domingo, 14 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Largando o Hábito...
Completo hoje 17 dias sem fumar! Não me lembro da última vez que consegui tal feito. Quando operei as amídalas fiquei uma semana longe do cigarro. Como uma coisa que fede e faz tão mal pode ser tão gostosa?
Como costumo dizer não fumava por vício e sim por esporte, fumar é gostoso, distrai, passo o tempo. Além de tudo o palitinho de câncer torna-se uma das suas mais fiéis companhias, ele vai estar ao seu lado sempre, basta você querer. E aí que mora o perigo, a associação do cigarro a todas as coisas que faz: fuma quando está sozinha, fuma quando está triste, está feliz, extasiado, frustrado, quando bebe, quando não bebe. Tudo se torna motivo para fumar. E quem disse que é fácil você retirar definitivamente da sua vida algo que já penetrou em todas as suas ações do cotidiano e até mesmo dentro de você, literalmente. No meu caso eu já não agüentava mais fumar, mas o hábito que adquiri era mais forte.
Não achem que é exagero, mas quando paramos de fumar temos a impressão que alguém foi embora e por diversas vezes a procuramos em algum lugar, seja dentro da bolsa ou na cabeceira da cama.
Gosto de sentir o cheiro de cigarro, mas não gosto mais do cheiro de cigarro nas pessoas, me enjoa.
Bebi 3 vezes depois que parei de fumar, uma palavra a dizer: torturante. A bebida parece um imã para o cigarro, mas até agora superei! Sexta sonhei que fumava, fiquei tão arrependida, me chamei de burra, de fraca! Ufa, era um sonho!
Sei que não é fácil, não existe ex-fumante, somos eternos dependentes superando um dia de cada vez!
Como costumo dizer não fumava por vício e sim por esporte, fumar é gostoso, distrai, passo o tempo. Além de tudo o palitinho de câncer torna-se uma das suas mais fiéis companhias, ele vai estar ao seu lado sempre, basta você querer. E aí que mora o perigo, a associação do cigarro a todas as coisas que faz: fuma quando está sozinha, fuma quando está triste, está feliz, extasiado, frustrado, quando bebe, quando não bebe. Tudo se torna motivo para fumar. E quem disse que é fácil você retirar definitivamente da sua vida algo que já penetrou em todas as suas ações do cotidiano e até mesmo dentro de você, literalmente. No meu caso eu já não agüentava mais fumar, mas o hábito que adquiri era mais forte.
Não achem que é exagero, mas quando paramos de fumar temos a impressão que alguém foi embora e por diversas vezes a procuramos em algum lugar, seja dentro da bolsa ou na cabeceira da cama.
Gosto de sentir o cheiro de cigarro, mas não gosto mais do cheiro de cigarro nas pessoas, me enjoa.
Bebi 3 vezes depois que parei de fumar, uma palavra a dizer: torturante. A bebida parece um imã para o cigarro, mas até agora superei! Sexta sonhei que fumava, fiquei tão arrependida, me chamei de burra, de fraca! Ufa, era um sonho!
Sei que não é fácil, não existe ex-fumante, somos eternos dependentes superando um dia de cada vez!
domingo, 7 de março de 2010
Parabéns Bode Louco Mourisse!!!

Hoje é aniversário do meu fiel escudeiro, do rei das trapalhadas, do cão mais louco dos loucos, do meu Zé Macaclery! Que lindo ver a minha bolinha de pelo completar 3 anos!
No decorrer desses anos foram tantas histórias, tantas confusões, tantas destruições, tanto amor! Ele esteve e está ao meu lado sempre, até mesmo quando eu não queria estar... deu pra entender?!
Hoje saímos para passear, a praia infelizmente já não é o lugar onde ele vai com frequência, a prefeitura proibiu, e a guarda municipal sempre tira a gente de lá! Engraçado é que a praia do diabo (vulgo praia dos cachorros) foi a considerada com a areia mais limpa, e eles insistem em falar que a sujeira das areias e da água é culpa de nossos cães! Esquecem dos mendigos que literalmente moram na pedra do Arpoador e fazem das areias seus banheiros, de todas as pessoas que frequetam as praias todos os dias e são incapazes de recolher seus restos de comida, que são chamariz de pombos, que são verdadeiros ratos com asas, que defecam na areias sem ninguém limpar, e aí vem a Prefeitura dizer que a culpa da sujeira são dos cachorros, ah me poupe!
Mas voltando ao Zé! Que maravilha tê-lo! Mesmo com todos os percaussos, mesmo ele soltando um poodle por dia de pelos, mesmo que estes pelos já quase façam parte da minha dieta de fibras! Valhe a pena!
Chegar em casa de mau humor e ser recebida por ele, louco de felicidade, pulando, correndo, cavando o chão de marmore (tenho quase certeza que existem um pote de ouro debaixo da mesa, ele sempre cava lá), é muito gratificante, por alguns segundos ele some e logo volta com a bola na boca, faz uma cara do tipo: Vamos brincar? Você me deixou o dia todo sozinho, ta me devendo essa!
E quem resiste? Não há ninguém que resista a cara de pidão desse cachorro, ele sabe comover as pessoas. Interesseiro! Quando você está comendo ele não pula em cima pra pegar, ele se aproxima calmamente e olha sua comida com todo desejo. Acompanha todos os seus movimentos de mastigação, se assim mesmo você não ceder, ele deita a cabeça no seu colo e te olha com uma concentração tamanha que chega até a tremer. Quando ele suspende os olhos ninguém aguenta e da a comida pra ele! Talentoso meu cachorro, pode falar!!!
Um dos pontos fraquissimos do Zé: barulho. Morre de medo! Trovão, tiro, fogos, etc. Várias noites quando tem temporal eu sinto alguém me empurrando da cama, é ele que pula na cama e insiste em colocar a cabeça debaixo do meu travesseiro, tremendo ele encosta o quanto ele puder em mim, logicamente ele se sente protegido ao meu lado, sempre achei que fosse ao contrário, que ele devia me proteger! Mas isso também acontece, quer dizer eu espero, porque até hoje só vi o Zé se irritar com mosca e olha que é uma difilculdade pra ele conseguir pega-lá.
Quero dedicar este post a ele! Que faz minha vida colorida! Que compartilha comigo toda a minha alegria, que lambe minhas lágrimas ou encosta sua cabeça na minha perna!
Obrigada Zé, pela dedicação, lealdade e amizade! O mais loucos dos loucos, sem dúvida é o melhor dos cães! Te amo!
sábado, 6 de março de 2010
Os muitos talentos que eu nunca tive!
Quando resolvi criar este blog sabia que em algum momento eu o largaria de lado. Tentaria sempre começar um texto e aí bateria aquela "pregui" e eu pararia!
Foi assim a minha vida toda. Foi assim com as aulas de jazz, violão, vôlei (ta certo que pra vôlei eu não tinha o menor talento), comecei e parei tantas coisas na minha vida que nem sei enumerar, acho que falta persistência em mim. Quando o negócio começa a me desinteressar o mínimo que for: eu paro. Coisa de gente hiperativa...
Mas falar do vôlei me faz lembrar uma história... Comecei o vôlei do colégio porque minha amiga Karen fazia e logo nos primeiros dias o Mazola (professor) a chamou pra fazer parte da equipe. A equipe era como se fosse o céu pra mim, formada só pelas meninas grandes de 16, 17 anos, eu com os meus poucos 11 demoraria muito pra alcançar este céu, na verdade primeiro eu precisava alcançar a rede.
A Karen sim conseguia, sempre foi alta, tinha talento pra coisa... Já Carolina e eu continuamos na parte da iniciação. Eu jogava mal, tinha até vergonha de treinar perto das outras. Um dia Mazola disse que o treino do pessoal da equipe ia ser junto com o da iniciação. Tremi, pensei " Que merda, todo mundo vai rir de mim".
Na primeira parte treinariamos cortada! Aí que pensei "To fudida mesmo, nem alcanço o raio da rede". Comecei a suar frio, cada vez que a fila da cortada diminuia eu tremia mais. Quando chegou a minha vez dei o pulo mais alto que consegui e simulei um tombo, meu nervoso era tanto que comecei a chorar de verdade, Mazola pediu a uma das meninas que trouxesse gelo, e eu não parava de chorar e gritar: meu pé, meu pé... Quando me acalmei Mazola queria me levar pro hospital e eu disse que não precisava, o treino parou por ali, andei mancando até em casa pra ninguém descobrir minha farsa e nunca mais apareci no vôlei.
Continuando minha nada bem sucedida passagem pelo mundo dos esportes, eu também fiz judô! hahahahaha, já do risada só de lembrar! Meu tio tem uma academia e da aulas de judô, por isso comecei! Foi lá que ganhei minha primeira e única medalha! Ganhei um campeonato interno da academia, as concorrentes: Bia (minha prima) e eu. Ganhei primeiro e ela em segundo. Ta bom, mas eu ganhei, isso que importa! Pelo menos algum "Honra ao mérito" eu conquistei! Parei o judô depois deste campeonato!
No ramo dança e artes minha passagem foi ainda mais rápida, lembro-me que no jazz eu só fazia borboletinha, tinha uma dificuldade enorme para virar cambalhota e a apresentação do nosso grupo foi um fracasso! Da pra ver pelas fotos que ninguém sabia a coreografia! Saí do jazz depois disso.
As aulas de pintura em pano duraram mais, fiz pra agradar minha madrinha, que pinta super bem e queria me ver pintado como ela! Mas ela esqueceu de perguntar se eu tinha coordenação motora necessária para pintura, assim como a vovó demorou pra reparar que costura não era o meu forte, quando ela viu minha difilculdade para pregar um botão mandou eu ir brincar com meus cachorros!
Não gosto de nada que me faça ficar com a boca fechada e com os braços parados por muito tempo, acho que por isso desisti de todos os meus possíveis talentos! Refletindo sobre tudo isso, descobri porque gosto tanto de cozinhar! Eu falo enquanto cozinho e os braços trabalham o tempo todo! Quando não tem ninguém perto de mim para eu conversar, vou falando o passo a passo da receita como se estivesse na Ana Maria Braga, isso me distrai, é ótimo!
Ainda bem que no fim de tudo eu descobri o meu real e principal talento: a Comunicação!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A doença e carência
Acho que não existe ninguém neste mundo que goste de ficar doente. Existem os hipocondríacos, mas duvido que exista uma pessoa que sinta prazer em sentir dores de cabeça, náusea, febre, calafrios, dor de garganta com aquela inflamação que não desce nem água, dor de ouvido aguda e mais todos os tipos de doenças que você quiser imaginar.
Eu particularmente odeio ficar doente, mas quando fico pareço uma criança de 2 anos, faço birra para tomar remédios amargos, evito até o último minuto de ir ao médico, choro e digo que to sozinha, que não tenho ninguém pra cuidar de mim e por fim grito que quero a minha mãe!
Além de gripes, infecções de garganta (que me resultou uma cirurgia no ano passado), eu não tive coisas muito sérias. Quer dizer, acho que as duas coisas mais sérias que me aconteceram foram: meu acidente na piscina e minha leishmaniose.
Meu acidente na piscina foi um tanto quanto inusitado, eu tinha 7 anos, era uma semana santa, acho que uma quinta-feira, eu e meus irmãos brincávamos na piscina quando alguma prima minha chegou lá em casa pra buscar não sei o que. Saí correndo para ver quem havia chegado e quando cheguei ao portão ela já tinha ido embora. Voltei correndo pra piscina e minha mãe gritou: Vivianne, pro banho chega de piscina, já está tarde!
Como sempre fui muito “obediente” entrei direto na piscina. Eu não sabia nadar direito, ficava mais agarrada na escada batendo a perna. Quando desci as escadas não sei o que aconteceu, trancei as pernas, na verdade acho que escorreguei e bati com força o meio da perna no primeiro degrau. Preciso contar o que foi que aconteceu? Ta bem preciso! Como diria meu amigo Fernando: Criei uma cloaca, sim senhores, meu períneo se rompeu. Nossa depois de 14 anos ainda é constrangedor contar isso...
Caí dentro da piscina e afoguei, Rafael me tirou correndo, minha mãe e João Felipe quase desmaiaram ao verem a quantidade de sangue. Meu pai chegou logo e me levaram ao hospital, minha mãe desmaiou quando o médico disse que ia me transferir pra Volta Redonda, mas acabei ficando em Valença mesmo. Na hora da cirurgia acabou a luz, meu pai teve que me levar no colo até o centro cirúrgico, apaguei com a anestesia ensinando a língua dos sinais para os enfermeiros e médicos. Depois disso acordei no quarto com minha mãe me olhando, na minha cabeceira tinham presentes que as enfermeiras do Platão haviam deixado pra mim, junto também uma cartinha do João Felipe, dizendo pra eu voltar logo pra casa que ele não agüentava mais de saudades e que ele estava na casa da vovó comendo paçoca e tomando coca-cola. Não fiquei 24 horas no hospital e recebi alta, 14 dias sem poder andar (menos mal pelo menos podia falar). Não me lembro bem, mas devo ter ficado muito carente, devia chorar toda hora e pedir minha mãe... tadinha e não é que ela sempre estava ao meu lado.
Passado todo o susto, tive plena recuperação, tudo no lugar! Uns 4 anos depois apareceu em minha perna uma espinha que foi crescendo e abrindo uma ulcera, descobri então que o mosquito Flebotomos que transmite a leishmaniose havia me picado. Imagina, eu não poderia ter uma pneumonia ou uma diarréia, eu tinha que ter uma leishmaniose. Como o caso deu ter rasgado o períneo, por que não quebrei um braço, como toda criança normal?
Comecei o tratamento, 40 aplicações do remédio diluído em soro, tomei duas séries de 20, um dia sim e outro não, passava por dia umas 2 horas no hospital. Até que minha perebinha fechou completamente, até hoje tenho a marca na minha perna.
Depois que fui morar fora ficar doente ficou ainda mais doloroso, às vezes não tinha ninguém para pegar um copo de água pra mim, então eu só chorava. Quando ia pra faculdade doente então Fernando falava: Ih hoje ela ta carente!
Um dia meu pai chegou à minha casa para me visitar, eu tava com uns 38° de febre e com a garganta toda inflamada, quando olhei pra ele comecei a chorar, ele ficou tão nervoso achando que tinha acontecido algo sério, que chegou a me perguntar se eu estava grávida! Aff coisas do meu pai! Poxa eu só estava carente, precisando ser a paparicada e precisando de carinho. Na maioria das vezes eu ligava pra minha mãe, eu sabia que ela não poderia fazer nada, mas mesmo assim eu ligava. Na faculdade uma vez até uma professora se ofereceu pra cuidar de mim de tanta pena que ela ficou de me ver chorando por estar doente. Mas isso acontecia devido as minhas dores constantes de garganta que cada vez vinham pior, ano passado antes de operar tiver um abscesso, até que chutei o balde e arranquei aquelas amídalas infernais que me fizeram sofrer tanto, depois da operação fiquei fanha por quase dois meses. De lá pra Ca é difícil até deu ter resfriados, minha imunidade aumentou muito. Essa semana estou sinusite viral, segunda-feira fui ao médico, hoje precisei voltar, quase não dormi a noite, tive muita dor de ouvido. Ainda não chorei, nem liguei pra mim mãe! Acho que estou crescendo!
Eu particularmente odeio ficar doente, mas quando fico pareço uma criança de 2 anos, faço birra para tomar remédios amargos, evito até o último minuto de ir ao médico, choro e digo que to sozinha, que não tenho ninguém pra cuidar de mim e por fim grito que quero a minha mãe!
Além de gripes, infecções de garganta (que me resultou uma cirurgia no ano passado), eu não tive coisas muito sérias. Quer dizer, acho que as duas coisas mais sérias que me aconteceram foram: meu acidente na piscina e minha leishmaniose.
Meu acidente na piscina foi um tanto quanto inusitado, eu tinha 7 anos, era uma semana santa, acho que uma quinta-feira, eu e meus irmãos brincávamos na piscina quando alguma prima minha chegou lá em casa pra buscar não sei o que. Saí correndo para ver quem havia chegado e quando cheguei ao portão ela já tinha ido embora. Voltei correndo pra piscina e minha mãe gritou: Vivianne, pro banho chega de piscina, já está tarde!
Como sempre fui muito “obediente” entrei direto na piscina. Eu não sabia nadar direito, ficava mais agarrada na escada batendo a perna. Quando desci as escadas não sei o que aconteceu, trancei as pernas, na verdade acho que escorreguei e bati com força o meio da perna no primeiro degrau. Preciso contar o que foi que aconteceu? Ta bem preciso! Como diria meu amigo Fernando: Criei uma cloaca, sim senhores, meu períneo se rompeu. Nossa depois de 14 anos ainda é constrangedor contar isso...
Caí dentro da piscina e afoguei, Rafael me tirou correndo, minha mãe e João Felipe quase desmaiaram ao verem a quantidade de sangue. Meu pai chegou logo e me levaram ao hospital, minha mãe desmaiou quando o médico disse que ia me transferir pra Volta Redonda, mas acabei ficando em Valença mesmo. Na hora da cirurgia acabou a luz, meu pai teve que me levar no colo até o centro cirúrgico, apaguei com a anestesia ensinando a língua dos sinais para os enfermeiros e médicos. Depois disso acordei no quarto com minha mãe me olhando, na minha cabeceira tinham presentes que as enfermeiras do Platão haviam deixado pra mim, junto também uma cartinha do João Felipe, dizendo pra eu voltar logo pra casa que ele não agüentava mais de saudades e que ele estava na casa da vovó comendo paçoca e tomando coca-cola. Não fiquei 24 horas no hospital e recebi alta, 14 dias sem poder andar (menos mal pelo menos podia falar). Não me lembro bem, mas devo ter ficado muito carente, devia chorar toda hora e pedir minha mãe... tadinha e não é que ela sempre estava ao meu lado.
Passado todo o susto, tive plena recuperação, tudo no lugar! Uns 4 anos depois apareceu em minha perna uma espinha que foi crescendo e abrindo uma ulcera, descobri então que o mosquito Flebotomos que transmite a leishmaniose havia me picado. Imagina, eu não poderia ter uma pneumonia ou uma diarréia, eu tinha que ter uma leishmaniose. Como o caso deu ter rasgado o períneo, por que não quebrei um braço, como toda criança normal?
Comecei o tratamento, 40 aplicações do remédio diluído em soro, tomei duas séries de 20, um dia sim e outro não, passava por dia umas 2 horas no hospital. Até que minha perebinha fechou completamente, até hoje tenho a marca na minha perna.
Depois que fui morar fora ficar doente ficou ainda mais doloroso, às vezes não tinha ninguém para pegar um copo de água pra mim, então eu só chorava. Quando ia pra faculdade doente então Fernando falava: Ih hoje ela ta carente!
Um dia meu pai chegou à minha casa para me visitar, eu tava com uns 38° de febre e com a garganta toda inflamada, quando olhei pra ele comecei a chorar, ele ficou tão nervoso achando que tinha acontecido algo sério, que chegou a me perguntar se eu estava grávida! Aff coisas do meu pai! Poxa eu só estava carente, precisando ser a paparicada e precisando de carinho. Na maioria das vezes eu ligava pra minha mãe, eu sabia que ela não poderia fazer nada, mas mesmo assim eu ligava. Na faculdade uma vez até uma professora se ofereceu pra cuidar de mim de tanta pena que ela ficou de me ver chorando por estar doente. Mas isso acontecia devido as minhas dores constantes de garganta que cada vez vinham pior, ano passado antes de operar tiver um abscesso, até que chutei o balde e arranquei aquelas amídalas infernais que me fizeram sofrer tanto, depois da operação fiquei fanha por quase dois meses. De lá pra Ca é difícil até deu ter resfriados, minha imunidade aumentou muito. Essa semana estou sinusite viral, segunda-feira fui ao médico, hoje precisei voltar, quase não dormi a noite, tive muita dor de ouvido. Ainda não chorei, nem liguei pra mim mãe! Acho que estou crescendo!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O Cotidiano que marca...
Hoje acordei disposta a voltar para meus exercícios diários. A cama estava ganhando da caminhada de mais ou menos 10 x 0, mas eis que tirei forças do âmago e levantei.
Enquanto tomava café o Bom dia Brasil exibiu uma reportagem sobre animais silvestres que morrem nas estradas do país. Mostrou os animais amputados que não podem ser devolvidos à natureza e o crescimento do desmatamento. Logo depois, mostraram uma imagem que não saiu da minha cabeça, tanto que agora estou escrevendo sobre ela.
Na Avenida Brasil, aqui no Rio, quatro cavalos soltos na pista, guardas de trânsito no local desviando os motoristas, mas nem todos estavam conseguindo diminuir a velocidade, quando um vem correndo e BUM, bate no cavalo, o pobrezinho voou e deu “grito” de dor que até agora ecoa na minha cabeça, maldita hora que eu vi aquela reportagem. Eu devia pensar no motorista não é? Mas é que vi que apesar do carro “fudido” ele estava bem, mas o pobre do cavalo não. Vou mudar de assunto porque esse cavalo me deixou realmente arrasada.
Depois do cavalo e do café, fui caminhar. Como de costume quando comecei a ganhar velocidade Zé resolve parar para defecar. Mesmo que eu ande com sacolas para recolher as fezes, ainda me sinto mal quando o Zé caga bem no meio do calçadão de Copacabana, as pessoas que estão ali praticando exercícios sempre olham com uma cara pra mim, como se ali fosse um lugar sagrado, um patrimônio, mas algumas delas olham com uma cara do tipo: Ai que nojo, essa garota pegando essa merda quente!
Eu sei que eles pensam isso, embora ninguém fale.
Mais um pouco de caminhada avisto um tumulto, alguns policiais, um homem sentado no chão algemado, uns “gringos” ao lado. Seria uma cena, infelizmente, comum em nossa cidade se não fosse um inusitado acontecimento. Enquanto eu me aproximava daquela situação, vi uma senhora por volta de seus 60 anos chegando perto dos policiais que aguardavam o carro da polícia chegar para levar o assaltante para delegacia.
A senhora estava com um copo de chá gelado (Mate Leão) nas mãos e com um canudo, ela olhou para os policiais e perguntou: Posso dar pra ele? O pobrezinho deve morrendo de sede!
Sério!!! Ela estava oferecendo um chá para o ladrão, de certo seguraria o copo para ele tomar, já que ele estava algemado. Tadinha da senhora, ela pensou em ser solidária com o bandido, mas nem ligou para os “gringos” que estavam atrás com os olhos estatelados de medo. Não recrimino aquela senhora, porque eu também dei mais valor para o cavalo atropelado, do que para o motorista que poderia ter morrido. Mas acho que ela pensou exatamente como eu pensei em relação ao cavalo, os “gringos” estavam bem, quem ficaria bem mal era o tal do ladrão, que com certeza ia levar muito porrada.
Mas lógico que não poderia deixar de contar a resposta do policial para aquela doce senhora que só queria curar a sede de um bandido:
“Minha senhora, essa merda aqui (tapa na cabeça do ladrão) é um vagabundo, um filho da puta que só merece levar uma surra quando chegar à delegacia, ele assaltou os estrangeiro (ele disse os estrageirO mesmo, não foi eu quem comeu o plural), eu vou ser o primeiro a enfiar a porrada nesse otário (outro tapa na cabeça do ladrão).”
Como eu estava passando e meu objetivo era caminhar continuei, mas agora o “berro” de dor do cavalo e a carinha de decepção da senhora que foi impedida de ajudar o ladrão de gringos não saem da minha cabeça, talvez amanhã eu me esqueça.
Enquanto tomava café o Bom dia Brasil exibiu uma reportagem sobre animais silvestres que morrem nas estradas do país. Mostrou os animais amputados que não podem ser devolvidos à natureza e o crescimento do desmatamento. Logo depois, mostraram uma imagem que não saiu da minha cabeça, tanto que agora estou escrevendo sobre ela.
Na Avenida Brasil, aqui no Rio, quatro cavalos soltos na pista, guardas de trânsito no local desviando os motoristas, mas nem todos estavam conseguindo diminuir a velocidade, quando um vem correndo e BUM, bate no cavalo, o pobrezinho voou e deu “grito” de dor que até agora ecoa na minha cabeça, maldita hora que eu vi aquela reportagem. Eu devia pensar no motorista não é? Mas é que vi que apesar do carro “fudido” ele estava bem, mas o pobre do cavalo não. Vou mudar de assunto porque esse cavalo me deixou realmente arrasada.
Depois do cavalo e do café, fui caminhar. Como de costume quando comecei a ganhar velocidade Zé resolve parar para defecar. Mesmo que eu ande com sacolas para recolher as fezes, ainda me sinto mal quando o Zé caga bem no meio do calçadão de Copacabana, as pessoas que estão ali praticando exercícios sempre olham com uma cara pra mim, como se ali fosse um lugar sagrado, um patrimônio, mas algumas delas olham com uma cara do tipo: Ai que nojo, essa garota pegando essa merda quente!
Eu sei que eles pensam isso, embora ninguém fale.
Mais um pouco de caminhada avisto um tumulto, alguns policiais, um homem sentado no chão algemado, uns “gringos” ao lado. Seria uma cena, infelizmente, comum em nossa cidade se não fosse um inusitado acontecimento. Enquanto eu me aproximava daquela situação, vi uma senhora por volta de seus 60 anos chegando perto dos policiais que aguardavam o carro da polícia chegar para levar o assaltante para delegacia.
A senhora estava com um copo de chá gelado (Mate Leão) nas mãos e com um canudo, ela olhou para os policiais e perguntou: Posso dar pra ele? O pobrezinho deve morrendo de sede!
Sério!!! Ela estava oferecendo um chá para o ladrão, de certo seguraria o copo para ele tomar, já que ele estava algemado. Tadinha da senhora, ela pensou em ser solidária com o bandido, mas nem ligou para os “gringos” que estavam atrás com os olhos estatelados de medo. Não recrimino aquela senhora, porque eu também dei mais valor para o cavalo atropelado, do que para o motorista que poderia ter morrido. Mas acho que ela pensou exatamente como eu pensei em relação ao cavalo, os “gringos” estavam bem, quem ficaria bem mal era o tal do ladrão, que com certeza ia levar muito porrada.
Mas lógico que não poderia deixar de contar a resposta do policial para aquela doce senhora que só queria curar a sede de um bandido:
“Minha senhora, essa merda aqui (tapa na cabeça do ladrão) é um vagabundo, um filho da puta que só merece levar uma surra quando chegar à delegacia, ele assaltou os estrangeiro (ele disse os estrageirO mesmo, não foi eu quem comeu o plural), eu vou ser o primeiro a enfiar a porrada nesse otário (outro tapa na cabeça do ladrão).”
Como eu estava passando e meu objetivo era caminhar continuei, mas agora o “berro” de dor do cavalo e a carinha de decepção da senhora que foi impedida de ajudar o ladrão de gringos não saem da minha cabeça, talvez amanhã eu me esqueça.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Mentir é feio! Ai ai ai!!!
Alguém já mentiu pra você? Já experimentou a dor de descobrir que tudo aquilo que a pessoa fez você acreditar era de fato invenção?
Muitas pessoas já mentiram pra mim, mas tenho passado uma época de mentiras constantes, convivido com pessoas que querem transformar a própria vida em uma mentira.
Eu lembro de uma vez quando tinha uns 7 anos que falei uma super mentira e paguei caro por isso, digo meu bumbum pagou caro, porque tomei várias chineladas. Estávamos sentados Rafael (meu irmão) e eu no muro da minha casa numa tarde monótona de sábado, quando eu tive a infeliz idéia de levantar e sair correndo gritando: SOCORRO!!! O Rafael caiu do muro!!!! Minha mãe tava na janela olhando a gente e viu que era mentira, mas meu pai estava longe e quase teve um ataque do coração, chegou perto da gente feito um relâmpago e avistou Rafael sentando no muro em plena segurança. Não me lembro quem apanhou primeiro, se eu ou o Rafa, mas me lembro muito bem do chinelo do meu pai, era cinza e tinha um sol desenhado na tira.
Não sei se falei grandes mentiras de lá pra cá, mas acho que nada que pudesse matar alguém do coração como fiz com meu pai naquela tarde. Ah! Também menti muitos anos pra minha mãe dizendo que não fumava, ela diz até hoje que não confia muito em mim por ter mentido pra ela por tanto tempo.
Repare que a mentira tem diversas conseqüências negativas, além de ferir profundamente a pessoa enganada, ela quebra o maior elo de um relacionamento: a confiança.
Não sou uma pessoa de mentir, na verdade não consigo mentir, não digo isso para fingir ser boa pessoa não, porque eu gostaria de saber mentir um pouquinho ou então saber apenas disfarçar meus sentimentos. Não consigo segurar nem risada, nem choro. Não consigo fingir estar feliz ou triste. Não consigo ser simpática com pessoas que não me agradam, e isso muitas vezes me atrapalha, meus sentimentos são muitos expostos a qualquer um e isso faz com que as pessoas reconheçam rapidamente meus pontos fracos.
O fato de não conseguir segurar tristezas, por exemplo, se alguém discute comigo e começa falando mais alto, quando eu vou colocar meu ponto de vista eu choro, fico nervosa de ver aquela pessoa falando alto comigo, não consigo disfarçar que estou triste e abro a boca, das duas uma: ou a pessoa quando me vê chorar se sente uma completa idiota e pede desculpas ou se sente vitoriosa e percebe que é fácil acabar comigo. No caso a segunda opção é a mais corriqueira.
Entendam o que eu quero dizer, não que eu queira saber mentir, não tenho a mínima vontade de virar refém de histórias que não existem, só queria ter mais controle dos meus sentimentos e não deixar que as pessoas me conhecessem com tamanha facilidade.
Não quero ser mentirosa, queria ser misteriosa...
Muitas pessoas já mentiram pra mim, mas tenho passado uma época de mentiras constantes, convivido com pessoas que querem transformar a própria vida em uma mentira.
Eu lembro de uma vez quando tinha uns 7 anos que falei uma super mentira e paguei caro por isso, digo meu bumbum pagou caro, porque tomei várias chineladas. Estávamos sentados Rafael (meu irmão) e eu no muro da minha casa numa tarde monótona de sábado, quando eu tive a infeliz idéia de levantar e sair correndo gritando: SOCORRO!!! O Rafael caiu do muro!!!! Minha mãe tava na janela olhando a gente e viu que era mentira, mas meu pai estava longe e quase teve um ataque do coração, chegou perto da gente feito um relâmpago e avistou Rafael sentando no muro em plena segurança. Não me lembro quem apanhou primeiro, se eu ou o Rafa, mas me lembro muito bem do chinelo do meu pai, era cinza e tinha um sol desenhado na tira.
Não sei se falei grandes mentiras de lá pra cá, mas acho que nada que pudesse matar alguém do coração como fiz com meu pai naquela tarde. Ah! Também menti muitos anos pra minha mãe dizendo que não fumava, ela diz até hoje que não confia muito em mim por ter mentido pra ela por tanto tempo.
Repare que a mentira tem diversas conseqüências negativas, além de ferir profundamente a pessoa enganada, ela quebra o maior elo de um relacionamento: a confiança.
Não sou uma pessoa de mentir, na verdade não consigo mentir, não digo isso para fingir ser boa pessoa não, porque eu gostaria de saber mentir um pouquinho ou então saber apenas disfarçar meus sentimentos. Não consigo segurar nem risada, nem choro. Não consigo fingir estar feliz ou triste. Não consigo ser simpática com pessoas que não me agradam, e isso muitas vezes me atrapalha, meus sentimentos são muitos expostos a qualquer um e isso faz com que as pessoas reconheçam rapidamente meus pontos fracos.
O fato de não conseguir segurar tristezas, por exemplo, se alguém discute comigo e começa falando mais alto, quando eu vou colocar meu ponto de vista eu choro, fico nervosa de ver aquela pessoa falando alto comigo, não consigo disfarçar que estou triste e abro a boca, das duas uma: ou a pessoa quando me vê chorar se sente uma completa idiota e pede desculpas ou se sente vitoriosa e percebe que é fácil acabar comigo. No caso a segunda opção é a mais corriqueira.
Entendam o que eu quero dizer, não que eu queira saber mentir, não tenho a mínima vontade de virar refém de histórias que não existem, só queria ter mais controle dos meus sentimentos e não deixar que as pessoas me conhecessem com tamanha facilidade.
Não quero ser mentirosa, queria ser misteriosa...
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