sexta-feira, 20 de maio de 2011

O buquê é meu!!!


Nunca fui uma menina de namorar, todas as minhas amigas já haviam tido algum namorado, nem que fosse por um mês. Eu não. Durante toda minha adolescência sempre tive casinhos, ficantes, rolos, problemas e aporrinhações. Mas namorado não.

Meu primeiro namoro sério e concreto começou aos 19 anos, não me lembro de ter durado mais de 4 meses. Depois voltei aos casos, ficantes, rolos, problemas e aporrinhações. Assim como na adolescência, durante a faculdade todas minhas amigas tinham namorado. As que não estavam namorando, haviam terminado recentemente. Eram tantos namoros promissores que eu me pegava pensando: Que droga se o buquê do casamento da Manu não der sorte eu to ferrada!
Para quem não conhece a Manu, nem a história do buquê, vou contar:

Manu estudou comigo na faculdade, casou-se no primeiro ano, eu tinha 18 anos, acho que ela também. Algumas pessoas da sala foram convidadas para o casamento, eu uma delas. Foi lindo, ela estava linda, a festa ótima. Bebemos muito ou eu bebi muito, não me lembro bem...

É chegada a hora do buquê, a mais tensa entre as mulheres. As acompanhadas querem pegar com tentativa de pressionar seus atuais parceiros... As solteiras querem pegar, porque... Bem acho que pra ficarem menos deprimidas!

Modéstia a parte, sempre fui especialista em pegar buquês! Meu primeiro buquê foi aos 10 anos, no casamento da manicure da minha mãe. Fiquei tão feliz, pulando com o buquê na mão. Meu sorriso se dissipou mediante aos olhares mortais que recebi das donas encalhadas, elas queriam me fuzilar!

“Não valeu, não valeu! Joga de novo, joga de novo! Ela é só uma criança” – Gritava o coro das solteiras ensandecidas.

Pressionada, a noiva veio em minha direção com um sorriso amarelo e me tomou o buquê. Minha mãe não deixou eu entrar na disputa novamente. Fiquei sentada na mesa observando com uma raiva danada daquelas encalhadas, que nem pra pegar buquê tinham talento, quanto mais um marido!

Voltando ao casamento da Manu. Uma dica: quem quer pegar o buquê tem que ficar na frente, a noiva nunca joga longe demais, as mulheres não tem força pra isso e geralmente já beberam um pouco... Mas esse não era o caso da Manu, porque até onde eu sei, ela não bebe!

As mais desesperadas, Samara e eu, solteiras convictas, nos posicionamos na frente! Pensei por um minuto, perdi! A Samara é bem mais alta que eu: vai pegar! Me concentrei e fiquei olhando só pro buquê, até que... peguei!!!

“Ei Samaraaa, solta!!! Eu peguei!!!” gritava eu, parecendo muito com aquelas encalhadas que vi no casamento da manicure.

Samara falava entre dentes: “Não vou soltar, não vou”

Agora julguem como quiserem, mas eu peguei o cabo do buquê, já Samara pegou as flores!!! Quem pegou afinal? Lógico que foi eu!!!
Samara soltou, eu fiquei bastante feliz com o meu buquê e pensando agora falta pouco!

Quando terminei a faculdade conheci uma pessoa, fomos morar juntos, felizes e apaixonados. Me lembrei do buquê da Manu, cheguei a enviar um recado pra ela dizendo que o buquê havia me dado sorte! Ai que vontade de rir!!!! Mal sabia que da mesma forma do buquê, os relacionamentos murcham e o meu não teve outro destino!

Mas da mesma forma que as flores murcham e crescem novamente, eu cresci... E como diria nossa querida Cecília Meirelles: Voltei inteira! Pronta pra pegar outro buquê... Logicamente um buquê que dê mais sorte ou então que dure mais ou quem sabe ainda que me faça sofrer menos!

Há um ano atrás meu irmão se casou! Quem diria João Felipe, meu Fefe, casado! Sim senhores e um ótimo marido, diga-se de passagem! O casamento foi lindo, a festa também... Novamente não me lembro muito dos detalhes porque havia bebido um pouco.

É chegada a hora do buquê, fiquei pensativa, será que valeria a pena passar por tudo aquilo novamente? Não, não, quero mesmo é pegar o sapo! Agora nos casamentos eles jogam ursinhos de sapo ou de Santo Antonio, enfim não tinha intimidade na disputa do sapo e acabei perdendo...

Agora sim, o famigerado buquê! Não, não vou pegar! Vou ficar aqui na minha, deixe pra outra pessoa que nunca pegou... Eis que a noiva lança o buquê e ele cai nas mãos de um menino de uns 08 anos, que estava bem atrás dela! As solteironas ensandecidas (presentes em todo casamento) fizeram coro do não valeu! O menino não tinha mesmo interesse no buquê e o jogou pra longe! Sim, se vocês pensaram que o buquê veio parar exatamente na minha mão, pensaram certo! Será um destino? Será um sinal?

Até agora nada... Quando eu tinha 15 anos achava que com 26 eu já teria uns dois filhos! Afinal foi assim com a minha mãe! Hoje aos 26 anos continuo na mesma situação da minha adolescência: casos, ficantes, rolos, aporrinhações e problemas. Sinceramente? Se todos os relacionamentos promissores de todas as minhas amigas tanto de adolescência, quanto de faculdade tivessem evoluído para um casamento, acho que eu estaria mais desesperada, mas como estamos todas no mesmo barco, solteiras convictas e assumidas, fico mais calma!

Achar uma pessoa especial não é tão fácil quanto pegar um buquê. Requer mais talento que isso. Não é apenas se posicionar, empurrar uma ou duas loucas e gritar: soltaaaa! É bem mais complexo, como não sei a fórmula e acho que ninguém sabe, continuo aguardando...Ah mas se por um acaso alguém souber, eu troco por um buquê!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Qualquer semelhança, não é mera coincidência!


Dizem por aí que os cães são o reflexo do dono. Não sei afirmar se os temperamentos se assemelham, mas que a semelhança física é gritante, ah isso é!
Vejo sempre passar por mim uma senhora negra, com os cabelos brancos que anda quase arriando de tão velha, um passo vagaroso após o outro de tartaruga.
Se escorando na bengala, lá vem ela arrastando seu poodle preto, já quase branco de tão grisalho que está seu pelo. Não sei dizer quem segura quem ou quem anda mais devagar. Na metade do passeio, por uma quadra, os dois param para descansar!

Um dia estava passeando com o Zé na rua e ele pulou em cima de uma moça que passava (ele sempre faz isso, elege uma pessoa pra pular e dar uma lambida).
A moça gostava de cães, fez carinho nele e disse: “Nossa vocês são muito parecidos! Até a cor do cabelo é igual!”
Não sei se a intenção dela foi ofender ou elogiar, mas como eu acho o meu cachorro LINDO fiquei muito feliz e saí balançando meus cabelos pela calçada.

Mas será que é só nisso que a gente se parece? A cor dos “cabelos”!

Zé é hiperativo, tudo bem, eu também sou. Da mesma forma que ele late muito quando tá nervoso, eu falo muito quando to nervosa e quando não estou também.

Ele era espanta bolinho quando era pequeno. Na nossa rua havia muitos cachorros pequenos que passeavam com seus donos pela manhã. Os donos acabavam por se reunir num canto da calçada para conversar. Os cachorros se cheiravam, brincavam um pouco e logo deitavam.
Era quando surgia um alucinado cão, puxando sua dona, ou melhor, arrastando sua dona pela calçada. Temerosos os donos dos outros cachorros começavam a se preparar para sair, mas Zé era sempre mais rápido. Pisoteava os cachorros, os virava do avesso, embolava todas as guias, geralmente ainda tomava uma mordida de um Poodle, mas nada que o intimidasse.
A confusão durava pouco, os donos com seus cães rapidamente se dispersavam. E lá ficava Zé e eu, sozinhos na calçada, ele sentava ofegante com sua língua de fora e ficava olhando pra minha cara do tipo: Aonde vão meus amiguinhos???
A dona do Zeca (um Beagle) sempre ia embora dizendo: “Já te disse pra começar logo o tratamento com florais”.

Eu ficava me perguntando: “Florais? Pra mim ou pra ele?” 
O pior é que nós dois acabamos tomando os tais florais, eu antes dele!

Mas espere: seria eu também uma espanta bolinho? Não responda!
Ah acho que não... Não me lembro de ser isolada por algum grupo por pentelhar demais. 
Bem, quando eu era pequena e os amigos dos meus irmãos estavam lá em casa ou meus primos. Eu ficava andando atrás deles para interagir, conversar, mas eles não queriam. Eu chegava, eles saiam, até que eles iam pro quarto e trancavam a porta, eu ficava chorando sentada na porta pedindo pra entrar.

Ah meu Deus, eu também fui uma espanta bolinho! Espero que ainda não seja!

Ah Zé morre de medo de barulhos! Uma chuva já é mais que o suficiente para deixá-lo tremendo de medo! Ele se esconde em qualquer lugar, geralmente embaixo da cama. Eu não tenho medo de barulhos... Assim medo, medo não! Mas receio eu tenho, não do barulho em si, mas de raios, tá eu tenho medo de raios.
Lógico! Mas quem não tem??! Se até o cachorro que não raciocina como nós, sabe que raio é perigoso, não é pra ter medo?
Em uma trilha que fizemos em Ilha Grande pude comprovar meu pavor por raios! Pegamos a maior tempestade que você pode imaginar! Muita chuva, muita lama, muitos raios e muito choro! Sim, entrei em pânico, chorei feito uma criança de 05 anos, queria muito me enfiar debaixo de uma cama e não sair nunca mais!

Acho que temos outras semelhanças além dessas:

Assim como eu, Zé vem dando muito trabalho pra minha mãe nesses últimos meses. Desculpe Mamãe, falta pouco!

Minha carne predileta é a costela de boi (embora eu esteja tentando parar de comer carne). O osso predileto do Zé é o de costela de boi.

Nós dois usamos shampoo e condicionador para cabelos claros. A diferença é que ele usa Sanol e eu Pantenne.

Sempre fui muito carinhosa com as pessoas (pelo menos minha avó sempre disso isso). Zé também é carinhoso, a diferença é que seu carinho é pesado e pode derrubar alguém.

Amamos crianças, bebês e tudo mais. Eu talvez por instinto materno, já o Zé pelo cheiro que elas têm. Não sei se é o cheiro do leite, dos biscoitos ou da fralda.

Somos gulosos! Quando eu tinha 04 anos, num Natal na casa da minha avó, cheguei a comer 08 pastéis (eram médios tá bem!) de uma vez só! Até hoje nos almoços de família sou sacaneada por conta disso! Zé uma vez comeu 07 bifes (eram grandes tá) de contra-filé cru, que eu ingenuamente, deixei em cima da pia! Ele comeu todos os bifes e foi pra sala todo feliz, lambendo os beiços. Só desconfiei quando vi uma gotinha de sangue em cima do focinho dele!

Ta bom vai! Já me convenci, temos mais em comum do que eu imaginava!
Mas além das semelhanças físicas e psicológicas, há a semelhança sentimental, que com certeza é maior de todas. Amo aquele bode louco e tenho certeza do enorme sentimento dele por mim! 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sessão Nostalgia

Estava eu ontem no ônibus, voltando para casa e de repente me veio à cabeça uma música da época da minha infância:
 “Não quero cenouras, ervilha ou rabanete, para enfeitar meu ramalhete...”
 Um trecho da primeira música cantada no Filme/ Musical “A Princesa e Gnomo”. Desde então comecei a lembrar de muitos outros filmes, séries e desenhos que fizeram parte da minha infância. Mesmo grande parte disso sendo lixo cultural, todos estão dentro da minha caixa de nostalgias!
A música que coloquei aí em cima não saiu mais da minha cabeça, cantarolo o tempo todo (não queiram me ouvir cantar, é um castigo até pra mim).
 Engraçado esse negócio de cantar, né? Quando a gente está cantando, por mais que seja desastroso, até que soa bem aos nossos ouvidos... Por exemplo: acho que eu arraso cantando as músicas da “Bela e Fera”, alguém sabe alguma? Faço as vozes da Bela, da Fera e do Gaston! Decorei todas as músicas de tanto assistir ao filme. 
“Ohhh ele está mudado. Claro que ele está longe de ser, um príncipe encantado, mas algum encanto ele tem, eu posso ver...”
“A dama e o vagabundo” também rodou muito em nosso vídeo cassete. Aliás, foi deste filme que veio o nome da minha primeira cadelinha a Lady (que ela esteja em paz). Aluguei esse filme pela ultima vez aos 08 anos, mas quando coloquei a fita pra rolar, apareceu uma vagabunda, não o vagabundo... O cara da locadora colocou um filme pornô no lugar do meu desenho! Rafael me jogou pra fora da sala e convidou João Felipe e um amigo para assistirem ao filme.
 Mas voltando aos filmes infantis:
Alguém sabe me responder o porquê de uma criança assistir 10, 20, 30, 100 vezes a mesma coisa sem cansar? A tal ponto de saber decorado as falas, as músicas, ter toda a cena na cabeça. Ou será que este é um problema individual meu? Teria sido eu uma criança problemática e hiperativa a tal ponto, que quando me interessava por alguma coisa assistia incessantemente por um milhão de vezes?
 Tenho na memória os filmes que meu pai era obrigado a alugar todos os dias. Na verdade ele só passava na locadora para renovar a fita e não pagar multa.
“Chico Bento Oiá Onça”, acho que esse é um dos clássicos da minha infância! Seguido pelos já citados “A Princesa e Gnomo”, “Bela e Fera” e “A dama e o vagabundo”.
 Não menos assistidos foram: “Lua de Cristal”, sei as falas da Xuxa até hoje.
 A mãe dela perguntava: “Você quer cantar na festa da escola Maria da Graça?” E ela respondia: “Quero!” Emocionante! Mas tadinha, nunca conseguia... Ela morria de medo de cantar, no fundo ela devia saber que era um desastre!
  Xuxa em sua aula de canto: Sefuxipá, sefuxipá, sefuxipá...
 Ela cantou Bem-te-vi e o professor disse que ela tinha uma linda voz! Devia ser por isso que eu pensava que cantava bem! Porque, sem sombra de dúvidas, eu cantava Bem-te-vi melhor que ela!
 Nesta super produção, contamos com ilustres participações de Duda, Serginho Malandro, Paquitas e Paquitos, além dos nada saudosos Miquinhos Amestrados!!! Alguém lembra?
 A maior loucura desse filme é o Serginho Malandro em uma motocicleta caindo aos pedaços, entrando no Túnel e saindo na praia, vestido de príncipe em um cavalo branco! Se bem que é páreo duro pra cena que a Xuxa canta e a plantinha solta uma fruta que parece um mamão ou seria maracujá? Quanto apelo lúdico!
E “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”???  Eu chorava, queria o Xuxu de volta a qualquer custo!
Alto astral tudo é lindo! Alto astral tem um sorriso, alto astral ilumine o meu cristaaalll!!!! Ou, ou, ou, ou, ou, ou, ou, ou
Tirando é claro a lagarta Xica, que aqui pra nós, nada mais era que um pênis travesti!
“Casamento dos Trapalhões” eu curtia muuuito!!! Nunca entendi como o Dede e o Didi davam aqueles mortais e cambalhotas, mas João Felipe e eu sempre imitávamos a apresentação que ele fizeram no filme na varanda lá de casa.
 E “Sonho de Verão”??? Adorava!!! Ainda mais na parte da música: “Chiquito quer ser meu paquito me diga que sim!!!”  Pensando bem a história não tinha o menor nexo!
“Deu a louca nos monstros”! Um clássico do terror infantil! De lá surgiu a idéia de montar nosso Clubinho dos Monstros! Só entrava quem conseguisse pegar 5 tanajuras!
 Chaves e Chapolim pra sempre! Sem pra palavras pra descrever um seriado que me arranca profundas gargalhadas até hoje! E afirmo: quem não gosta ou não acha graça, não conhece nada de humor!
 Não posso falar em série sem lembrar de “Punky, a levada da breca”: Nunca mais eu vou dizer que essa vida me aborrece, Punky, deixo pra fazer resolver só pra ver o que acontece, Punky, a menina que ilumina, toda vez que a gente vê, ainda tenho muito que aprender com você!!! Um jeitinho que amolece um coração de ferro...
Me digam, por favor, só eu sei cantar essas músicas???? Devo ter algum problema!!!
 Só para registrar, o meu pra sempre herói: cavalo de fogo! Sim, eu sempre quis ser a Princesa Sara!Me levem pra Darsham!!!
Pra fechar, não poderia faltar o meu preferido, clássico dos clássicos da Sessão da Tarde: “Elvira a Rainha das Trevas”. Juro que ainda vou descobrir como ela fazia aquela chacoalhada com os peitos!
 Ta certo que a maioria das coisas que eu assisti na infância não eram assim tão pedagogicamente corretas. Aliás, Xuxa é o que há de menos pedagógico no mundo!
Mas mesmo o mestre dos magos sendo do mal, mesmo que a rainha dos baixinhos tenha bombando na pornôchanchada, mesmo que o Bozo tenha cheirado toda a cocaína do mundo... Tenho saudade desse lixo que eu consumi e por isso hoje divido tudo isso com vocês!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vigiado por vizinhos fofoqueiros!

Segundo o dicionário a palavra vizinho significa: “Indivíduo que reside perto de nós”, mas na minha humilde opinião alguns vizinhos significam: “Vigilantes por 24 horas”!

Da minha fase de criança até meus 16 anos minha vizinha sempre foi a vovó. E não que ela seja fofoqueira, longe disso, mas ela estava sempre zelando pelo bem estar dos netos. Logo, qualquer berro mais elevado ou grito de dor o telefone tocava e era ela querendo saber o que estava acontecendo. Com certeza era Rafael batendo em João Felipe ou João Felipe batendo em mim ou Rafael batendo em nós dois!
Às vezes o problema esquentava tanto que eu mesma ia até a casa dela pedir ajuda: “Vovó me ajuda, o Rafael quer me bater!!!”, e como uma boa avó e vizinha, minha mãe ficava sabendo de tudo quando chegava do trabalho.

Quando mamãe e eu mudamos para o apartamento depois que todos se mudaram para o Paraná, tive vizinhos estudantes. Não me lembro o nome deles, sei que faziam Medicina. Um dia, em um carnaval, chegando as 7 da manhã de um Bloco do Pijama em Rio preto, fui tentar, educadamente, ajudar meu vizinho a abrir a porta do apartamento, porque ele não conseguia! Infelizmente eu também não consegui, não acertava o buraco da fechadura de jeito nenhum, éramos dois bêbados no corredor rindo um da cara do outro.

Mas vizinhos, desses que honram o cargo de vizinhos, ah esses só tive no saudoso e pacato bairro da Vila Carli, na cidade de Guarapuava – PR. Tenho certeza que ninguém teve ou terá vizinhos como os meus!

As casas tinham muros baixos, logo podíamos ver todo o quintal de nossos vizinhos e eles o nosso. Muitas vezes eles enxergavam dentro de nossa casa. Como era o caso da minha vizinha de fundos, que não podia me ver na cozinha e corria pra bater papo.

Na primeira semana morando lá escuto palmas no portão, era Felipe, um dos 4 filhos do Sr. Odilon da casa da frente.
“Tarrrdeee”, disse o garoto com seu sotaque paranaense, “Tem 3 ovo pra emprestar?”. Sim ele disse 3 ovo!

Me perguntei, por um momento, quem era aquela criança ali parada me pedindo ovos e antes que eu pudesse perguntar ele disse que morava na casa da frente e a mãe dele estava precisando “dos ovo” para um bolo. Como política de boa vizinhança dei os ovos a ele. Mas gente!!! Como aquela mulher fazia bolo, toda semana Marcelo (o filho caçula) e Felipe batiam  lá em casa atrás de 3 ovos, tava quase criando uma galinha!

Marcelo também é muito inesquecível! Ele adorava falar meu nome, gritava o dia todo VIVIANEEEEE e quando estava com seus amiguinhos obrigava a todos a gritar meu nome, quem não falasse comigo tomava cascudo dele: “Fala oi com a ViviannEEE”, dizia ele irritado.

Quando lançaram as figurinhas de cachorro da Elma Chips, tive a infeliz idéia de dar ao Marcelo algumas, ah se eu pudesse voltar atrás, parece que estou escutando aquela  voz fininha gritando no portão:

ViviannEEEEE, tem figurinha do cachoRo pra dá???


Pior foi ele espalhar para as crianças da rua que eu ViviannEEEE, tinha muitas figurinhas de cachoRo pra dar!

Eu chegava da faculdade tensa e logo vinham 4 ou 5 crianças junto com o Marcelo gritando atrás de mim.

Um dia ele estava lá em casa brincando com Hera e Gioconda (cachorras do Rafa) e perguntou se elas tinham PURGA, porque o cachorro dele estava com PURGA.

Fiz aquela cara de Meu Deus, o que esse menino está falando?! É cachoRo, é Purga...
“Marcelo querido, por favor, não é purga que se fala, é pulga! Repete comigo PULGA!”

E Marcelo com muita propriedade respondeu: “Você está errada ViviannEEE, Pulga é uma coisa, Purga é outra”

Vivendo e aprendendo com Marcelinho, purga para eles é bicho-de-pé!

Sr. Odilon (que Deus o tenha) chefe daquela engraçada família, passava o dia todo sentando em um sofá na varanda olhando pra minha casa. Acompanhava quem entrava e quem saia, todas as brigas que tínhamos etc.
Numa tarde, bate a nossa porta um vendedor de panelas. Rafa se interessa por uma delas e resolve comprar. Sr. Odilon se aproxima, observa o ato da escolha e da compra da panela e mantém os olhos fixos em Rafael, que acaba perguntando: “O que você quer?”

Sr. Odilon sem titubear solta:

“Por que ao invés de comprar panelas, você não compra blusas e para de pegar as roupas de seu irmão?”

Gente, só uma coisa a dizer: Vigiados por vizinhos fofoqueiros!

Para fechar com chave de ouro não poderia faltar a loura da esquina, ela trabalhava numa casa noturna, dessas de mulheres de família, sabe?

Eu estava colocando o lixo para fora e ela estava passando. Ela ficou parada me olhando e começou a acompanhar meus movimentos, abaixei para colocar o lixo no chão e ela abaixou junto, não queria, mas tive que perguntar: “A senhora precisa de alguma coisa?”

Ela deu uma risada sem graça e disse: “Minha amiga disse que um dia você ainda me bate”.

Jesus! Que droga havia tomado aquela mulher? Ou será que fazer muito sexo em uma noite só da algum tipo de onda?

“Desculpe, não estou te entendo”, disse eu já abrindo o portão para entrar em casa.

“Eu acho o seu marido muito bonito e as vezes olho pra ele, mas é só amizade. Aí minha amiga disse que qualquer dia você vai me bater”, disse a loura de família.

“Marido? Eu? A qual dos meus irmãos você está se referindo: João Felipe ou Rafael?”

“O Rafa é seu irmão? Oba!!!” saiu a loura saltitante.

“Boa Tarde para você também vizinha e boa sorte com o Rafa” disse eu fechando o portão!

Saudosa Vila Carli!

Hoje em dia posso parafrasear Zezé Di Camargo e dizer:

“Meus vizinhos eu nem sei quem são”! Sorte ou azar???

Acho que é sorte, os porteiros já cumprem o papel de vizinhos com muita competência!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nada é tão ruim, que não possa piorar...

Outro dia indo para o trabalho presenciei uma cena de dar pena. Um homem pedalava sua bicicleta, que estava pesada, cheia de mercadorias, embaixo de um sol de (embora fosse manhã) de uns 30°. De repente, ele perde o equilíbrio e caí da bicicleta e por conseqüência toda sua mercadoria também. O problema é que ele estava no meio de uma pista de mão dupla e a maioria dos carros não pararam pra esperar o pobre homem recolher suas coisas.
Assim é a vida! Nada é tão ruim, que não possa piorar...

Uma vez João Felipe e eu combinamos uma festinha, minha mãe ia para uma festa e a casa seria nossa. Todos os convidados tinham idade entre 14 e 16 anos, com hormônios em ebulição e nada na cabeça.
Compramos comidas, vodkas, cervejas, vinhos e tudo mais que tivesse álcool, juro que por minha “sorte” não bebi aquele dia!
Já citei aqui sobre o babalorixá da minha mãe não é? Ela nos disse que chegaria de madrugada e surpreendentemente retornou às 23:30h. A primeira coisa que ela viu quando abriu a porta da sala foi um casal se beijando no canto da estante, mas ufa, deu tempo do João Felipe isolar todas as garrafas de bebida para o terreno baldio que ficava ao lado da nossa casa. Pronto! Era uma festinha de adolescentes com comidas e refrigerantes, todo mundo disfarçando: “Oi Tia, tudo bem?”, “Pois é mamãe, resolvemos reunir o pessoal pra comer alguma coisa aqui em casa”.

Embora minha mãe tivesse com a maior cara de desconfiada, tipo policial quando ta dando uma “dura”, tudo corria bem, até... Até uma das minhas amigas começar a vomitar no banheiro de empregada! Ainda estaria tudo certo, uma pessoa passar mal é absolutamente normal, até... Até outra amiga minha vomitar na varanda... A coisa estava piorando, mas quem sabe poderíamos dizer a mamãe que elas haviam bebido na rua, antes de chegarem a minha casa, até... Até outra amiga desmaiar no meu banheiro de tanto vomitar, ela teve que ser retirada no colo de dentro do box , era praticamente um coma alcoólico.
Tudo já estava péssimo, o frio corria pela espinha, a cara da minha mãe já dava vontade de sair correndo, mas ela entenderia aquilo tudo até... Até acabar a água da minha casa... Todos os banheiros vomitados, varandas vomitadas, João Felipe e eu enchendo baldes de água na piscina para tentar limpar um pouco do caos, até... Até que minha mãe acha uma garrafa de vodka embaixo da mesa. Sua fisionomia ficou tão estranha, odiava ver aquela cara, do tipo seu castigo será eterno, tudo bem que nunca foi. Minha mãe nunca nos castigou, como pedagoga sempre achou melhor conversar, mas a cara que ela fazia já era um castigo. Aquela cara do tipo decepção eterna... No dia seguinte acordamos cedo para recolher a bagunça, João Felipe foi para o terreno baldio recolher as garrafas de bebida que foram, sem exceção, direto pro lixo!

Um dia peguei com carona com meu ex-namorado pra ir a Valença, pegamos carona, porque fomos Zé e eu. Ele estava com um carro cheio de problemas, que havia comprado para revender em Valença. Quando nos encontramos ele havia acabado de trocar o pneu do carro e disse: “Tomara que não fure outro porque estou sem macaco”.

Como carona a gente não questiona, entrei no carro com Zé e lá fomos nós. Pegamos um engarrafamento monstro da Lagoa até Nova Iguaçu, mas pelo menos o carro andava. Estávamos na Dutra na altura de Queimados quando a lei de Murphy agiu, outro pneu furou... Queimados, nove da noite, breu total, ligamos uma, duas, três vezes para o socorro da Nova Dutra e eis que chegam ao mesmo tempo 3 carros para nos socorrer.
Enquanto 4 homens faziam uma força descomunal para tentar arrancar o pneu do carro que pra piorar estava agarrado, eu fazia uma força descomunal para segurar o Zé que estava querendo correr nos canteiros da Dutra.
Sem sucesso na retirada do pneu fomos rebocados para borracharia mais próxima. Já eram onze da noite, frio de julho, fome de retirante e cansaço de escravo. Feita a troca do pneu seguimos viagem, agora é só subir a serra e casa!
Ledo engano, na subida da serra o carro ferve, ficamos parados em uma curva. Meu já amigo Felipe, telefonista da Nova Dutra nos aconselhou a sair do carro por segurança. Saímos e fomos andando até uma daquelas vendinhas para conseguir água, Zé foi me puxando Serra abaixo e graças a Deus fomos atendidos por um senhor simpático que nos cedeu algumas garrafas de água. Quando conseguimos fazer o carro funcionar chegou nosso já conhecido socorrista da Nova Dutra, que deve ter pesando: “Que peleja vivem esses dois”!
Pensamentos a parte seguimos viagem, quase uma da manhã chegamos a Piraí quando o carro: ferve outra vez e não liga mais.
Um frio desesperador, fome, cansaço, madrugada e ainda mais com o cachorro louco.
Paramos o carro perto de um bar, e como de médico e mecânico todo cachaceiro tem um pouco, saíram vários homens de lá para diagnosticar o problema do veículo.
Ouvi muitas vezes a palavra ventuinha e confesso já estava odiando essa peça, sem ao menos saber pra que serve. Não havia mecânico, não havia táxi, não havia hotel que abrigasse um cachorro, e não havia casaco, já tinha congelado.
Até que um dos bêbedos se oferece para nos levar até Valença: “Eu levo vocês e a criança em Valença, fiquem tranqüilos!” A criança a qual ele se referia era Zé, que dormia no banco de trás.
Aceitamos sua proposta, até porque era única coisa que nos restava. Quando tirei Zé do carro o olho do homem esbugalhou, parecia que tinha hipertireoidismo, dei um sorriso amarelo e disse: “Ele é quase uma criança mesmo!”

Além da máxima que tudo pode piorar, meu professor de matemática Bororó também profetizava algumas sábias palavras: “Tudo da certo no final, se não deu certo é porque ainda não é fim”

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quando o dia tem cheiro de festa!!!!

Para quem não sabe, no dia 15 de janeiro de 2011 às 14:55h da tarde completo 26 anos (Gsuis que velha)! Segundo o site Personare sou capricorniana com ascendente em gêmeos. Me identifico muito com os dois signos, tenho a chatice de capricórnio e a espontaneidade de gêmeos.
Minha chegada não foi inconveniente, nasci a tarde, depois do almoço. Meus pais sempre disseram que eu fui um presente, na verdade todo o filho é, mas no meu caso foi diferente. Antes deu nascer minha mãe teve uma gravidez de gêmeos, da qual nasceram João Felipe e Ana Paula. Infelizmente ela morreu 9 dias depois, então eu vim como a menina que faltava, uma coisa assim...  Por isso, tantas vezes citei aqui, que eu não sou gêmea do João, mas é como se fosse. Nasci 1 ano e dois meses depois dele, já comentei também como papai gosta de fazer filhos, não é?

Sempre gostei de fazer aniversário. Não só pela festa e pelos presentes, mas por tudo. Gostava quando o João colocava a música do Balão Mágico com participação mais que especial do Fofão, que dizia: “Quando o dia tem cheiro de festa, ser feliz é muito bom, sonhos brilham no meio da testa, bate forte o coração. Quando chega a hora do bolo, todo mundo dá as mãos, enche o peito e sopra as velas, feito um furacão: Fuuuuuuuuuuuuuu”.
Ta certo que esse “Fuuuuuuuuuuuu” final era o efeito sonoro que a gente vazia. Nossa!!! Consigo ver o João Felipe me puxando para sala da frente, colocando o disco no vinil e me dando de presente a pipoquinha Kroquero, sabe aquele rosa? Na mercearia no Tio Luis devia custar uns R$ 00,20, na época eu acho que ainda era cruzeiro, não me lembro mais. O fato é que ele me dava o presente e ele mesmo comia, deitávamos os dois na minha cama e devorávamos o pacote em minutos. Pode-se dizer que de todos os presentes que ganhei na infância, a tradicional pipoquinha foi a mais inesquecível. Na verdade o tapa que o Rafael me deu quando eu fiz 10 anos também marcou. Adolescente malvado, ainda disse assim: Olha seu primeiro tapa de 10 anos, chorei muito.

Nessa mesma época eu ficava imaginando como seria quando eu tivesse mais de 20 anos. Confesso que me imaginava completamente diferente de como estou hoje. Me via casada, até fiz uma tentativa, mas falhou; Com grana, com 4 anos de formada me vejo muito distante disso; Com filhos, filhos?; com um lindo e encantador Golden Retriever, esse até consegui, mas há 3 meses ele mora com a minha mãe!

Sabe o que aprendi no alto dos meus 26 anos? Não faça planos! Tudo sai sempre ao contrário do que a gente planeja, bem pelo menos comigo!

Quando criança sempre achei que eu faria a diferença. Sei lá, seria uma ativista social, ajudaria as pessoas. Seria veterinária, teria uma Fiorino e recolheria os cachorros de rua, os levaria para o meu sítio (sim eu teria um sítio) e cuidaria de todos eles! Enquanto isso a única coisa que eu faço é defender um cachorrinho que estava sendo arrastado pelas patas por um dono bêbado. Que raiva daquele velho! Ainda bem que um homem grandão apareceu bem na hora que o bêbado queria me enfrentar! E o pior que depois de tudo, o cachorrinho ainda partiu em disparada atrás de seu dono carrasco. Eles são moradores de Abraão na Ilha Grande, depois do acontecido encontrei com os dois todos os dias que estive lá. O velho bêbado quase apanha de todo mundo, porque provoca as pessoas e o único que está sempre com ele é seu cachorro, coisas que só um animal faz por você.

Me sinto muito estátua perante aos problemas que me rodeiam, pra quem pensava em ser uma ativista social e ajudar pessoas, estou demasiadamente acomodada.
Como ontem mesmo, no ponto de ônibus perto do meu trabalho no Leblon, lá fica sempre uma velhinha mendiga. Ela é branca, tem os cabelos grisalhos no ombro, bem magra e bem suja também. Ela tem pontos de sujeira por todo o corpo, é horrível falar isso, mas o cheiro dela da ânsia de vomito. E ontem ela evacuou sentada na cadeira do ponto, era só água, foi triste de ver. Ouvi uma garota dizendo pra outra: Chega pra cá, não agüento o cheiro dessa velhinha!
Ela não disse nenhuma mentira, ela fede mesmo e talvez a gente feda mais que ela, de tanto que ficamos estacionados no mesmo lugar, de braços cruzados sem nada fazer pelo nosso próximo.

Ora perdi o foco, se fosse uma redação de vestibular talvez tivesse sido reprovada! Falei lá em cima sobre não fazer mais planos não é? Acho que vou esquecer isso e planejar daqui pra frente me doar mais... Assim quem sabe daqui a 26 anos eu possa celebrar não só um casamento, filhos e dinheiro, mas celebrar por ter feito a diferença na  vida de alguém, nem que seja só um pouquinho!

Obs: Fofão tinha toda razão quando dizia "o dia tem cheiro de festa", mas no caso lá de casa o dia tinha cheiro de cachorro-quente!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Anéis dos Batedores Secretos!!!

Hoje me lembrei de minhas brincadeiras de infância com o João Felipe e tive a certeza que dentro de alguma das minhas caixinhas de lembranças se escondia um dos episódios da Série (que nos dois inventamos) “Os anéis dos Batedores Secretos”. Não me perguntem o porquê desse nome, tudo pura criatividade infantil!


Brincávamos na piscina de casa e resolvemos passar para o papel uma de nossas aventuras. Reproduzirei abaixo, na integra, com erros de português e viagens alucinantes de criança, a primeira grande besteira que escrevi na vida!

Valença, 06 de abril de 1993.

Anéis dos batedores secretos.

Esquema Coringa.

João Felipe e Vivianne foram a mais um grande combate. Se despediram dos pais e foram a casa da Tia China. Ela falou para eles, que o Dragão 2 queria o seus anéis dos batedores secretos. E eles foram.

E lá lembraram que tinhão dados o desquete que tinham todas as pessoas do esquema Coringa para uma baleia chamada Xisca.

Então Vivianne falou:

- Então vamos lá!

E João Felipe respondeu:

- Está bem!

Então eles foram procurar a baleia Xisca e ela falou:

- O Dragão 2 robou o desquete e levou para sua base.

Eles foram até la e pegaram o disquete errado quando estava saindo vários dragõeszinhos os atacaram eles, João Felipe e Vivianne juntaram os anéis e mataram os dragõezinhos.

Eles foram a sua base e ezaminaram o disquete mas ele pegaram um outro disquete.

João Felipe foi lá de novo e pegaram o disquete esaminaram e viram que era o que eles queriam.

Saindo de sua base o Dragão 2 jogou um grande fogo e João Felipe e Vivianne estavam perdendo a força.

João Felipe estava com o disquete na mão e a baleia Xisca deu uma rabada no disquete e ele quebrou matou todos os animais, eles continuavam perdendo a força.

Numa coisa muito milagrosa o disquete se juntou e a forsa deles voltaram. Com um pequeno desmaio quando acordaram viram que estava preso na base do Dragão 2.

João Felipe estava com o disquete na mão ele quebrou o disquete no meio o chão abril eles viram todos os caras que estava no esquema leão, deu uma ventania muito forte e todos os caras do esquema Coringa voltaram para embaixo da terra.

João Felipe estava quaze caindo também só estava segurando em Vivianne e ela falou:

- Não vá! Não vá!

Quando João Felipe caiu o chão fechou e ai ficou tudo bem!

Todos do esquema Coringa morreram!!!



Fim



Agradeço a minha mãe por ter me mantido na escola e a todas as minhas professoras de português pela minha evolução na escrita!

João e eu tínhamos a certeza que nossas aventuras fariam um grande sucesso, mas de certa forma fizeram. Toda vez que brincávamos dentro daquela piscina era um grande sucesso. Um era o super herói do outro!