte dele até hoje, talvez se eu não tivesse apertado tanto.

Das codornas o que mais gostava eram os ovinhos!!! Ah quando nasciam bebês codornas, tão pequenos! E os bebês gansos??? Ah que coisa mais fofa! Ficavam dentro de uma caixa com uma lâmpada acessa 24 horas para esquentá-los bastante. Eram pequenos, mas bravinhos. Gansos são cães de guarda com penas e dentes de serra; as pernas da minha mãe que o digam... Elas foram atacadas por um bando de gansos sedentos por suas varizes!
Também já tomei muita corrida de gansos, mas jogava ração de coelho para distraí-los e assim conseguia passar. Um dia quando me debrucei dentro daquele enorme balde para pegar ração, junto vieram 3 ratinhos pretos de brinde. Joguei tudo pro alto e fui aos berros chamar meu avô. Quando ele chegou os ratos já tinham ido embora. E com certeza foram embora me odiando por eu ter os tirado do lugar mais perfeito que eles conseguiram em toda a vida de rato: um balde lotado de ração aonde ainda poderiam cochilar!

Gostava de pegar as minhocas na mão para assustar a Tia Diva, e ninguém conseguia acreditar como eu não tinha nojo das pobres ranzinhas!

Adorava as galinhas, uma em especial, a Urubuzinha. Ela era meio redonda, pretinha pretinha. Gostava de ensiná-la a voar! Eu sei o que vocês estão pensando! Nossa que Felícia essa garota! Eu era mesmo. Ficava de um lado do muro e arremessava a Urubuzinha pro outro lado. Ela caia direto dentro do galinheiro, e eu corria até ela gritando: Muito bem Urubuzinha, quase um passarinho!
Tenho que certeza que se ela conseguisse voar seu destino seria o Japão ou quem sabe Plutão, o mais distante de mim melhor para sua integridade física!

Meu pai vendia leite de cabra! A cidade toda comprava com ele, e eu me sentia orgulhosa de ajudar na ordenha. Todo sábado e domingo eu acordava cedo junto com ele! Depois de quase não conseguir tomar o café com leite fervendo que ele me dava, íamos até os bichos e alimentávamos todos. Depois ele moía o capim, confesso que sempre fiquei tensa nessa hora, porque meu pai sempre contava a história de um homem que havia moído o braço junto com o capim. Ficava com meus olhos presos nos braços deles e super aliviada depois que acabava o processo. Enfim moído, era só misturar o capim ao farelo e servir o banquete às cabras. Prendíamos suas cabeças no coxo e começávamos a ordenha! Era a parte mais legal do fim de semana, pelo menos para uma criança de sete anos completamente apaixonada por bichos!
Um dia presenciei meu pai matar uma cabra, foi muito triste pra mim. Você comer carne é completamente diferente do que ver matarem um animal e depois você o comer, deu pra entender?

Quando era adolescente tive um peixe, o Fulano. Ele era muito solitário, então compramos a Ciclana. Fulano bateu em Ciclana até ela morrer. Depois disso se suicidou, acho que foi arrependimento ou então ele tinha algum distúrbio. Só sei que ele pulou do aquário direto pra morte!

Ganhei uma maritaca uma vez, o Brother, meu pai o achou caído perto de um barranco e o levou pra casa. Era muito bom dar mingau de fubá pra ele e ver seu papo crescendo com se fosse um balão! Ele sabia mandar beijo, e...e...e mais nada! Nem “curupaco meu loro” ele sabia falar!

Acho que as pessoas que amam animais já nascem com esse sentimento, mas com certeza meu pai sempre facilitou meu contato com eles. Embora minha mãe preferisse que eu brincasse de boneca no meu quarto ao invés de passar o dia inteiro tentando que as galinhas comessem urucum* e pegando 5 bernes na cabeça!

Um dia eu li que pessoas que amam os animais têm a alma evoluída, e falando sério se isso não for verdade deveria passar a ser!



*Arvoreta de até 10 metros de altura, dá floresce e dá frutos espinhudos de até 3 cms em janeiro/fevereiro e junho/agosto. Dentro dos frutos se encontram as sementes que podem ser verdes ou vermelhas. Para cultivo, semear em sacos e transplantar após 4 a 6 meses da germinação, à distância de 5 metros. Frutifica após 3 anos. Gosta de sol pleno, clima úmido, solos férteis e ricos em matéria orgânica; E NÃO SERVE DE ALIMENTO PARA GALINHAS!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meu cão e seu espírito zombeteiro!

Essa semana na produtora gravamos um CD de orações, muito bonito por sinal. O homem que gravou é um médium, aliás, eu adoro quando ele vem aqui. Parece que ele trás uma energia boa, uma paz, algo assim. Além da espiritualidade humana, ele acredita que os animais também possuem alma, só que ainda estão em um processo de evolução inferior ao nosso. Falando sobre isso, ele me disse que também tem um golden, o Shiva. Disse que o cão é acompanhando por espírito muito bom e que tem o poder da cura.
Fui pra casa pensando nisso. Se o cão dele tem um espírito que o acompanha, por que o Zé também não pode ter? Logicamente que para todas suas loucuras deve se tratar de um espírito zombeteiro, de bom coração, mas zombeteiro.
Faz muito tempo que não levo Zé para mergulhar no Arpoador. A última vez que estivemos lá não foi muito legal.
O dia estava lindo, típico sábado de sol carioca. Depois de muita luta, consegui colocar a coleira no Zé e lá foi ele me levar pra passear.
Quando chegamos à pedra avistei duas conhecidas minhas que estavam dentro da água com seus respectivos cães. O local onde elas estavam era exatamente o lugar que Zé costuma cair. Então fiquei segurando o côco na mão, esperando que elas saíssem da água. Zé começou a ficar nervoso, rodava em volta de mim, babava, latia e olhava fixo pro côco. Ele parecia falar com olhos: Joga logo esse côco, vamos estou com calor!!! Mas eu o olhei mais fixamente ainda e disse: Calma! Não vou jogar agora, não ta vendo que tem gente ali?!
Foi tudo tão rápido que nem tive tempo de reagir. Ele me olhou com uma cara do tipo: Ah é, não vai jogar? Beleza, eu pulo mesmo assim. E lá foi ele, fazendo jus ao apelido de Bode Louco.
Se quem sabe ele pulasse no mar como os outros cães não teria problema. Os cães normais descem até o finzinho da pedra e calmamente entram na água. Já o Zé... Ele saí correndo, da um salto de mais de um metro e caí feito um jaca explodindo água pra todos os lados.
E foi exatamente isso que ele fez. Como tem 40 kg com o salto que deu deve ter caído na água com 80 kg. Milagre, a moça que estava de costas para pedra afundou bem na hora que Zé cairia em cima da sua cabeça. Deus foi bom pra mim e pra ela naquele momento. Ela perderia a cabeça e eu a liberdade. Mas mesmo que ela tenha abaixado, não escapou de levar uma patada em cima do olho, que ficou um pouco inchado.
O que eu fiz? E eu lá tinha alguma coisa pra fazer? Só pude gritar e lamentar pelo olho dela. A minha sorte é que ela me conhece e conhece o Zé também. Sabia mais ou menos do que ele era capaz, então só me olhou com uma cara do tipo quero afogar você e seu cachorro, fora isso ficou tudo bem.
Zé saiu da água e já peguei a coleira pra levá-lo embora. Não tinha mais cara, nem pressão arterial pra ficar ali. Quando estou tentando colocar a coleira no Zé fui distraída por uma moça que chegou com uma linda Yorkshire na coleira. A moça estava procurando outra moça que também leva sua Golden para mergulhar ali. Mas a moça não estava lá.
Enquanto eu conversava com a mulher, Zé subiu as pedras. Quando eu o avistei dei um grito: Zé volta já aqui. Bom garoto, na mesma hora ele voltou. Mas voltou novamente como um Bode Louco. Possuído pelo seu espírito zombeteiro, que com certeza joga na cara dele um pano preto, que faz com ele corra sem nada ver a sua frente. O grande problema é que entre mim e ele havia a moça e sua pequena cadelinha. E no meio delas havia a guia de metro da cadela que estava toda esticada. Foi ali, exatamente ali, no meio da guia de metro que meu cachorro passou.
O que eu fiz? O que eu poderia fazer? Gritei, ou melhor, gritamos. A dona da cachorra, eu, a cachorra e os presentes.
Tadinha! Ficou toda enrolada na guia de metro. Sua coleirinha peitoral subiu para os olhos e ela por alguns instantes ficou cega. A dona pegou a cadelinha no colo numa atitude desesperada de sair dali. Eu muito sem graça, segurando o Zé, pedindo desculpas. E ela só repetia: Tudo bem não foi nada, preciso ir embora.
O problema é que a cadelinha continuava cega, então eu perguntei para moça me fazendo de boba: Essa coleira se usa assim mesmo, tampando os olhos dela?
Segundo grito: Ahh meu Deus!!!
Ela foi embora arrumando a coleira da cachorrinha.
Olhei para os presentes que olhavam para mim e para o Zé. Coloquei a coleira nele e disse em tom de brincadeira: Vamos embora, duas tentativas de assassinato está de bom tamanho para um dia só!
E lá fomos nós: Zé e eu, e mais atrás trazendo o côco, o seu espírito zombeteiro!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O valor da dor!

Dor! Palavrinha pequena, mas de grande efeito! E coloca efeito nisso!
Uma dor de barriga, por exemplo, tem efeitos catastróficos. Ela sempre tende a piorar quando o banheiro vai chegando mais perto.
Dor de garganta! Putz essa é ruim! E eu tenho gabarito pra falar, já que bati o record da garganta inflamada. Uma infecção a cada 15 dias.
Dor de ouvido! Putz e grila (que expressão bizarra), dor no ouvido é de matar! E o pior é que ela é mais comum em bebês e crianças! Dor malvada!
Acho que minhas inflamações de garganta foram responsáveis por 40% das dores que senti na vida! Depois da operação ainda doeu mais ainda!
Minhas queimaduras no acidente da igreja... Acho que 10%.
Minha queda na piscina mais 5%, nem me lembro se doeu.
Em geral minhas dores físicas sempre foram suportáveis, o ruim mesmo é quando dói o coração! Sim, ta bem, não exatamente o coração, mas dói dentro do corpo, sei lá parece que a alma dói.
Minha primeira grande e relevante dor no coração foi quando, covardemente, mataram minha cachorrinha a Lady. Eu tinha 10 anos, fiquei tão arrasada! Ela era a paixão da minha vida! Na época acho que ela andou matando algumas galinhas e então a mataram.
Lembro até hoje do meu pai me contando, doeu muito!
Minha segunda grande dor foi quando meu pai saiu de casa. Pareciam que estavam arrancando um pedaço de mim. E olha que ele não estava indo embora pra sempre, como foi o caso da Lady, só estava mudando de cidade. Foi o suficiente para doer como se junto com ele tivessem levado meu braço direito.
Anos mais tarde, João Felipe decidiu seguir o mesmo caminho do meu pai e leva embora meu braço esquerdo.
Depois chegou a minha vez de sair de casa, a saudade que eu sentia da minha mãe corroía minhas pernas! Com o tempo você passa a administrar a dor, e aos poucos seus membros vão se regenerando. Até porque mais na frente você vai enfrentar outro tipo de dor e vão levar o que de você? Seu fígado? Seus rins? Não pode né!
Se bem que há um ano e meio levaram meu coração, e o quebraram todinho. A pior coisa é que quando to colando o último pedaço a pessoa volta e faz questão de quebrar novamente! Mas desistir de deixá-lo inteiro jamé!
As dores fazem parte da vida, as físicas e as da alma. E ao mesmo tempo em que doem ensinam! A gente valoriza mais! Seja a amídala ou seu braço direito. Você se valoriza e valoriza as pessoas.
Aí que mora a beleza da vida, tirar da dor o aprendizado e capacidade de se regenerar!
Uaulll linda frase!!! Vou anotar e colocar no site pensador rsrs.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Babalorixá da minha mãe!!!

Será que as mães têm pacto com Pai Ogum Babalorixá ou talvez com a Mãe Dina?!
Parece que tudo dá errado quando fazemos ao contrário do que elas mandam. Ou então experimente mentir para elas! E vá vê o resultado catastrófico!
Eu nunca consegui mentir pra minha mãe, embora tenha tentando com afinco, ela sempre me pegava!
Um dos exemplos foi quando comecei a fumar, na verdade brincar de fumar. Tinha 13 anos e estava em casa com mais duas amigas que já fumavam, e como minha mãe trabalhava à tarde, elas foram lá pra casa para fumar, já que fumavam escondidas. Uma delas estava com o cigarro no fim e eu disse: Deixa eu jogar fora!!! Com todo o “sem jeito” coloquei aquela bituca de cigarro na boca, traguei e disse: “E aí Meni...”
Não deu tempo de perguntar para as meninas se havia feito certo, porque interrompi a palavra “meninas” para dizer MAMÃE!!! Sim, ela havia chegado, misteriosamente, sorrateiramente! Ela chegava em casa SEMPRE as 17:30h, mas aquele dia, o dia do meu primeiro inocente traguinho ela chega as 15:00h! Falei Mamãe com a fumaça saindo da minha boca, me gelei toda, aquele tipo de momento que você desejaria estar em qualquer outro lugar menos ali, com sua mãe fazendo a maior cara de decepção, por ter te criado tão bem, te dado tudo, pra depois te ver fumando com 13 anos de idade! Neste dia chorei, jurei, me descabelei, mas não aprendi, continuei fumando, e minha mãe pegou mais uma dezena de vezes. Lembro de uma final de algum campeonato, haviam colocado um telão na Rua dos Mineiros, em Valença. Acendi um cigarro e uma colega me disse: Ué Vivianne, sua mãe já sabe que você fuma? Eu disse: Lógico que não, mas não tem perigo dela passar por aqui, ela está no trabalho e este não é o caminho dela! Sim, não seria o caminho dela se ela não tivesse o tal pacto com o Babalorixá, porque ao dizer isso, senti uma pequena mãozinha bater em minhas costas, e uma voz dura que eu odiava escutar naquele tom zangado: Para casa agora! Era ela! Minha mãe atrás de mim e eu com a maior cara de cagona do mundo, joguei o cigarro fora e fui jurando que estava só segurando para uma amiga! Acho que não colou! Ela achava meus isqueiros, meus cigarros, me achava nos lugares, até interpretar meus códigos do diário a danada conseguia, cara como ela fazia isso?
Quando eu matava aula ela descobria, quando o João Felipe assinava minha caderneta se fazendo passar pelo meu pai para eu poder sair mais cedo da escola, ela também descobria! Que coisa!
Acho que do alto dos meus 25 anos se tentar mentir pra ela não vou conseguir, posso ter êxito por um tempo mínimo, mas ela sempre descobre a verdade!
Nenhuma vez que a desobedeci aconteceram coisas boas, por exemplo, na minha fatídica queda na piscina, ela havia pedido segundos antes para eu ir tomar banho, mas eu desobedeci e em seguida não preciso contar o que me aconteceu! Ou quando eu tive... Ai que constrangedor contar isso, mas quando eu tive 5 bernes na cabeça foi, com certeza, porque eu não a escutava quando ela mandava eu sair do meio dos bichos, e pior que depois foi ela quem mais sofreu, porque a cada berne arrancado da minha cabeça um desmaio a acometia. A pediatra tinha que parar todo o procedimento para poder acordá-la.
Foram tantas outras conseqüências ruins quando tentei desobedecer a uma ordem dela, e tem aquele famoso exemplo: Filha leva o casaco que vai esfriar! Que isso mãe 30 graus lá fora! Horas depois e você virando picolé na rua! Como acontece isso? Por que pragas de mãe pegam tanto? Sem resposta até o momento, o melhor mesmo é não contrariar!