quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Uma roda viva...

Sinceramente acho um saco escrever sobre temas sérios. Ainda mais aqueles temas que estão em pauta e todo mundo tem um comentário fazer. Mesmo que seja um comentário totalmente sem critério.

Ainda não disparei em qualquer rede social, nenhuma vírgula que seja de tudo que tenho visto acontecer nessa cidade. Confesso que tenho assistido a tudo com uma ponta de decepção. Ver uma cidade tão linda, com pessoas felizes, acolhedoras, que gostam de trabalho e de festa, ser consumida por tiros, bombas de coquetel molotov, chamas, tráfico e corrupção, é no mínimo triste.

O que acontece agora é um reflexo de anos de descaso, má administração, roubalheira... Tiram dinheiro da educação para pagar viagens, festas e altos cargos e agora são obrigados a retirar quantias absurdas para transferência de presos para presídios de segurança máxima!
Chega a ser irônico! Gasta-se mais para manter um indivíduo preso, sendo que, para educá-lo saíria muito mais barato.

Tenho escutado e lido muitas frases que incentivam a morte de bandidos. Não vou discutir aqui o “sexo dos anjos”. Sei que há muitas pessoas pobres e sem oportunidade que correm atrás e conseguem um caminho melhor que o crime. Mas ter o crime tão próximo, te chamando, te seduzindo, te dando chance de ganhar todo o dinheiro que a sociedade em que vivemos nos estimula a conquistar, te dando status, te fazendo ser visto e ouvido... Todos esses fatores não favorecem que um menino pobre, sem estudo, sem orientação, com fome, comece a vender droga pra sobreviver? E depois disso o gosto pelo dinheiro e pelo poder só aumenta...

Se não morrem cedo, como muitos, eles serão presos, ainda crianças. Seria ideal que essas crianças fossem encaminhadas a um Centro de Recuperação. Um lugar onde teriam estudo, acompanhamento psicológico, amor, alimentação, saúde, higiene e acima de tudo Educação. Que a elas fosse dada a oportunidade de ler, de sonhar, de aprender.
Mas nossa realidade é tão diferente! Elas são encaminhadas a centros de Formação de Bandidos. Lá apanham, sofrem abuso sexual, passam fome, tem condições mínimas de higiene, e única oportunidade oferecida a elas é em algum comando, seja ele vermelho, roxo ou rosa.

Sei que muitos dirão: “é porque um vagabundo desses não matou ninguém da sua família”.
Opa, concordo! Acho que qualquer um que fizer mal a qualquer pessoa que eu amo, será foco de toda a minha raiva. Então que matem!

Mas me digam o que fazer com os outros milhares de meninos que estão sendo formados para o crime? Matamos também? Promoveremos então uma chacina em massa?!

Se permitem a minha opinião: incluam nessa chacina os políticos que roubam o dinheiro da educação, também os empresários que demitem um pobre coitado que tem 6 filhos pra criar. Incluam ainda alguns policiais que matam inocentes pelo simples prazer de sangue, incluam as pessoas que votam em políticos corruptos, incluam todos os que gostam de tirar vantagem, incluam os pobres de espírito que não ligam para o sofrimento alheio, incluam, incluam e incluam.

O problema é muito maior que matar bandidos. Trata-se de um problema enraizado, crônico.

Então punam os culpados, dirão outros!

A solução?

Montar um mega coquetel molotov explodir essa P#@$% toda e começar tudo outra vez...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O amor sozinho não constrói...

Outro dia estava conversando com um colega no MSN e ele me disse que seus pais ainda são casados, o que hoje em dia é um verdadeiro milagre. Depois que Claudia Raia se separou não acredito mais em amor eterno.
Ta certo que um relacionamento para dar certo é preciso mais que amor, e sim muita, muita paciência.
No início uma toalhinha em cima da cama é charme, uma pasta de dentes abertas também. Molhar o banheiro todo depois que toma banho e deixar vestígios de barba por toda a pia é fofinho. Mas com o tempo até um “bom dia” torna-se motivo para morte. Talvez o amor não tenha acabado, mas a convivência diária faz com que você não suporte mais ficar ao lado daquela pessoa, e aí que entra a paciência. Entender que as pessoas têm diferenças, que pensam de formas opostas... E que a melhor forma de manter um bom relacionamento é ser flexível.

Mas há quem ache que as relações atuais são muito efêmeras. Eu acho. As pessoas se cansam muito rápido, querem opções, querem sempre novidade. E aí o tempo passa e quando se dão conta estão sozinhas.

Sou freqüentadora esporádica (juro que é esporádico) de alguns botequins que tem entre seus clientes assíduos, velhos casados ou não, barrigudos, fumantes e sem saúde.
Quando olho para os casados fico tentando imaginar a esposa. E quando a imagino sinto uma pena. Ela em casa, sozinha, vendo TV ou fazendo o jantar. Enquanto o velho bêbado está ali, jogando, fumando e cantando as ninfetinhas que passam pela calçada. Mas aí uma luz me ilumina e eu repenso a pena que sinto. Ela quer mais que ele fique no bar, e que volte bem tarde, de preferência quando ela já estiver nos braços de Morfeu. Imagina ter que aturar aquele velho chato, fedendo a pinga e falando varias merdas. Melhor aturar o Toto e a Dona Gema, com aquele sotaque mal acabado que eles inventaram! Falta pouco para o fígado dele estourar e ela colocar a mão em sua pensão, então ela aguarda.

Opa! Mas não falei o que penso quando olho para os velhos solteiros solitários. A maioria deles gosta de menininhas, os que têm grana conseguem, os que não têm ficam na solidão mesmo. Mas deles eu realmente sinto pena. Chegam em casa sozinhos todos os dias, bebem mais, colocam algo no microondas, partem para seus lençóis e roncam a noite toda.
Não sei como conseguem viver tão sozinhos. Eles dizem que adoram, que mulher só trás problema, mas acho que no fundo sofrem. Viver sozinho é chato. Sempre é bom ter alguém para você compartilhar seu dia, sua vida, seus sonhos. O problema é quando você deposita seus sonhos e sua vida nas mãos de outra pessoa, achando que ela lhe guiará sempre, e lhe dará a felicidade constante.

É difícil dizer o que se espera de um futuro relacionamento. Diversas vezes você idealiza a pessoa perfeita, e de repente, se apaixona pelo primeiro imbecil que aparece.

Mas temos que manter pelo menos um nível de seleção, até porque, é com essa pessoa que você dividirá sua vida, ou pelos menos alguns meses.
Uma vez ouvi que as pessoas deveriam se casar com a pessoa que elas gostem de conversar, porque depois de um tempo é somente isso que farão.

Mas quando você começa a imaginar um companheiro ou companheira, no que você pensa?
Um pouco de beleza né?! Se não for bonito (a) que tenha pelo menos uma química muito forte entre os dois, porque isso ajuda muito.
Inteligente! Pra muitas pessoas esse quesito não é importante, mas pra mim é o primeiro deles. Não quero conversar sobre Sócrates, Einstein, Marx e Rousseau, o dia todo. Mas não vem com “concertesa” pra cima de mim não! Por favor!!!!
Senso de humor é necessário também, de preferência que entenda ironias.
Mas há virtudes que faltam em todas as pessoas, inclusive em mim, para se conseguir um relacionamento duradouro. Falta companheirismo, falta ouvir mais, falta “vestir a camisa” de equipe e não ser tão egoísta.
Pensamos tanto em nós mesmos, nas nossas necessidades, desejos e realizações, que nos esquecemos de pensar se a pessoa ao nosso lado, aquela que nos ama, também está satisfeita, também concorda....
O amor pode ser o maior do mundo, mas ele sozinho não constrói.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A saudade bateu forte...


Para quem ainda não sabe, acabo de mudar de apartamento. Minha proximidade com as coisas que já deveriam estar no passado eram constantes, e ao invés de passado, estavam sendo meu presente e meu futuro. Enfim, a questão é que me mudei. Levando de lá muitas lindas lembranças e imensas saudades.
A saudade é ainda mais forte por conta do Zé. Tive que deixá-lo em Valença. Não pude levá-lo comigo. Minha mãe está com ele agora, mas espero ser por pouco tempo...
Então, já que a saudade bateu apertada resolvi escrever sobre ele, digo, escrever mais sobre ele né. Já que o início desse blog deu-se por conta dele.

Olhando seus filhotes, lembro-me de quando ele era somente uma bolinha de pelo. Nosso primeiro apartamento tinha uma cama de viúva, sim era bem desconfortável dormir um casal naquela cama. A cama era muito baixa e o espaço dela para o chão era mínimo, mas o Zé conseguia se enfiar lá dentro quando tomava uma bronca e não havia braço que o tirasse de lá.

Lembro-me de quando minha amiga Karen foi nos visitar e na hora de ir embora escondeu Zé dentro da sua jaqueta. Ta certo que a Karen é grande, mas nesse caso, ele que era um pequeno ursinho.

Estava há um mês com meu celular novo, arrumei minha bolsa e saí para o trabalho. Quando cheguei, procurei meu celular e não encontrei, em seguida liguei para ele para verificar se não estava escondido em algum lugar dentro de minha bolsa, resultado? Fora de área ou desligado! Na mesma hora me veio a imagem de meu ursinho destruidor partindo meu celular novo em centenas de pedaços. Zé desfiou a bateria do celular e com certeza comeu o chip, porque nunca o encontramos.
Ele tinha algum problema com tecnologia, porque também detestava o controle remoto. Quando teve oportunidade o partiu em pedacinhos, mastigou uma das pilhas e a outra desapareceu misteriosamente. Saímos então, como “pais” desesperados com o Zé no colo para tirar um raio-x do estomago. Tinha a possibilidade dele ter engolido uma das pilhas, e o veterinário foi claro: “Caso tenha engolido vai ter que abrir, se não a pilha estoura lá dentro e ele morre”. Uma luta para tirar o raixo-x, Zé não parava quieto, ele herdou um pouco da minha hiperatividade. Nada em seu estomago, Graças a Deus! Quando mudamos de apartamento achamos a pilha mastigada no canto do estrado da nossa cama de viúva. A pergunta é: Como ele conseguiu colocar aquela pilha naquele lugar?

Quando mudamos Zé já tinha um ano, não destruía mais móveis e como o apartamento tinha uma área grande, as vítimas passaram a ser as plantas. Durante seis meses não pude plantar nada, pois ele comia. Depois acho que enjoou. Mas não só de plantas vive o Zé, as frutas são seu ponto fraco. Banana com casca, tomate, morango, abacaxi, casca de melancia. Dos legumes o que ele mais curte é jiló e tem que ser cru, se for direto do pé da casa da vó da Isabel, melhor ainda!

A maneira que ele recepciona as pessoas que conhece é deveras calorosa. Ele late, chora, baba, pula, morde, e às vezes atenta ao pudor. Não posso falar o nome, mas quase estuprou uma amiga minha uma vez. Foi muito constrangedor.

Ele é ansioso e hiperativo, qualquer semelhança não é mera coincidência. Acha que tem tamanho de Pincher e tem atitudes de vira-lata. Não se mistura com goldens, a não ser que seja uma fêmea no cio. Caso o contrário ele gosta mesmo é de brincar com vira-latas. Tenho certeza que ele acha os goldens muito playdogs.
Quando sente medo parece uma criança, já perdi as contas das vezes que tive que tirá-lo de dentro do chuveiro ou das vezes que ele pulou em cima da cama com medo do barulho de fogos ou de tiros. Pra isso ele é muito cagão. Já para enfrentar outro cachorro, ixi, aí é complicado. Nenhum macho pode olhar torto pra ele, a não ser um São Bernardo que vai à Praia do Diabo e tem o dobro do tamanho dele. Um dia ele foi todo cheio de si pra cima do cachorro, que só levantou as orelhas. Mais rápido do que tudo, Zé colocou o rabo entre as pernas, literalmente, e veio correndo pra trás de mim, do tipo: “Mãeee me protege”.

Quero que a semana passe depressa para que eu possa curtir o meu Bode Louco, a saudade bateu forte!

"Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?"
Marley e eu

Zé!Será por pouco tempo! Te amo!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um apelo a São Francisco de Assis!!!

Estava pronta para começar a escrever quando recebi um email pedindo assinaturas para ajudar os cavalos. Sim os cavalos, aqueles lindos animais, que desde os mais remotos tempos ajudam os seres humanos racionais com todo e qualquer serviço. Mesmo assim, o ser humano racional os trata como... Nem sei dizer como são tratados.

Não vou postar as fotos aqui, porque são fortes demais. Alguém pode dizer: Ah isso é foto montada!

Antes fosse! Já ouvi histórias e infelizmente pude presenciar os maus tratos, não só aos cavalos, mas a vários tipos de animais.

Outro dia mesmo, escutei um homem dizer que na fazenda do tio dele comia-se carne de cavalo. Cortavam as pernas do bicho e o deixavam sangrar até morrer. Ele disse que a carne era ótima, mas dava até uma tristeza ver o bicho gritar tanto (que bonzinho não!): Até lágrima saia dos olhos dele! Mas quem mandou ter a carne boa né! E pra ficar boa tem que matar assim!

Nem quero dizer o que sinto por esse tipo de ser humano. Animais sentem, animais amam! Eles só não inventaram o dinheiro e as bombas atômicas! Mas eles sentem dor, cede, fome!

Nós como seres pensantes tínhamos que fazer por onde! To de saco cheio de ver vídeos sobre rodeio, ver aqueles homens burros machucando bezerros, cavalos, bois como se fossem objetos, como se deles não saísse sangue!

Fico revoltada com as pessoas que pegam cães ou gatos e quando estes adoecem os abandonam a própria sorte. Seja em rodovias movimentadas ou então dentro de sacolas em cima de arvores! Ou ainda, uma louca que joga filhotes de cães dentro de um rio e os vê morrerem afogados sem nada fazer!

Como diria meu grande e evoluído amigo Kiko: Ah seres humanos!

Todo dia somos bombardeados com tanta maldade, que os exemplos se confundem em minha cabeça!

A foto de dois garotos retardados que matam cães com fio nylon e o exibem para uma câmera como se aquela atitude fosse sensacional! Quem educou essas crianças? Com certeza o maior vilão dos desenhos animados não seria capaz de tamanha maldade.

Mas refletindo... Quem faz com sua própria raça não fará com uma raça diferente?!
Uma raça que estupra bebês, queima pessoas vivas, dispara por um real, arrasta uma criança presa a um carro por vários quilômetros...
Uma raça dessas é capaz de tudo, é capaz de queimar cavalos, abandonar cachorros, torturar, massacrar e destruir qualquer espécie que quiser. Se tudo isso ainda fosse uma tentativa de sobrevivência da espécie, mas não, tudo por conta da maldade que é inerente ao ser humano.

Na próxima encarnação, por favor, quero ser uma planta!

"Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... DEUS quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida." (São Francisco de Assis)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A sorrir eu pretendo levar a vida!

Manter um blog atualizado não é tão fácil quanto eu pensei que fosse. Só publico histórias que eu mesma goste de ler várias vezes e ache graça várias vezes. Apesar de que as coisas não precisam ter muita graça para que eu ache engraçado.
Certa frase diz que: “rir de tudo é desespero”. Bem, não no meu caso. Ok, ok, Nelson Rubens, quando estou nervosa e desesperada não paro de rir. Mas rir, sorrir, manter a boca arreganhada e mostrando todos os dentes é pra mim um: hábito, mania, vício. Sou dependente de sorrisos e gargalhadas, mesmo que sejam nas horas mais impróprias.

Meus ataques de riso são constantes. Nos lugares onde no máximo sorrisos seriam bem-vindos, minhas gargalhadas já ecoaram! Exemplos? Missa, reuniões, palestras, salas de aula...

Lembro de um debate entre candidatos a reitoria da faculdade que fui com uma amiga, a Fish. Não éramos obrigadas a estar ali, não pertencíamos a nenhum lado, nem chapa. Aliás, nem havia muitos alunos, a maioria eram partidários e interesseiros. Estávamos ali pela simples vontade de estar. Entramos, ocupamos as ultimas cadeiras, e cinco minutos depois do inicio do debate, inclinei minha cabeça para direita, a fim de perguntar para Fish se ela estava sentindo o mesmo cheiro que eu. Juro que não me lembro agora qual cheiro era exatamente, mas não era de peido, acho que era de tinta. Não sei o que houve naquele momento, se tinha um gnomo invisível fazendo cócegas em nossos pés, mas o fato é que, antes que eu falasse qualquer coisa explodimos numa gargalhada sem fim! Estávamos sóbrias e não tinha nem vestígios de THC em nosso organismo. Não sei explicar porque foi preciso a gente se retirar do local para parar de rir. Foi vergonhoso eu sei!

João Felipe e eu tínhamos muitos ataques de riso. Passávamos o dia todo inventando besteiras para rir. O mais estranho é que a maior parte dessas besteiras fazia muita gente rir!
Poderia citar alguns exemplos, mas acho que poucas pessoas irão entender e me julgarão demente.
Muitas coisas na vida só são engraçadas pra quem viveu, quando você conta e o espectador fica te olhando com cara de “já acabou?”, “ah tá, legal”. Eu sou do tipo que conto rindo e quando termino de contar continuo rindo e geralmente a pessoa que ouviu acaba rindo também, mesmo não tendo a mínima graça!

Existem situações que não são engraçadas quando acontecem, mas depois que o tempo passa da até pra rir! Geralmente naqueles momentos desesperados, em que você está prestes a cortar os pulsos, vem aquela voz do além, que deveria ser gravada por uma locutora especialista em alta ajuda, que diz: Calma querida, você ainda vai rir disso tudo! Aí você pensa: E você vai rir junto comigo, mas banguela, porque vou te dar uma sapatada na boca se continuar falando essas merdas confortantes pra mim!
Mas a voz tem razão, as coisas passam, passam, e você acaba rindo mesmo!

Já tentei me tornar uma pessoa mais séria, mas não consigo! As pessoas confundem muito o fato deu gostar de sorrir com “forçação de barra”. Mas creiam em mim, sempre é espontâneo! Até porque sou muito sincera para conseguir fingir qualquer coisa. A não ser que eu esteja PÉSSIMAMENTE MAL, aí sim, meu sorriso apaga completamente!

Posso concluir que não tenho vocação para tristeza! Pessoas que levam a vida muito a sério e que cultivam infelicidades me cansam!
Exagero nas piadas tentando achar graça em tudo, porque tenho a certeza de que é sempre melhor rir da vida, do que ela rir de você!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Podres sentimentos cultivados!

O ser humano possui sentimentos e atitudes que pra mim são insuportáveis. A começar pela inveja. Não há no mundo um sentimento tão desprezível quanto esse. Gostaria de poder não sentir a inveja das pessoas, mas sinto. Estranho, né? Não que eu seja uma pessoa muito invejada, mas eu reconheço com facilidade um invejoso. Seus olhares perdidos, seu incomodo por ver o próximo conquistar algo que ela não consegue conquistar, ou que, na maioria das vezes, nem tentou.
A inveja corrói, apodrece, você passa a vida toda cobiçando tudo dos outros, e você mesmo não conquista nada. Logicamente há a invejinha inocente! Como aquelas do tipo: quem me dera tivesse o corpo da Cléo Pires, ou então, como eu queria ser completamente desprendida de coisas materiais como Chico Xavier. Mas há aquela inveja corrosiva, que quando a pessoa te lança um olhar chega a dar medo! Dá aquele arrepio, misturado com um tremelique, que chamo erroneamente de descarga do corpo!

Para ilustrar, uma das mais sábias citações sobre a inveja: “A inveja mata os impuros de coração” (KEY, Kelly/2001)

Outra coisinha que repudio no ser humano é a tal da injustiça, seja ela cometida a qualquer espécie, raça, idade, cor, etc. Chego a tremer de raiva quando presencio uma injustiça.
Há algum tempo atrás saindo do trabalho, presenciei uma triste cena, protagonizada por uma atriz de quinta categoria. Uma velha feia que acha que só porque possui um pouco de dinheiro, pode tratar os outros como lixo. Ela é proprietária de alguma sala do prédio onde trabalho e estava simplesmente humilhando o porteiro. Lógico que o problema dela não devia ser com ele, mas pessoas frustradas agem assim... Não consegui ficar calada diante daquela cena, então quando eu estava quase saindo do prédio, olhei pra trás e exatamente na mesma hora, ela me olhou. Foi a minha chance, não hesitei e soltei: Velha Louca! E fui embora bem rapidinho, não riam, sei que não tenho talento para brigas, então soltei uma ofensa e corri. Sou como aquelas crianças que falam: Boba! E em seguida dão língua.

Domingo passado eu interferi em uma situação que parecia uma injustiça, mas quem quase foi injusta fui eu mesma. Estava em Valença, chegando em casa com minha mãe, quando no meio da rua surgiu o bezerrinho muito fofo. Atrás dele 3 meninos que aparentavam ter de 6 a 8 anos. Um com uma corda e os outros dois com pedaço de pau. Ao passarmos de carro pelo bezerro, notei que ele estava com um machucado no alto na coxa traseira. O ferimento sangrava... Em questão de segundos associei o ferimento aos pedaços de pau que os garotos seguravam e dei um grito: MÃE PARA O CARRO!!!
Minha mãe freou e eu desci como um furacão. Fui pra cima do bezerrinho tentando pará-lo, fazendo sons de beijo (pra quem não sabe, bois atendem por sons de beijo), e ao mesmo tempo comecei a gritar com os meninos!
O que vocês pensam que estão fazendo com esse bezerrinho??? Podem parar de machucá-lo!
Um dos garotos com uma cara apavorada respondeu rapidamente com tons de súplica:
Calma tia! Calma! Foi o morcego!
Eu não tava entendo e continuei falando: parem de machucá-lo já!!! E o garotinho: Não tia, não foi a gente, o morcego mordeu ele! A gente só ta tocando ele de volta pro dono!
Neste momento, a sanidade reapareceu a minha frente e retirou o pano preto que a injustiça jogara em meus olhos. Lembrei então que morcegos são uma triste constante em currais. Lá em casa eles já fizeram várias cabras como vítimas. Pedi desculpas, os aconselhei a cuidar bem dos bichinhos e fui embora...

Dia desses a injustiça aconteceu comigo! Mas como ainda não terminei meu curso de como Não Engolir Sapos em 20 capítulos deixei passar. Entrei no supermercado para comprar um suco, fui para o caixa que estava vazio, paguei e quando estava colocando meu suco na sacola escutei uma voz em tom grosseiro: Ah, olha aí a apressadinha! Rapidamente procurei quem estava falando com quem, e percebi que era pra mim. A velha continuou: Ta com pressa? Eu fiz cara de interrogação?! E ela continuou: Você furou fila! Na mesma hora pedi desculpas, mas realmente vi a fila vazia, e ela sutil como um elefante soltou: Eu devo estar invisível! Eu com toda minha paciência e educação que mamãe me deu respondi: Senhora, mil desculpas, não a vi na fila, se tivesse visto nunca furaria! Minha frase foi acompanhada pela afirmação positiva da Caixa, que também deve ter achado a senhora invisível, porque também não a viu na fila.
Tomara mesmo garota, que você não tenha me visto! Porque eu já desejei muito mal pra você! Berrou a senhora.
Se eu respondi? O que você acha? Lógico que não! Engoli seco, meu olho encheu d’água e fui pra casa pensando como o mundo está precisando de mais amor, ao invés destes sentimentos tão pequenos que os seres humanos cultivam.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fiquei pra Titia!

Essa semana recebi por email uma linda notícia: Vou ser titia!
Meu irmão Rafael será um lindo e jovem papai, digo, nem tão jovem assim já que já chegou aos 30! Fiquei tão radiante, não só por nossa família crescer, mas também porque tenho certeza que serei a madrinha do bebê! Mas também fiquei pensativa com a notícia, o tempo passou, Rafa é papai, João Felipe é casado, será mesmo que vou ficar pra titia?
No auge dos meus 25 poucos anos de vida, já posso dizer: Deus como passa rápido!
Outro dia mesmo estávamos nós três brigando por um espaço maior no sofá, voavam vários pés para todos os lados. Eu lógico sempre caia no chão.

Num acesso de fúria enlouquecedora, minha mãe cortou o fio da TV com uma tesoura. A briga desta vez era pelo canal, ela não agüentava mais gritos, devia estar na TPM. O único agravante é que a TV estava ligada na tomada, o que gerou uma pequena explosão e uma tesoura derretida. Quem disse que ter três filhos é mole? Mas com certeza não é pior que ser a caçula de dois irmãos sanguinários.

Mais uma vez a briga começava na sala, Rafael decidiu que João e eu não poderíamos mais conversar durante o Globo Esporte. Falamos até ele se irritar bastante e nos tirar da sala. Fomos para meu quarto, eu já estava na porta, quando João resolveu fazer a última provocação. Rafael arremessou seu chinelo Kenner, que é macio só para os pés, em cima do João. Pegaria na cabeça dele, se ele não tivesse abaixado, sobrou para minha pequena e frágil orelha. Não agüentei e caí no chão, aparentemente eles pensaram que minha orelha também não agüentaria. Ela se tornara uma bola de fogo. Meus pais? Não estavam! A empregada? Em algum lugar longe da gente! Se meus pais souberam disso? Acho que saberão agora.

O chinelo foi pouco perto da pisada que João Felipe me deu por eu não emprestar meu cobertor pra ele. Uma tarde fria, estávamos assistindo TV. Ele decidiu que ele ficaria com o sofá todo e que eu me viraria pelo chão. Peguei um colchão e um cobertor e fui pra sala. Ele determinou: Me da esse cobertor e pega outro pra você! Eu disse: Não! Ele quis puxar, eu deitada segurei firme no cobertor e em sua camiseta! De repente um som de rasgo, ele olhou para camiseta e olhou pra mim, estava rasgada. Ele soltou o cobertor e eu me encolhi como um bicho quando sabe que chegou a sua hora, ele levantou e passou por mim, como se nada fosse fazer. Quando eu relaxei e pensei: Acho que ele viu a bobeira que estava fazendo! Ele voltou e me pisou! No pé? Antes fosse! Foi na cara mesmo! Por isso eu disse que preferia o chinelo!

Eu tinha aquele jogo o War. Aquele viciante jogo que nos mantinha em casa durante as tardes de chuva. Não gostávamos de jogar com o Rafael, mas minha mãe nos obrigava.
Vão achar que ele ganhava todas e por isso não gostávamos de jogar com ele não é?! Muito pelo contrário! Ele perdia todas, nunca conseguia definir uma estratégia para seus objetivos. O problema é que quando alguém ganhava, ele jogava o tabuleiro pro alto, voavam todas as pecinhas pelo chão da sala e eu ficava mais de meia hora pegando uma por uma.

Jogar peteca com ele também era difícil! Sempre João e eu contra ele, já que ele tinha o dobro do nosso tamanho ficava justo. Mas ele roubava muito e quando se irritava dava uma “petecada” na nossa cabeça, na maioria das vezes a “petecada” era em mim.

Mas nada disso fez com que a gente se gostasse menos...

Um dia, Rafael brigou com a minha mãe e me falou que ia fugir de casa. Se enrolou em seu cobertor vermelho e foi embora. Eu entrei correndo, chorando, gritando, e minha mãe nem me deu bola. Eu super preocupada... O achei uma hora depois escondido no quartinho de empregada. Até hoje acho que ele fez aquilo só pra me sacanear!

Este quartinho já foi cenário de muitas histórias, uma vez João e eu nos trancamos lá dentro, jogamos a chave pela janela e depois ficamos gritando a mamãe! Quem apareceu foi o meu pai, que achou que já que havíamos nos trancado lá, deveríamos ficar um pouco mais. Não me lembro bem, mas passamos pelo menos uma duas horas lá dentro. Tivemos a fabulosa idéia de cortar umas batatas e “fritá-las” no ferro de passar... Não deu certo, só fez o castigo aumentar!

É tanta coisa, tanta história, que às vezes parece impossível que tenha acontecido em uma simples infância! Tomara que esse meu sobrinho tenha irmãos e muitos primos! E se nos tempos de hoje, ele tiver metade da infância que nós tivemos, ah com certeza será uma criança muito feliz!